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quinta-feira, 19 de abril de 2012

Mareie

Na orla de um sonho escuto a voz,
pedras que reluzem trazem uma nova cor
e minhas mãos querem tocar o instante do adeus...

Meninos brincavam, lembrei e espero que lembre...
Questão de tempo e sonhos,
um tempo que sonhávamos...
Pedras não reluzem e minhas mãos estão sujas.

Tenho um lugar onde ninguém me alcança
e as sombras projetadas se unem ao sol da infância...

Nasci em uma mesa fria, eles me pediram calma.
Eles me exigiram tudo bem antes que eu entendesse...

Passado onde a musica não pode alcançar,
renasça em alguma terça de um ano remoto.
Me desculpe pela magoa,
mas não esqueça quem a causou
não esqueça quem chorou...

Nasci em um domingo de primavera,
os jardins estavam carregados de perdão.

Minha pena é ser sempre julgado pela minha inocência,
palavras duras, carregadas em baus de ferro e dor.

E o mar tatuado no meu braço, me faz rever sua luz,
revisitando uma essência perdida, caio em imagens,
seus lábios, onde a vida desertou e partiu certa manhã.

Nasci para ser o culpado,
como alguém por ser traído me beije...

Complete minha missão
faça sua parte no ciclo...

Todos os dias até o ultimo capitulo
rasteje a dor em meus pensamentos
me entregue os dados biográficos mais sujos

Flores de laranja cercam meus pés e caminho
a primavera de meu primeiro estagio concluída

Regue meus olhos com sua ilusão,
colha lagrimas, em meu destino
material gelado de quem se foi,
objeto que transita entre a vida e a vida...

Minhas palavras feito postes a iluminar o vapor da cidade
asfaltam o lugar por onde outros passarão
e esses outros são como aqueles que você viu

Sou como um cartaz de show antigo
lembrando como foi boa a primavera passada

Meus sonhos desfilam na orla de uma recordação
a vida ecoa o marulho que ressoa:
Passado...
            Passado...
                        Passado...

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