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quinta-feira, 31 de maio de 2012

A margem também é mar

Tenho medo de dizer
                               que até aqui
                               mesmo os versos anteriores
                                                                         falavam de você...

O Velho

Eu quis entender tudo, sabia pai?
Seus motivos e suas risadas
mas eu ainda sou o filho, um dia serei o pai...

Não serei o seu pai, que é o meu avô

Consigo me ver nele
muito mais nele que no senhor

Eu quero mudar o mundo com o meu sorriso
mas você sempre me diz que esse é um sonho
que me fará chorar e enlouquecer

A sanidade é tão suja e concreta
quero gastar meus dentes
no rastro da estrela que desconserta

Sabe meu velho, eu não sou como você é
sou como você já foi um dia

Mas pretendo parir-me continuamente com essa poesia
que os sonhos gesta e os sonhos expande
sem arreios ou medos que me castrem ou acordem

Eu quero sentir tudo de uma vez só
nem que a existência custe o segundo exato
onde a curva me expele e dá um nó

Você me diz com o tempo passa
mas eu sei como quem sente
que o desafio que é presente
sempre se mostrará
e é com esse sonho e minha poesia
que a vida cuidará em combater

Sinto saudades de você aqui
seu riso trancado e seu olhar severo e voz calma
do nosso rum quando chego do trabalho
do seu jeito de falar de politica
como quem fala de outros fatos

Me empresta esse jornal
o caderno de economia e
a parte dos quadrinhos

Sei que nunca leu minha poesia
sequer concorda comigo
mas quer saber não sou você
mas sei que apesar de tudo
você é sempre o primeiro a me defender

Sinto sua falta e da maneira como ri da minha barba
quero chegar amanhã e te abraçar
tomar uns copos sentar na sala

E te perguntar, como é que foi?
Como é que tá?

Dar risada da sua bronca com meu vocabulário
ou de como eu gosto de sonhar

Eu não sou como você é
mas sou como você foi um dia

Teu exílio é hoje e aqui
o meu será essa poesia

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Cuidado ( ou apenas para que você leia e saiba que esse poema é sobre você)

Quero cuidar fluir com o vento
que penteia seus dias
como a caricia
que minhas mãos te pretendem
assim no correr das horas
que escrevem o dia
enquanto te suponho
me imagino assim
qual o tempo que permeia o dia
para te cuidar e te envolver
no abraço que o universo gesta

Me deixe seguir, sim?
Eu só quero seguir...
Estou preparando um lugar
e será tão nosso
com seu perfume teci uma cortina
com seus olhos construirei uma torre
e lá onde te espero
de tanto que vivi
pois foi espera apenas até aqui
lá estenderei seu sorriso
na haste de meu peito
e cantarei a canção com seu nome
para aquietar o medo
para florescer pavilhões e beijos

Cuide de mim qual a garça
que anuncia a graça
no alvorecer da estação
pulsante e iluminada
me diga bom dia
seja a minha poesia
seja o destino e o tema da toada

Estive por tantos lugares
procurando sentir
o que enfim achei
cuide de mim
que cuido em te cuidar assim

Me de sua mão
me olhe bem
que se a estrada acabar
é tanta graça e tanto afeto
e é bem certo
do seu lado eu vou continuar
cuide de mim
que eu cuidarei assim
com todo o cuidado em te cuidar

Qual a cor dos seus olhos?

Eu estive em muitas cidades e lugares
noites acordado procurando um novo copo

Sua procura eu desconhecia

Eu procurava o que buscar
mas desconhecia sua procura...

Viajei por um bom tempo antes daqui
me desculpe as mãos tremulas e o sorriso quieto
não sei como sorrir
mas te conhecer me fez antever a felicidade.

Estive em muitos lugares e em cidades que nunca ousarei voltar
bebi do copo de cada instante para enfim te achar

Luz da aurora que o tempo fez pra me coroar
releio seus passos em cada instante desde ali

Uma garrafa por esvaziar
e outras por chegarem mais e mais

Estou deixando minha juventude escorrer
enquanto voltava para minha casa
a estrada se despia de meus olhos
para compor a luz que te mostraria para mim

Se vista com meu olhar
pois meus olhos claros se curvam
diante dos seus olhos negros...

terça-feira, 29 de maio de 2012

Atmosfera

Em algum momento eu vou dormir, depois acordarei, logo em seguida farei minha barba enquanto tomo meu banho, eu não gosto de acordar cedo, não gosto de metro lotado, onde não consigo ler meu Brecht ou Maiakovski. Visto qualquer roupa, me olho no espelho e penso, quero estar da maneira que a faça sorrir, inventar alguma desculpa pra nos esbarrarmos, faze-la saber que não é um tipo que estou fazendo é apenas o fato de ficar tímido ao lado dela. Não gosto de carne de porco, gosto de ir ao estadio, gosto de acampar, não gosto de ficar com as mãos tremulas, quando ela está perto, mas gosto quando ela se aproxima...

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Beatlemania

Enfeite suas horas com o meu olhar
vista o meu sorriso quando você repara em mim

Todos tem calma e força
(não sei como é ser como todos)

Sons ecoando dentro do vazio
eis a espera de um seculo morto
sim amanheceremos silenciosos.

Sim, acho que estou me sentindo diferente...
Não se trata de força e sequer fraqueza.

Se enfeite com meus sentimentos
e os planos que já fiz por nós

Segura minha mão, vê se não solta!

Contigo o passeio faz sentido
como se a vida desse voltas!

Aprendi um novo método e parecia tão cientifico
agora eu posso sentir, esse segredo é tão maior...

Através das estrelas como se um circo partisse
queria te ensinar uma nova maneira de seguir

Questões da ciência:
enquanto o jornal fala de progresso
apenas estou em busca de um plano
para puxar assunto com você.

Todos tem calma e força
(me diga como outros fizeram antes de mim)

Não quero ser como todo o mundo
(dessa vez vale a pena ser especial)

Se enfeite com meus olhares
pois eu teci uma estrada tão luminosa
e creio que o melhor a fazer é vir comigo...

Venha comigo
apenas venha

Eu também posso te seguir
vou com você se me permitir

Enfeite suas horas com o meu olhar
vista o meu sorriso quando você repara em mim

domingo, 27 de maio de 2012

Seu lobo

Como se as vidas escalassem uma onda
contra a maré que nos envolve e lança para fora

anulando os papeis descartados
destinos descartáveis

constamos em cartas sem destinatários
planos para o futuro
planos para o futuro

Mãos se apagando ao pavimento das ilusões
pescaremos mentiras na orla das semanas

Enquanto iluminam o que está visível
o que é oculto se preserva como esquecido

Abrindo caixas e observando o resultado
os vinis e o acetado derretidos na amnesia
de quem já não sente mais
pois se incomoda em sofrer

Os pensamentos se exilando na cercania vizinha
rolando em filmes do passado como ideias ignoradas

Não constam mais entre nós
Não temos registros de sua passagem por aqui

Sem as cores e os odores naturais
ossos arquivados no catalogo

quem antes marchava em fardas
hoje repousa em pijamas e clichês

Segure a voz antes de seguir
pegue minha mão e venha aqui também

Aqui é tão alem
e alem é um bom lugar

Passearemos  pelo parque
enquanto seu lobo não vem

Pode ter certeza que um dia ele acorda
ligeiro feito sua antiga força
como em nó de forca ele vem

E seus olhos sérios e medonhos olharão nossa alegria
e no embalo repressivo de seus comparsas
ele um dia nos detém...

dentro dos sonhos onde repousamos
esquecendo o peso da luz dos dias
acordaremos quando ele despertar
e toda a vida estancará em pus e sangue
feito uma triste e cinza ferida.

Somos manchetes e sequencias tão batidas
não pesa o necessário o rigor da nossa poesia

ele virá
sim o seu lobo vem
e pode se preparar chorando
o que vamos chorar

Mas tudo bem vamos sair
e aproveitar o dia
gastar a rima que alimenta a poesia
enquanto seu lobo não vem.

Tudo certinho?

São tantas possibilidades
em casa olho pela janela

Em casa te suponho assim chegar
como se passasse desinteressada
por minha rua e me visse da janela

Estou olhando as estrelas no céu
e são tantas possibilidades

Sei como é feliz e te vejo sempre tão maior
Me tire para dançar quando enfim sairmos

Se seu sorriso for uma bandeira recolhida
que meu beijo seja a mais extensa avenida

praças se fazem para abraços
meu olhar querendo ser a plena caricia

Suponho te encontrar em algum bar assim ao acaso
em uma festa ou cinema qualquer

Ninguém pode me dizer o que sentir
se agora minha janela quer compor essa canção

Agora é serio mulher, me leve para o campo,
qualquer canto eu vou, com você eu posso ir,
te ver me fez querer seguir, pois te esperar
foi a véspera do grande encontro...

Estou colhendo estrelas  e elas flertam com o céu
a noite gira calma e tão só dentro das horas,
de horas como agora onde te suponho
e tento adivinhar: por onde anda, com quem está.

Se teu sorriso foi uma bandeira recolhida
me dê a mão, venha comigo sim?
Teu nome é minha marcha e quero ocupar a avenida.

sábado, 26 de maio de 2012

Viajante só ( Ícaro até esbarrar com o sol)

Queria olhar as cores como realmente são
pedaços de onde perdi o ar

Dance comigo até o final
Dance comigo como se fosse o final

As sombras desenham a atmosfera e a narração
seus pés eu suponho valsarem as horas
em todas as horas em que te imagino...

Atras das maquinas e seus engenhos mais secretos
querer guardar e ser o seu mistério

Figurar oculto no seu sorriso dentro de cada manhã
me leve para uma noite qualquer

Seria um prazer gastar meu tempo assim
me deixar ir com você até o fim e sermos o final.

Lei anti-fumo ( ou lugares que costumava evitar)

''Quando as canções parecem respostas
 aos finais de filmes em que nos julgamos elenco.''

Te vejo ligar seus fones e fazer como a canção,
responda meu livro favorito
e te cantarei sua canção mais cara...


Quando as canções parecem respostas
 aos finais de filme em que nos julgamos elenco.


Engraçado como a piada é boa
apenas não escutamos a velocidade do tempo
e agora me resta lembrar com dor
aquilo que me fazia sentir vontade de viver o agora

Parecia tão fácil ser doce pois não era ser
e ainda me escuto menino correndo por conta da fé
mas havia o tempo e esse me mostrou
que tudo é tão visual e pouco obvio

Me deixe te contar como são as noites
em que suponho te escutar

Girando em minha mesa
uma lua e as razões dissipadas
pela vontade de te escutar me dizer oi
uma noite eu sigo em linhas
nas outras eu apenas durmo e sonho

Estrelas cabem em meu bolso
e a profecia á mesa se completa
sua janela e seus motivos
se engavetam em meu espetáculo
sem religião ou sonoridade e luz

Por medo de não caberem  as ideias que tive e o que sinto
por vezes eu me esqueci de dizer
e por muito me esquecer
acontece como agora
acontece omo esta sendo com você

E isso nunca me ocorreu
e isso nunca me ocorreu
ao menos não como agora

Querer acordar das noites dentro das noites e fazer truques
para ser notado
todo um projeto racional
para mostrar que descartei a logica

E agora meus passos gritam atras dos seus
e eu apenas ando por uma cidade a noite inteira
e te vejo em cada lugar
e são sonhos noturnos

Meus olhos gostaram de te ver
por isso só querem te enxergar

Como se todas as letras quisessem dizer a mesma coisa
canções de amor fazendo sentido durante a procura

Elas dançam em minha mente e se expandem
como se  depois de tudo a saudade
fosse sentir a ausência do que me cansava

Eu te quero de outras formas
em outros dias como se fosse antes de tudo

Vou me proteger de perder-te
 fazer todas as noites como se faz a cerejeira
quando a primavera decide o seu florar

Vou me projetar na voz que me alcança
meu chamado ecoa seu nome em cada silaba

São apenas jogos mentais e
não sei joga-los com meu coração
quando valem  a minha minha alma
quando  parecem meu filme
mas são apenas uma canção que imagino sobre nós

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Agora saia

Chega de papo e de prosa
que poesia tá tão cansada
num suspiro maior
ela quase se aborta

Por isso amor,
agora saia
depois a meia-calça
e o terninho 
e nem pensar em ficar de sutiã!

E eu vou lá...

Estou tecendo uma mandala
Caixas de braços retalham as horas
se abrem diante do meu caminho
expandem meu sorriso

Se tudo der certo
é certamente o universo
conspirando em cada inspiração
que meu verso aspira
Me deixe seguir ou
quer me mover dentro do sorriso iluminado?

Feito lótus que desencarna e canta
odor tão claro e limpo
delicado feito um dia vibrando azul no passado

Estou tecendo um céu novinho
e é o mesmo céu que viu Ícaro e Odisseu...

Contudo toda constelação conjuga-se
pela razão de ser vista da sua janela...

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Asura

Estão chamando alguem,
do outro lado da sala,
escuto os passos próximos.

Mais proximos e posso adivinhar,
as noticias que eles nos acenam
são novidades que eu nem posso crer,

Coisas magicas e solares que eu vou amar
é isso teu sorriso é meu Dharma...

Mandala que expele luz e sorte e força
meu apelido é esperança
te ver me faz querer seguir

Nasce em mim o olhar que apenas te observa
escuta tua voz e pede por seus passos

A não-ação ensaiada, para me camuflar,
te olhar assim e apenas sorrir,
trocar olhares e me deparar
comigo feito imagem parada e apenas a sorrir...

Eu não sei jogar esse jogo mental
eu não sei as regras e elas sempre mudam

Abrindo meu coração feito uma caixa de seda
viajando em ondas por diversas frequências
me estendo em mil braços para te alcançar

No patio da escola sou recordação
reencarnando na samsara que passeia
ceifando flores e poemas no seu quintal etéreo

Estão chamando alguem...
Vestes hindus em torno da iniciação

Sou a canção modesta no deserto,
tua paz é o meu sorriso
e teu sorriso é a anti-solidão...

terça-feira, 22 de maio de 2012

Todos os nomes

Ela vai chegar, por trás do monte eu quase vejo
o que é sonho e as vezes pode até não ser

Ela toda alva feito um sol dentro do peito
que meu peito faz bater desintencionado

Quantas léguas ou dias?
Mais de um mês entre nós dois
Guardo rebanhos feito gesto sonhos
É tanto delírio que o acordar é bem depois

Quantos nomes por chamar,
por qual deles você vem?
Deus me livre não chamar,
não há sorte e nem  dezembro se você não vem

Espuma sonora que vento vence
Clareza entoada no gastar do céu

Quero morder tua imagem
e tragar teu cheiro
Cheio de cores quero te visitar
certa manhã na orla da luz

Repleto de luares bater tua porta
e louco te chamar por tantos nomes
um deles é o seu e por algum há de atender

Ela vem, posso quase sentir,
seu cheiro de madressilva
e o barulhinho de seus passos quietos e doces

Atravessando o mar ou apenas rodopiando na rua,
é pouco e talvez escasso, tão raro e comum

comumente é assim, toda vez tem que ser assim
chamar eterno o que nasce eterno e as vezes é o fim

Mas me deixo com esperança, na mesa uma maçã
na cabeça uma imagem, no meu teu nome
e a vontade de dizer, que toda a cidade é pouca
todas as ruas são pequenas e mesmo a vida sendo serena
as vezes esse nó azeda e fica apenas a açucena sem galho ou raiz
querendo beijar cem mil sóis,  se camuflando de lua em um triz

Ela vem, sim eu sei
não sei muito mas posso sentir

Que é ela ali alva e quieta
sorriso timido e olhar que quase não diz

Mas como diz
e bem sei, suponho
quero crer na reza
e entender o que diz

Teu silencio é harmonia e afeto
teu olhar é cena e é cor

Sei teu nome agora
mas para tanto me bastaria apenas
te chamar simplesmente de amor.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Cade o nexo?

Que horas são?
                       Você fuma?
                                                                                Já leu meu novo poema?
                                              Parece ser sobre você
                              mas estou falando de mim apenas
Voce tem olhos lindos
( tão clichê, a boca seca e as mãos tremulas para dizer)
                       olhos de chinesa
                       olhos de chinesa
                       olhos de chinesa
Esse verso era para ser sobre você
                e parece ser sobre você
                mas estou falando de mim...
Quando toco sua mão a resposta que espero é para mim
Quando beijo sua boca
Quando te desnudo inteira
a resposta que minha língua que te percorre inteira
é completamente para mim
Verso intimo
metrificado com barbarismos                          
olhos chineses voce possui
                                                            que horas são
&
                               onde nós iremos?
Sim foi um prazer te conhecer
anote meu tel 
meu cel
me ligue quando for conveniente
                                           serei leniente com suas extravagancias
                                               prometo ser maior
                      e também menor
junto da sua fome
                           junto da sua sede
Esse poema parece com você
                                             mas esse poema não é sobre você
                                                                                                ele fala de mim
                                                    mas é estou falando de você

domingo, 20 de maio de 2012

Que horas são?

Refletindo sobre as suas conversas
distante e bem ao seu lado
escuto sua voz que é baixa e doce

Gotas estelares colorem seu sorriso tímido
quero crer que me notou ali te olhando as vezes
mas esse as vezes é quase sempre

Minhas botas Beatles
suas sapatilhas de Ballet...

Quero saber seu nome
seu signo e possuir uma copia do seu mapa astral

Pelo caminho até minha casa
janelas abertas e luzes demais
quem vai saber alem de você
em qual delas você pode estar

Aonde você vai quando se sente só
quantos anos tinha quando foi beijada pela primeira vez

ninguém pode responder
ninguém pode entender...

Eu tenho um verso sobre seu sorriso
e uns desenhos que quero te mostrar

Quero saber seu nome
e te convidar
para sair noite dessas 
nesse outono
algum bar ou um café
qualquer coisa que me faça
saber mais de você

Nenhuma canção para você até aqui
toda a poesia e o meu lirismo a oferecer

Gosto de te ver passar
Te perceber assim

Frágil imagem cujos detalhes iluminam 

E eu cheguei ai
sorri nervoso e disse:
Que horas são?

Espero não chegar depois
espero não chegar atrasado

Que horas são
e qual seu nome
que prazer te conhecer

Como eu gosto de te olhar
e ver você sorrir ao perceber...






sábado, 19 de maio de 2012

De repente haikai II

A métrica é um método
a  poema uma forma
a poesia a essência

Não, não a poesia
é apenas poesia

Se basta sendo
quando não rima

pois supera em métodos a vida 

De repente haikai

Parece vida
o que as mãos faz suar
e o estomago revira

Mas é maior
bem maior

é poesia...

Não sei o seu nome.

Ela está bem ali, um turbilhão de perguntas se amontoam diante daquele instante, com seus fones de ouvido ligados, escuta alguma musica, assiste algum vídeo, talvez, escute alguma musica e leia ; algum ebook, artigo na internet, sms, não sei, naufrago no oceano das hipóteses.
Todas as ideias se parecem com saudade, seu agasalho roxo ou vinho, as possibilidades dela também estar me rastreando desde ali ou antes, aquele porte de bailarina, seus pés, que se ontem calçavam-se em botas, hoje se protegiam com uma  linda sapatilha de camurça vermelha, deixando a mostra  partes de seus pezinhos, cogito então, pela variação térmica  entre hoje e ontem, seria talvez um pressagio dela ( coisas de mulher) ao sentir que meu imaginário, não passa de uma mitologia, cujos pés interpretam o protagonismo de meus sonhos, ainda em estagio inicial por ela.
Não. Não sei, sei apenas que nossos olhares se cruzaram hora ou outra, talvez  pela  circunstancia daquele instante, quem sabe coincidências ou sabe-se lá o que. Fato é, sei ou imagino que ela escutava Oasis, eu ali tremulo, indeciso e titubeante, diante daquela situação, talvez por uma inocência própria dos apaixonados, quem sabe se apenas medo de frustar-me.
Sua graça reside nas margens de qualquer momento que signifique liberdade ou desabafo.
Queria saber seu nome, por onde andava, qual setor trabalha ou mesmo o que pensa quando quer pensar em nada. Seu agasalho vinho, tom de vermelho, se opondo ao monocromatismo do outono, calças jeans justíssimas, onde meu tato pressente o toque que também é salvação e pode ser  ideal, afinal é tão singular, a percebo como astro indicando; um novo bar, outras pessoas, outro lugar, e esse lugar é ela.
Ao pensar nela reinvento o pensamento, imagino com tato, olfato e paladar. Em sonhos, que apenas sonhos são, me ergo luminoso dentro de um universo, onde cultuava o passado. Pesei tempos idos, e por pesa-los adquiri o habito de considera-los  maiores que o agora, ledo engano propagado por esse imaculado vicio.
Sim, tenho tido essas ideias, essencialmente quando a observo; fumar seu cigarro, ouvir suas canções prediletas, cafés que toma e outras tantas possibilidades.
Quando a noite é um turno frio, imagino como ela volta para sua casa, como ela se protege do frio. Tenho tido ideias que só pensam em um único centro, circulo pela essência desse perfume feminino, daquela pele branca, que pretendo sentir, que pretendo beijar, que pretendo entender em cada opção microscópica, cósmica, karmica e o que mais vier.
Não sei seu nome, não sei seu signo, que ônibus pega, onde mora ou como faz para ir, qual sua banda predileta, qual seu filme favorito, não sei sequer qual o assunto que devo começar para iniciar alguma discussão. Pura verdade é, entre o caminho, o deserto e o desbravador, cabe a ela ser esfinge, cabe a mim ser devorado frente ao mistério do que sinto nos instante que já sei, posso  sair e então vê-la.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Que fase!


Agora pronto vou desenhar como um louco, escrever como um louco, poemas, cartas, bilhetes, cartazes e doar aos amigos, movimentos , garotas, mendigos, gente estranha na rua. Quero beijar e abraçar todo mundo, tou feliz é verdade, outro dia mesmo de tão eufórico, fiquei 24 horas sem piscar os olhos. Queria sair pra rua, queria bater um texto na minha maquina nova, telefonar pra quem não tenho mais o telefone, ver mil filmes, escrever umas dez mil peças, roteirizar umas tantas passagens da minha vida. Sim estou contente, não sei bem com o que, só sei que estou feliz, não pela situação atual do mundo, isso na verdade me indigna. Estou contente por algo misterioso, quero lutar, quero gritar, quero cantar, dar murro na cara, dar beijo, dar abraço, fazer festa e pular feito um bobo, quer saber? Tou pouco me fudendo pra quem quer fuder comigo, se guerra é guerra, pois que seja assim, mas o meu lado há de ser senão o mais armado, ao menos o mais amado e feliz!
Quero devorar as marés com o folego de um titão, sorrir como um desesperado diante da forca, dar saltos, rir alto, roubar doces de velinhas e trapecear crianças, quero colar cartazes anti-parlamento, antipresidente, anti-anti-tabagismo, que  acelerar de 0 a 100 em plena horario de pico na paulista, escrever um nome qualquer em algum muro e fazer novena pra que esse seja o muro dela.
Quero rasgar esse papel, rasgar cada poema, tecer com a malha resultante dos escombros uma rede que me sirva de tenda, quero acampar na porta de uma familia séria e  tadicional, dizer absurdos, como quem diz: eu te amo.
Quero gritar manifestos, gritas odes, sonetos que não respeitem a metrica pomposa dos movimentos, não quero ser vanguarda e nem quero ser o outro, quero apenas cantar com a luz faustosa dos postes do centro da cidade,  quero entender as interrogações enuanto  olho meus pés  seguirem tresloucados mesmo sem saber pra onde estão indo. 
É isso mesmo, todo o mundo nisso, toda a poesia disso, beber até cair, festejar até o mundo inteiro tornar-se um bloco só, sem o pressagio de uma ressaca catastrofia, deixar o depois para o depois. Eu só quero amar,, apenas isso, estou pronto para o amor, o outono chegou, poderia ser primavera, poderia ser o verão, poderia ocorrer o diluvio, mas é apenas o outono e dane-se as estações, eu vejo o céu quando olho o céu e isso já me basta para constelar minha vida e meus dias com meu sorriso e outros .
Quero um amor que de tão afetuoso, pareça delito para os insensiveis, quero o carnaval, quero ficar fora do ar, dessintonizando as estações vizinhas, fazer um batuque tão grande que o som das lagrimas se convertam em aplausos, entre os inconsoláveis!

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Eva Braun

A ilusão teceu suas redes,
fios de sonho permeando o sono das manhãs

Em alguma cidade distante
entre as horas expressivas de um dia

O sol feito holofote produz a luz
que a vida dissipa em cada pegada ou olhar

Expelindo sonhos que rodopiam líricos cerebrais
a junção de uma fantasia que já se foi

Um sonho repetido
diferente demais cada vez que se sonha

Me deito no tempo e sinto o passado ressurgir
muros partindo na urgência de minha exigência real

Estrelas passam cósmicas alegorias do ser e estar
Estrelas passam como seculos antes passaram

A ilusão teceu suas redes
meus lençóis te reclamaram
mas já não existe mais você

Eva Braun de agora 
até outro semestre te chamavam Yoko.





segunda-feira, 14 de maio de 2012

Roedores Londrinos

Meu lugar é ao lado do seu
sem sentimentalismo e é apenas isso

Um sonho tão sonhado
um sonho gestado em riscos

Numa cidade antiga roemos a corda
ficamos por um fio recorda agora?

Descendo a rua até a próxima dose
o mundo prismado in close

Nossa corrida é uma aposta
contra o destino que nos rouba a sorte

É tudo tão sujo e pequeno
a doença que nos embala suaves sonhadores

Encantadora razão de morte
pois a chuva vem lá e a noite também

Falei sobre feno e campo
cantei luzes e o amanhecer
todos os sonhos são sonhos
mesmo os sonhos onde te sonhei
antes um pouco de te conhecer

A bordo é onde se naufraga
transborda o papel de poesia
fresta por onde um menino sonhava

Roubei seus mantimentos
furei seu bote
ignorando o sentimento
que é vida e também pode ser morte

No minimo o infinito
no minimo um horizonte

no campo os ventos
no peito a ideia

Na cabeça a dor
no peito a dor

Somos ratos brincando no feno
embriagados de morte
brindaremos com veneno

Nossa alegria é tão simples
simples nupcia do vento...

domingo, 13 de maio de 2012

Só refrão

Na minha escrivaninha o seu perfume voltou
essência da saudade é minha lira em tua ausência

Recanto assobiado no pestanejar das horas
segundos de esperanças
ao reprojetar o que foi vida e deixou de ser

Esse é meu verso
é a tua canção

Repita minha rima
cante comigo esse refrão...

Massas

Quando me anunciaram naquela praça
os pés que marcharam converteram-se em aplausos
Meus olhos regados de lamento e anoitecer
vasculharam na multidão o vestígio do passado

Recitei meu canto aos últimos
Seguirei recitando bravio minha lira colérica e absurda
aos passos que marcham por um futuro sem marchas

Que adiante seja o riso inocente
sem o pressagio de um incessante soluçar

Te encontrarei na arena da libertação
peito febril te direi as palavras que ensaiei

Febril e tresloucado, verá um poeta louco!
Direi intrassinoviais declarações de terno sentir
farei ruborizar tua essência
com a intimidade de minha coragem em dize-la:
Te amo, te amarei, seguirei te amando!

As massas opressas, as saias enlouquecidas,
as mãos calejadas de operários famintos
diante do neon de minha poética se quedarão
soluçantes a aplaudir o futuro
colossal metáfora de nosso amor
titânica pintura da primavera onde te encontrei...

Descerei do palco, recitarei junto as multidões,
o verso holofote que te encontrará em verde e vermelho

Esfolarei o sol e com o saldo de meu butim
te presentearei com métricas luminosas
prata de minha orla neon e urbana e noturna

Sim cantei tantas outras antes de ti,
todas com a mesmas métrica jocosa
de quem com o tempo joga o jogo da ausência
enquanto se executa o dispositivo da espera

Quando me anunciaram naquela praça,
era um delírio de outono
noturna visão cujos aplausos e a poesia sufocaram

Eu contudo, te busquei ali e ali te encontrei!
A multidão sabe de cor o palpitar desse poeta

Pois cantei sua marcha
Cantei seu carcere e fome
Dedilhei as notas de nuestra armada
com rigor e pranto cantei
cantei nossa miséria e fortuna

Até aqui cantei
e adiante cantarei

Diante de ti
diante dos seculos

o amor
o amor
a luta
a paixão
o amor
o amor

Quando na praça as massas vieram
eu apenas recitei meu verso
também por eles contudo era por ti
que ali eu estava e procurava...



sábado, 12 de maio de 2012

Pesar

Estou no seu portão novamente
novamente estou em seu portão

Reagindo contra as aeronaves tripuladas
nenhuma tripulação em minhas fantasias

Ninguém vai atender lá fora
lá fora ninguém vai atender

Estamos sorrindo em algum retrato antigo
apenas uma foto ou mais uma lembrança.

Parece que vai chover, eu penso
lá dentro o novo herói a aquece...
Pessoas novas, pessoas de depois,
depois de nós dois, pessoas de agora,
eles são alegres, eu sou apenas
quem está aqui fora...

Estou revendo nossa arvore
o desenho cicatrizou
o desenho cicatrizou

Pessoas tem poder
Todo o poder a elas...

Jesus está com vocês não é?
Nova peça, é isso mesmo?

Eu fiz uma canção
e era apenas isso.

Uma nova aliança
sem desenhos
sem desenhos
sem desenhos
sem desenhos

Jesus está feliz agora?
Eu não sou do time...
Um novo herói agora
apenas o novo herói

Cante então em francês
por favor cante agora
e salve sua alma
ou o que sobrou
de nós em você

Não posso entender o incêndio
sequer soube como reagir a isso

Ele é o novo herói, não é mesmo?
Sem falas imponentes ou consideráveis.

Apenas figuração e ausência
Apenas paisagem e conforto

Aeronave tripulável
tripulação imaginaria

Parece que vai chover, eu penso
lá dentro o novo herói a aquece...
Pessoas novas, pessoas de depois,
depois de nós dois, pessoas de agora,
eles são alegres, eu sou apenas
quem está aqui fora...

Ninguém vai atender lá fora
lá fora ninguém vai atender

Apenas figuração e ausência
Apenas paisagem e conforto

Estou no seu portão novamente
novamente estou em seu portão

Jesus está feliz agora?
Eu não sou do time...
Um novo herói agora
apenas o novo herói

Ninguém vai atender lá fora
lá fora ninguém vai atender

Jesus está com vocês não é?
Nova peça, é isso mesmo?
Eu fiz uma canção
e era apenas isso.

Pessoas tem poder...

Cante então em francês
por favor cante agora
e salve sua alma
ou o que sobrou
de nós em você:

Estou revendo nossa arvore
o desenho cicatrizou
o desenho cicatrizou

O corpo e a festa

Nesse outono sem alguém
te ver passar,
esbarrar assim contigo
é provar do gosto transitório
de uma primavera popular,
sorriso cítrico de quem traz
em cada instante o calor
calor que dança com a luz.

Quando o sono vier
assim encantado...

Pela vontade de sonha-la
minha luz eu enfeitarei
de outonais temas,
estelar atração
seus passos são
a mais antiga estação
onde cada passo que o vento leva
incendeia uma lembrança
um passado que vira canção

Vou me tornar inteiro festa
me transformar
em uma especie de sorriso
que é para ser esquecido...
Quando a dor cismar
e dando por minha falta
vier me procurar
eu serei sorriso e festa
que é pra ela contagiar

Cura

Incerto pelo que devo sentir
ou mesmo se devo sentir algo
Agora começaram as horas
elas passam por mim e te encontram
se dispersam e iluminam o vazio

Iluminando o passeio até o retorno
imagens que figuram como prazer
mas são apenas mentiras e nada

Ninguem ouviu
ninguem ouviu

Pontos de cor distantes no amanhecer
não posso descer mesmo se eu quisesse

Seu cabelo com vento se move cheiroso
seus olhos claros e mínimos pelo clima e vapor

Segure minha mão estou fora do bar
Você me olha enquanto conversa com alguém

Me reconhece e até sorri sem jeito quando me vê
seu cabelo claro e as mechas escuras meu cigarro barato
todo o meu vicio transfigurado em sua cura...

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Santa

Você é feliz as vezes
e as vezes apenas não é...

Olhando pelas frestas
sentindo a estação chegar.

Me diga como se sente
quando não está assim...

Como é melhor: é assim
ou o contrario disso também é sentir?

Poucas coisas podem ser suas
e nenhuma dessas consta como minha

Mobílias empoeiradas de saudade
cadeiras onde te imaginei cansada sentar-se
cansada de voltar para onde partiu

Você é feliz as vezes
e as vezes não é...

Me diga como é melhor,
como se sente de verdade?

Eu sou apenas quem olha
minhas mãos não alcançam
o ponto onde é a ponte
entre o toque e a sua essência.

Poucas coisas podem ser suas
nenhuma delas consta como minha...

Poucas coisas podem ser suas
eu sou apenas alguém
ninguém pode pertencer alem de si
por isso as vezes sequer sou minha.

Metrô

No caminho até minha casa
passo pelo mercado e compro comida

Meus amigos ficaram em outro ponto
eu fiquei antes deles
mas tive de ir adiante
mesmo ficando antes deles

Chutei uma lata pela rua até minha casa
as luzes apagadas nas janelas de um hotel vazio

Em minha sacola uma lata de  atum fria
em minha sacola um pacote de macarrão

Segui sozinho para minha casa
e a vida não é como o atum
e o amor não é como a massa

Assisti o jornal no sofá sozinho
em seus quartos minha família dorme

Lata de atum e pacote de massa
e no jornal escuto sobre explosão demográfica
mas eu não entendo muito isso
deixo de saber quando não me fere mais

Anestesiado pelo frio que molha minhas meias
eu parei em algum ponto antes de chegar em casa
as luzes apagadas nas janelas de um hotel vazio

Sempre foi assim?
Como eu não percebi antes,
toda essa loucura, que vem com a chuva,
assolando as ruas mais escuras e os becos noturnos?

Vendo minha televisão sozinho
desligo e já é hora de dormir
dormir sozinho e acordar sozinho
de sonhos que não lembro se sonhei
de sonhos que não sei nunca
se apenas lembrei ou apenas sonhei

Descendo a rua com minha sacola
meus amigos ficaram para trás...

Descendo a rua com minha sacola
luzes apagadas nas janelas do hotel vazio...

Abrirei o portão e depois a porta
subirei as escadas até meu quarto

Verei televisão sozinho enquanto dormem
e sempre estive sozinho, algumas vezes mais que agora

Algumas vezes naufraguei em mentiras
achando que não era diferente sonho e ilusão

Por isso eu sei pouco agora
vou esquecendo enquanto desço a rua

Até os confins da dor guardada entre o atum e a massa
eu posso sentir me cobrir com a luz ausente no hotel vazio

Meus amigos ficaram em outro ponto
eu fiquei antes deles
mas tive de ir adiante
mesmo ficando antes deles

Vendo minha televisão sozinho
desligo e já é hora de dormir
dormir sozinho e acordar sozinho
de sonhos que não lembro se sonhei
de sonhos que não sei nunca
se apenas lembrei ou apenas sonhei


Até os confins da dor guardada entre o atum e a massa
vou esquecendo enquanto desço a rua.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Chinês

As cores expostas em um chão espelhado
os olhos, as vidas e as mãos dos culpados
repletos de sol e sonhos corruptíveis demais

As margens engolem o abismo que se afasta,
doce e derradeiro beijo onde figuram os verões

Os sentidos estendidos escapolem da luminosidade
efeitos da  noite anterior onde os astros se esconderam

Apenas uma fatia de onde o destino colidiu
repita seu nome quando te calarem
apenas ouça a voz do mundo
responder com o eco de suas ações...

Sem saber

A torre que anuncia o tempo,
não sabe que: em sua cinza espera,
inerte ação que assiste a emissão de vapores,
sequer sabe do vento...

Ouvi a voz  ecoar na dispersão das cores
enquanto restaurávamos a visão de seus passos
que soletravam a palavra adeus

O jardim da minha ilusão,
tão azul  e frágil,
extenso demais em territórios projetados pela dor
sonho estendido em minha  mente tortuosa...

A cerejeira já em flor rodopia possibilidades
enquanto a lua se reparte noturna e luminosa

Eu apenas percebo a luz que flerta estelar
ser o perfume que a primavera lembrou

Anuncio meu réquiem dentro das horas que o tempo ignora
para  me confundir nas pernas da brisa que corre e se solta


Ouvi a voz  ecoar na dispersão das cores
enquanto restaurávamos a visão de seus passos
que soletravam a palavra adeus


Ps: ela me disse assim
e era apenas um erro.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Alguns dias

Olho seus olhos
pagina esverdeada
de um capitulo
que ainda não li, ainda...

Repleto de todas as coisas
em todas as coisas que sou
a velha metodologia do ser
corroendo os delírios que o dia traz
que a noite tece
e o mundo nubla...

sábado, 5 de maio de 2012

Estou ok com isso

Fez sol essa amanhã na cidade...
Parecia verão por isso
andei um pouco pela rua
andei um pouco pelas ruas apenas

Essa manhã a cidade acordou iluminada
não parecia que até outro bloco estava tão cinza

E o sol beijou cada esquina com um sorriso
Pois a hora da lagrima se apertou em um abraço.

Olhei vitrines de restaurantes onde casais almoçavam
e senti a luz de um afeto alvorecer entre os passos

Entre copos em um balcão e o barulho de conversas:

Eu  me sentei sozinho e sozinho almocei
lá fora o sol descortinou o céu em uma nova fase...

Tínhamos lembranças - eu pensei
Mas agora lá fora existe o sol novamente
não importa se choveu o ano inteiro
lá fora o sol despiu luminoso um sorriso na cidade

A vida está tão ok novamente...
A vida está tão ok novamente...
 A vida está tão ok realmente...

Passei a mão em meus cabelos,
senti o sol dourar meu rosto novamente
e enquanto estive andando imaginei
      - não onde alguém estaria agora -
quais canções eu poderei cantar agora

Essa é a minha hora
o instante antes do tempo
o minuto que precede o dia

Ouvindo minha set list
apenas caminhei mais um pouco...

Eu sei estou bem e
os dias realmente estão ok

Choveu o ano inteiro
mas agora é outra fase
que fase
            que fase
                         que fase

Essa manhã o sol flertou com a cidade o dia inteiro.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Isenção

Você apenas escuta sua voz agora,
isso é tão sujo e dói, sabia?

Apenas meus passos...
Ouça sua voz
se expandir no meu silencio,
sou apenas ausência e dor.

Dentro da noite envolvida pelo céu em negrume
residem os olhares que por dentro de janelas
em casas, automoveis e hotéis
percebem que aqui dentro é imaginar lá fora...

Me releio de tempo em tempo
 ouço o seu passado dizer numa canção:

Aquele foi o nosso tempo...

Não se trata de mulher, brigas ou liberdade
nem sequer falo de amor
 amigos ou saudades

Essa canção é pequena e dói
pois é meu canto sobre a ausência

minha poesia ausente
sobre se isentar de sonhar...

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Confusão

Gastei meu coração em notas cinzas
na poeira de meus dias embalei meu ser

Pela euforia de umas horas
me entreguei ao vicio cego

Sinto a culpa  caminhar em minhas veias
enquanto o ressentimento vasculha a ideia

Me entregue em casa
me deixe sentir um pouco

Quando eles aparecerem as três da manhã
e diante de sua casa despejarem
um trapo resmungante e esfumaçado

A barba vai te fazer saber quem é
piorado pelas ruas junto da solidão

O sangue quente de quem quer sempre confusão...

Hey you

Rastreie uma luz agora!
Guarde suas mãos no bolso

Envelopes de papel
e o vapor do chá recolhem o dia
na densa peça noturna que se inicia

Mas eles não podem entender
Eu estive lá por um tempo e vi

E ele ainda vive agora mas em outro nível
apenas há dele a parte que há em você agora

Uma estrela escondida na noite luminosa da cidade
e o que pode ser luz também pode apagar o olhar

Sem nomes e sem relógios
apenas o frio que os nervos adormecem
Elas virão até aqui me disseram
Elas não cansam de aplaudir seus sonhos

Em uma ilha qualquer
Adiante pode ser o Pacifico
ou apenas mais um outro lugar

Rastreie a luz agora
farol lunar apontando
para o próximo e derradeiro bar

terça-feira, 1 de maio de 2012

Contra capa e índice

Me olhou assim, como se já não fosse eu,
outro bicho ou outra percepção

Já não sinto minha energia
no que nasceu meu

Feito um arranjo entre o tempo e o coração
ecoa forte e ideal o sentimento
feito um sonho que hoje é recordação

Soprando fumaça igual as chaminés
na cidade ou apenas lembrando o verão

Todos temos nossos motivos
nunca somos os mesmos

Ainda bem que ao menos posso cometer erros
não é crime pelo que me arrisco.
Nem sequer estou querendo anular o medo
por isso eu canto do meu canto

Esse verso que quer ser sonho...

Se o atlântico fosse meu copo
ao menos a ressaca seria o universo.