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sábado, 14 de abril de 2012

Quietude acusatória

Meu cigarro certa noite teceu nossa tenda
renda arqueada por noticias que causavam pavor
os restos do pão se estiram dispostos feito refeição
orquestra monstruosa de terror veio junto da solidão

Pois é infinita a noite que nos cobre
dobrada em estrelas que iluminam quem as vê

Cobri de passos a jornada que costuramos
feito um pendulo oscilei por um tempo
imerso no espaço do que você representava

É que os olhos olham mesmo sem ver
feito as estrelas que apenas sabem iluminar

Meu copo esculpiu na embriagues
a ilusão que inventei na sua ausência

Concerto de silencio e cor
me chamo pelo olhar mas qualquer nome também é meu
isso é sou se você me chamar

A quieta noite espera em estações
por passagens que reinventem a passagem final

Todos os lugares gravados com carvão
são apenas as cinzas daqueles que disseram não

O arquivo não aberto esconde o terro
as botas lustradas de qualquer uniforme  ou pijama

esse é o clube daqueles que se escondem
essa é a noite daqueles que foram esquecidos

Todos os nomes
apenas um cheiro

Todos os sons
apenas meu silencio

Tudo que um dia foi
e o agora que não pode ser.

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