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segunda-feira, 30 de abril de 2012

Meu amor... Meu humor é acido.

Meus amigos contra você e os seus contra mim
Afinal saber a verdade é como entender
uma canção que traz saudades ao fotografar o passado.

Então vamos realmente tolerar essa ventania contra os barcos?

Em uma situação como essa, estar nisso por aceitação
enquanto o verão passa, o outono apenas começou aqui

Somos herdeiros de uma época atravessada por uma ideia sem encanto
somos o repertorio mais clichê de momentos juntos

Afinal como no filme vimos o barco se partir
colidindo contra a vida te pedi para viver sem mim

Por fim assim gelado te deixei junto de meu adeus certa noite...

Meus desejos contra os seus e os seus contra os meus
quando sonhar é o exílio pois a vida é um conflito,
teu bom dia é tua bandeira, suas palavras o ataque mais vil

Sou sua cidade, entre os sonhos que ainda insiste em sonhar,
minha loucura imita o som dos seus passos

Meus dedos tracejam o caminho
na melodia que seu pulsar segue marcando

Não é medo esse desejo
que seguimos ignorando?

Como é perturbador ver a verdade
na canção que cantamos pela mutua ausência.

Verdade

Eles vão construir uma cidade com as desculpas
e erguer um monumento após sua morte

Nada é sempre nada e isso esta alem da verdade
enquanto meu canto te encantar eles gritarão para calar

E a paixão feito um jogo que praticam
onde meu coração megafone 
quer o monopólio de sua atenção

Edifícios de desculpas e atos tão culpáveis
seu medo é um sorriso frio por motivos descartáveis

Atenda meu chamado
releia meus bilhetes amassados

Tão longe olho as luzes apagando e os passos
de gente apressada entre as ruas e no meio dos carros

Te ofenderão até o final
mas no fim darão seu nome a uma cidade

Eu ficarei fora dos muros
entoando meu amor no acorde da saudade

Pois o mundo é quase tudo
menos essa nossa verdade


domingo, 29 de abril de 2012

Ah... É isso mesmo?

Descalça com meus botões e lembranças
o mar que a praia penteia e adula o vento
                    Vem sempre me fazer sentir
                    aquele perfume igual ao seu

Pela janela ou na enseada dentro do olhar te busco
é impossível saber se meu menino de sorriso maior
retorna de sua aventura, pois ele diz ser seu destino.
Ele vai retornar já me jurei, ate rezo por sua volta...

Ainda sou sua, não importa tanto a quantos me dei
se é em sua barba que anseio me recostar e sei
que aqui nesse porto, onde a vida atraca e parte

Teço um balaio e faço da espera uma arte...
Descalça te espero, diante de meus sonhos
te adivinho em cada navio que chega ou parte.

sábado, 28 de abril de 2012

Nota Azul

Ela seguirá. Sim eu sei muito bem disso, continuará do ponto onde parei e me levará dentro da melodia de uma de suas canções; pois eu quis ser o seu primeiro beijo, levar seus livros pelo caminho de volta da escola.
Não sei ao certo quando sua família veio para esse país, que circunstancias motivaram, quem sabe teus avós  se fixarem aqui.
Se passaram fome? Não, não sei. Se aprenderam de pronto a língua nativa, também não sei. Contudo sei apenas que certa manhã, eu deveria ter 5 ou 6 anos, seguia por uma daquelas ruas do nosso bairro, a vi passar, se eu era jovem demais não sei, suspeito que sim, mas hoje sei, aquela maçã que dividimos no recreio, não foi e nem pareceu ousadia, mas foi o nosso primeiro beijo.  Não fui o primeiro a te chamar para uma festa, não fui o primeiro a carregar seus livros no caminho de volta para casa, também você não foi minha primeira em vários aspectos, mas encabeça uma lista sagrada de referencias e de longe é minha preferencia. Enquanto os carros passam por viadutos e pontes, olho de minha janela a luz de seus faróis baixarem em tributo ao que ignoro... Ela nunca esteve aqui, mas como foi bom enquanto esteve, em noites como essas eu a amei com minhas forças e músculos, me dando ao mundo na proporção do azul profundo de seus olhos delicados por trás de seus cachos castanhos e cheirosos.
Ela vai continuar, de onde eu parei ela seguirá, não importa agora se comigo ou algum alter-ego meu, dentro de um disco na faixa que o tempo gasta e se esquece ou naquele capitulo, de um livro que nunca foi sucesso, apesar de soar genial, pois ela não é uma ideia minha, ela é como o universo em expansão de luz e força, seguirá pois independente de meu amor ou desejo, ela é apenas paixão, não tem nome mas atenderá  pelo som que a atrair. Sem moral ou regras, ela seguirá. Pois ela é amor e não é apenas do meu amor que usei para ama-la, ela é a velocidade das cores girando na cidade, quer eu perceba ou não.

No país dos Espelhos

Juntos escalamos cada momento pelo caminho
agora ao descer cada escada 
sinto o retorno como uma lamina fria 
que retalha e anula cada palavra dita ou sonhada

Agora desço sozinho a ladeira por onde passamos,
braços dados e olhos perdidos no vazio escuro do céu,
em noites como essa: te abracei e te beijei infinito...
Como se antes de você nenhuma tivesse existido.

Agora que estou só, cada degrau some com um sonho,
na proporção de dor e lagrimas, que finjo não sentir ou chorar.
Corro retrocedendo para gastar a velocidade do tempo

Em cada rua que passo uma esquina acena em mim por você
Tenho andado assim como quem diminui o passo
para seguir percebendo as lembranças ao menos pela ultima vez.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Roma Antiga

Eu não tenho fé e isso é bem simples,
olhe minhas mãos ao retornar e entenderá...

D'us está novamente aqui, sim você sabe do que falo
e isso apesar de ser dito novamente, soa tão recente.

Um sonho dedilhando novamente os acordes da vida,
estou alheio e imune a essas canções de paz...

A imaginação me fez olhar mais de uma vez a rua
e lá distante onde os elefantes sobrevoam com seus marajás
lá não é um lugar realmente mas um estado estabelecido
sequer um estagio realmente seja em alguns aspectos...

Eles me apontaram o caminho por onde você seguiu
contudo eu preferi ir por outro lugar

E o que posso dizer?

Sim, acho que agora é isso...
Ontem eu estava lá, mas hoje onde estou?

Sem fé, isso parece ser simples
próximo e frio como uma estocada

Sorriso sem proposito...

Meu ego esta novamente acima da media,
enquanto flerto com a nudez da noite,
a noite despe seus segredos de antes de mim.

Eu não tenho fé e isso é bem simples,
apenas não acredito nas mentiras que costumo ouvir
Apenas cataloguei o fingimento dentro dos monólogos

Sorriso sem proposito
E o que posso dizer?

Estava ontem em algum ponto e  agora onde estou mesmo?

Não podemos responder perguntas obvias
quando sabemos a resposta
as vezes não sabemos quem perguntou...

Por isso essa noite enquanto voltava,
olhei as poças de lama refletirem as luzes dos postes
e imaginei isso no passado, mas como se fosse agora...

D'us esta novamente entre nós...

Eu me retirei por um bom tempo,
eu ainda estou no exílio sabia?

Espero que esteja bem, espero que esteja bem...

Por isso eu não acredito em mais nada,
é simples como uma estocada fria e certeira,
enquanto alguns se protegem, apenas saio na chuva
apenas saio na chuva e olho a chuva

quando o medo é uma ameaça
o exílio é uma opção...

Estive por baixo por muito tempo
agora apenas olho a chuva aqui no meu exílio

Enquanto os outros passam
apenas ouço a vida atravessar a rua e seguir
Apenas ouço o barulho dos pés pisarem as poças
ecoando o ruido úmido da esperança preterida.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Canção saudavel

Construí uma escada até a lua
por todo o percurso imagens
suspensas na fantasia de uma manhã...

Ela veio me contar em sonho
sobre um lugar onde nos veríamos

Estava acordado quando reconheci sua voz
o sonho havia acabado
o sonho havia acabado

Uma imagem se cruzou com o perfume
os olhos desejavam te lembrar

Coração em cinzas refutando os sentidos
a carne tremula ansiando seu toque

No centro de uma cidade qualquer
o paraíso operário de sua voz ecoando livre

estou perdendo os dentes por uma hora vaga
e inflando o pulmão com minha poesia

Estrelas cospem amor enquanto as ruas inexatas vivem
seguindo entre as cidades aproximando os alheios

tisicas razões proliferam de cenas
o coração neon de uma frase jogada

faiscando como um luminar embriagado
meu delírio é uma lira dissonante
mendigando luz e perfume
entre os anúncios desesperados de alguma oração

Construí uma escada até a lua
é que de lá do céu aqui talvez pareça bom

Na velocidade de um projetil
e gentil como um adeus
                                   eu apenas pensei
                                   eu apenas pensei

Teu nome é telegrafo
                               Meu nome é telegrafo

Meu sorriso é desespero
fogo de vela empurrado
                                   Embalando o missal de estrelas
                                   que embalam o cortejo  ate o luar

Lá ao menos ao olhar
faça aqui parecer mais real

Ao dia dos Cravos

Segura o teu sogro
que hoje eu vou passar
guarde teu homem
que eu vou gritar teu nome!
A festa da liberdade
não espera avenidas
toma cidade e campo
faz a rosa inventar a poesia
De um cravo insubordinado
nasce melhor por libertar a vida
e isso é o meu verso
Essa é a minha vida chora teu choro amargo
que a liberdade hoje é vermelha e
lá das ruas vem o canto dos cravos
Gestam noites e parem os dias
a genialidade que é sonhar uma canção
que é um canto que quer ser liberdade
Toda rosa quer ser cravo
e todo cravo quer sua cor
pois vermelha é a liberdade
hasteada feito o sol irradiando o amor.

Como é mesmo que se escreve um poema?

Acorde antes da manhã chegar
veja as horas que teci com as lembranças

elas vem com cores que cheiram como o amanhã
repousam no brilho de uma tarde onde seus olhos passeiam

Agora ouça o som da novidade aplaudir essa semana
como uma antiga estoria onde os reis desfalecem

Acorde antes da manhã que te teci
veja as horas desfilarem repletas de nós

Eu tenho as cores que inventei
ainda as possuo
pois não entreguei completamente

Levante-se certa manhã essa semana
antes do dia começar observe a manhã acontecer

verá as cores e as horas
dançarem em um verso que escrevi sobre você...

terça-feira, 24 de abril de 2012

Certezas

O poeta foi passear
                              a poesia também
                                                        o lirismo bebeu demais
          e a forma perdeu a sonoridade
eu apenas olhei
eu apenas olhei
                       Se era dia não sei
                        Talvez fosse quase dia
Não sei ao certo
                         qual a hora que
                         o poeta voltou discreto
                                           já sem rima
                                           já sem poesia
                                           sem paletó
                                           cabeça baixa
                                           pés cambaleando
Certo que voltou tarde
certo é que voltou sem rima
                                          que voltou sóbrio
                                          que para a poesia
                                                                     o certo é o errado.

Verso Vermelho

Sua ausência é uma canção
que a saudade sabe cantar de olhos fechados

Recolho a poesia que a noite entorna
ao redor da vida pois sei

Que em cada canto escuro onde for sombra
também é mundo
também é mundo
                         Pode ser armadilha
                         Mas as vezes é só vida....

Sua ausência é uma farda suja de sangue
empesteando a casa com o grito dos inocentes

A amnesia de quem faz por oficio
não exime de culpa nem sua casa

Sua ausência é um idílio
ode que as margens o vento tratou de levar

Para fora dos esquadros onde criou minha epopeia
sem vilões armados e sem filhos de fascistas fardados

No futuro um quintal sem cão de guarda
No futuro uma casa apenas
                                            Uma casa
                                            Uma casa

Não ensinam violão na bandinha da província
sequer sabem cantar imitando a voz da liberdade
                                                            lacaios não cantam
                                                            lacaios só marcham
                                                            lacaios paridos da crueldade

Sua voz ecoa no vazio dentro do passado
                                           feito um cesto feito de recordações azuis

                                          Como um pedaço da noite embarcando no céu
dentro do céu sua voz feito um cometa se vai.

E o filho do guarda não pode sair a noite não
E o filho do guarda não pode viajar sozinho
E o filho do guarda brinca na praça que o pai guarda

Afinal a noite é para o marginal
A passeata é para o marginal
                  A vida em cores
                    Sem fardas
                      Com flauvors
                        Sabores
                           Sabores

                                                  Ele não sabe francês
                                              Não sabe espanhol
                                           Não leu on the road
                                         Provinciano demais

Canta canções clichês
não sabe o estribilho da liberdade
e sequer vai entender
o poema neoconcreto que acabo de compor
pois é mente diminuta                  que sequer
                                                  que sequer
                                                  que sequer
Sua ausencia é uma elegia
pena não podr te explicar
que mais dia menos dia
a orgia viria me buscar

                     Num verso solto ou metrificado
                 quer haicai ou  soneto alexandrino
   para cantar  o passado eu cantaria o infinito
contudo uma rima fácil é coisa que pode fazer
                mas mesmo me arriscando eu tento
                                      pelo fácil não correr
              faço assim poema imagem e repente
                                                 só para dizer

            sua ausência é a voz do mar
que marulha e não se deixa entender


domingo, 22 de abril de 2012

Chuva


Sonho outonal

Ela olhou e sorriu
sorriso de gato maluco
pedaços de recordação
pois é simples, não é?

simples assim
quando costuma ser

Toda resposta se responde da mesma maneira
exceto aquele que move seus pés
exceto todas
exceto você

Ela olhou sorrindo
com seu sorriso viu
com seus olhos me alegrou
ela ficou lá sentada
pois ela não sabia muito bem

somente o necessário
somente o necessário

ponto critico em cada ciclo
musica na rua para entorpecer

Sorrir
e olhar
simples quando se deve ser simples
assim no começo e também no final

Ela é linda pois tem luzes nos passos
quando se desfaz seu instante
é como se reiniciássemos as eras todas

Sua mão tocou a minha e isso foi no outono
e isso poderia ter sido na primavera
mas eu ainda não estava preparado
te conhecer me preparou
me preparou para o outono

Somos isso mesmo?
Façamos assim...

Qualquer jeito faremos
faremos melhor
faremos melhor
faremos melhor

Seu sorriso é o melhor
é como segundos antes de tocar minha mão
e anunciar o outono nas coisas que eu senti.

Silencio, sim?

Monstruosamente humano, ele nasceu...
Todos se abraçaram para que ele fosse concebido
ela enfim sorria
para o pai que estava enfim acordado
preso em um carcere.

Enquanto julgam,
enquanto cospem
enquanto  se vestem

Existe o que é humano:
outros transam
outros fumam
outros se queimam

No calor das noites
a chuva para coroar o fim
ligando aparelhos sonoros

desfazendo ruídos até ser canção.

Monstruosamente humano, ele nasceu...
Um discurso para vencer
e outros motivos para  olhar pelo caminho

Seus dedos
seus medos
e as duvidas

A curva
o atalho
e o bar
apenas o mar
apenas o mar

Monstruosamente humano, ele nasceu
de uma mãe ''livre''
e um pai em julgamento

No tribunal todo homem é um beato
 no tribunal todo homem é um beato

E ele nasceu do assombro
guardado da fé
e dos sonhos que nos inspiram
monstruosamente emergiu de uma fantasia
pois ele é monstruosamente humano, entenderam?


sexta-feira, 20 de abril de 2012

Alem

Vieram me dizer sobre você
coisas que não sabia
de pessoas que suspeitava
não sei bem certo
mas tudo bem
de olho no futuro querida
que pena se fui tão alem

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Mareie

Na orla de um sonho escuto a voz,
pedras que reluzem trazem uma nova cor
e minhas mãos querem tocar o instante do adeus...

Meninos brincavam, lembrei e espero que lembre...
Questão de tempo e sonhos,
um tempo que sonhávamos...
Pedras não reluzem e minhas mãos estão sujas.

Tenho um lugar onde ninguém me alcança
e as sombras projetadas se unem ao sol da infância...

Nasci em uma mesa fria, eles me pediram calma.
Eles me exigiram tudo bem antes que eu entendesse...

Passado onde a musica não pode alcançar,
renasça em alguma terça de um ano remoto.
Me desculpe pela magoa,
mas não esqueça quem a causou
não esqueça quem chorou...

Nasci em um domingo de primavera,
os jardins estavam carregados de perdão.

Minha pena é ser sempre julgado pela minha inocência,
palavras duras, carregadas em baus de ferro e dor.

E o mar tatuado no meu braço, me faz rever sua luz,
revisitando uma essência perdida, caio em imagens,
seus lábios, onde a vida desertou e partiu certa manhã.

Nasci para ser o culpado,
como alguém por ser traído me beije...

Complete minha missão
faça sua parte no ciclo...

Todos os dias até o ultimo capitulo
rasteje a dor em meus pensamentos
me entregue os dados biográficos mais sujos

Flores de laranja cercam meus pés e caminho
a primavera de meu primeiro estagio concluída

Regue meus olhos com sua ilusão,
colha lagrimas, em meu destino
material gelado de quem se foi,
objeto que transita entre a vida e a vida...

Minhas palavras feito postes a iluminar o vapor da cidade
asfaltam o lugar por onde outros passarão
e esses outros são como aqueles que você viu

Sou como um cartaz de show antigo
lembrando como foi boa a primavera passada

Meus sonhos desfilam na orla de uma recordação
a vida ecoa o marulho que ressoa:
Passado...
            Passado...
                        Passado...

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Lirismo avesso

Retorne logo...
Meu balão inflando os minutos até logo mais

Uma lista espalhando suas manias pela cidade
dentro do tempo, um passeio em nossas ironias

Como seus olhos retornaram assim?

Não seguram mais meus sonhos
sequer entendem meus motivos...

Corri por uma avenida estranha
mas já não podíamos nos alcançar.
Desça do hangar, por favor...
Me entregue as malas, sim?

Retorne do exílio agora...
Agora que voltou retorne realmente...
Retorne agora que voltou...

Uma rosa nascendo dessa dor,
rodeamos a solidão com mentiras
e a luz beijou minhas mãos na sua ausência.
Sua ausência beijou meus passos
ao dizer adeus meu caminho tornou-se meu
tudo que sou até aqui era você

Agora que voltou retorne realmente...

Desligue essa nova canção, soa tão ruim...
Suas malas estão leves,
o peso da verdade novamente, sim...

Palavras que não retornam ao pensamento
sonoridade perdida pelos bastardos aquartelados

vou escrever seu nome feito um pedaço de céu
para mostrar que minha solidão
fez muito bem ao decidir ser isso

Não era assim,
não assim, antes de te tornarem isso.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Cidade imaginada

Estendem as mãos o universo e a historia

               para com o tempo dançarmos
               para com o espaço jantarmos

entre as luzes da cidade em vapor e cor
entre as cores da cidade em cinza e dor

                            Tudo que é amor pode ser sonho
mas em todos os sonhos as vezes não se acha amor

Dance comigo
                    ou
                         apenas beba...

A cidade é grande
becos onde emergem bares

sugando salários
sugando salários

no giro vaporoso de cigarros
nas saias comportadas da modernidade

modernas demais
contrastando os padrões e a arquitetura

Ralos por onde a poesia escorre
escarro pegajoso de quem apenas imaginou

Estendem as mãos agora
dão ao cosmos o definitivo concerto

regam os olhos das luminosas placas de neon
passarão mais de uma vez aqui novamente

outros como eu
que amaram de meu amor

Sempre essa parcela da cidade que é imaginação.

domingo, 15 de abril de 2012

Pulsando

Quero seus pelos, perfume e cheiros
envoltos em minha boca repleta de todo o seu corpo
ao redor do meu sonho penetrar o seu desejo
ter tua mão e te tocar até minha mão te pertencer

Quero seus passos na extensão que transpira
inspirando pecados completos por suas pernas

Olhar com os lábios
beijar com os dedos

Sentir as rimas envoltas por teus cabelos
teus cabelos enxaguados de meu suor

Me alimentar de seus seios possuídos por minhas mãos
pão de minha fome  vontade que sacia meu vicio
sede de teus gritos desejo de teus suspiros
estacionar meus olhos no instante da tua hora...

Beija-la com fervor e contemplar após tua paz
te sentir tremer junto de mim
junto de ti também tremer rígido por tua presença
constelação de sorriso e paz.

sábado, 14 de abril de 2012

Quietude acusatória

Meu cigarro certa noite teceu nossa tenda
renda arqueada por noticias que causavam pavor
os restos do pão se estiram dispostos feito refeição
orquestra monstruosa de terror veio junto da solidão

Pois é infinita a noite que nos cobre
dobrada em estrelas que iluminam quem as vê

Cobri de passos a jornada que costuramos
feito um pendulo oscilei por um tempo
imerso no espaço do que você representava

É que os olhos olham mesmo sem ver
feito as estrelas que apenas sabem iluminar

Meu copo esculpiu na embriagues
a ilusão que inventei na sua ausência

Concerto de silencio e cor
me chamo pelo olhar mas qualquer nome também é meu
isso é sou se você me chamar

A quieta noite espera em estações
por passagens que reinventem a passagem final

Todos os lugares gravados com carvão
são apenas as cinzas daqueles que disseram não

O arquivo não aberto esconde o terro
as botas lustradas de qualquer uniforme  ou pijama

esse é o clube daqueles que se escondem
essa é a noite daqueles que foram esquecidos

Todos os nomes
apenas um cheiro

Todos os sons
apenas meu silencio

Tudo que um dia foi
e o agora que não pode ser.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Métrica esfumaçada

Qual um ponto entre o inicio e o fim
                            apenas um ponto.

margeando a interpretação que a noite possa ter
ou que a noite possa fazer em mim

Na varanda anelando o sol com meu olhar
mais um dia por fazer outro verso
faca, risco, cigarro, abraço e arte

Qualquer canto e em outra parte
poesia é lua mas só quando a vida é arte

Desce a noite e sobe o céu
despe a escala nas cores

lamber asfalto e ouvir no sino
o anuncio do véu que nítido

sobre as nuvens um anuncio
qualquer que seja o sinal

entre o inicio e a conclusão
há sempre o ponto final.

No lirismo de um bilhete
origami enfeitiçado

rima de nomes e praças
métrica esfumaçada de abraços.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Meditação

As vezes me pego imaginando
como eram suas tardes
antes daquela noite e daquele bar...

Se em tua infância já me sentia
assim como se eu me aproximasse

Feito uma manchete retalhando os jornais
fazendo pouco caso do que era a vida até ali

As vezes imaginar o passado
é relembrar como sonhávamos o futuro

Antes do meu cinismo,
essa sequela das suas mentiras
em meu ser por você reinventado

As vezes me pego imaginando
fatos obsoletos numa gaveta embolorada

E o passado é uma mentira conveniente
para quem não gosta de saber quem feriu.

Bicicleta

Eu encontrei uma carteira na rua,
constavam um bilhete único,
seu RG e habilitação vencida.

Olhei um pouco para suas fotos,
li o bilhete de um possível namorado,

pensei onde poderia te encontrar,
qual a origem de seu nome tão atípico.

 No caminho de volta para casa,
apenas pensei onde você morava...

Ruas arborizadas cercam os acessos...

Sua bicicleta segue oposta ao ônibus
que naquela manhã eu tomei .

E eu sei quem é você
mas só sei assim de vista

Pegávamos o mesmo ônibus
e estudávamos no mesmo prédio
meu departamento era do lado do seu

Enquanto fazíamos comício
você sonhava em ouvir tua aula

Nem em um cardíaco palpite
sequer na esbornia figadal
suporia seu excêntrico nome

que talvez em língua eslava
seja o apelido de algum lindo animal

Eu encontrei uma carteira na rua
Sua bicicleta segue oposta ao ônibus 

e eu apenas pensei onde te encontrar
as ruas arborizadas confundem o acesso

li o bilhete de um possível namorado seu
quem sabe apenas um outro
admirador do passado


E eu sei quem é você
mas só sei assim de vista

domingo, 8 de abril de 2012

Seja Yoko

Seja Yoko em minha obra
escreva sim e me dê uma lupa
subirei a escada e lerei
seu sinal dessa vez.

Meu poema escada
sobre seu verso canção

Seja Yoko, ok?
Meu verso simples
a variação fora da métrica
ausencia de ritmo e rimas

Yoko...
        Yoko...
Yoko...

Me escreva versos
sobre como eu fumo demais
sobre como sou um cara estourado
critique minha desarrumação
meus discos jogados
meus livros em ordem estranha
e os antigos hábitos

Seja Yoko
escreva sim
me mostre a lupa
subirei a escada
para ler seu sinal

Yoko...
         Yoko....
                  Yoko...

My lost weekend.
Aceito teu convite
aceite meu convite
te darei uma lupa
e escreverei sim
não é necessário subir a escada
para ler em mim
sim está escrito sim

Tive 500 dias de verão
agora estou pronto para o outono

Meu top five
é uma set list composta
por suas canções prediletas!

                             Oh Yoko
                Seja Yoko
Sim Yoko

Meu verso escada
quer dizer seu nome
descrever seus olhos
seu sorriso
e os cachos negros perfumados
de teu cabelo que tanto tenho imaginado

Seja Yoko
Oh Yoko!

Tendencie

Tudo sobre ela é por você, assim começava o texto, não entendo muito das coisas escritas assim, mas tudo certo, tudo sobre ela é por você? Como assim ? Impossivel entender , resta apenas supor, mas isso tambem da margem a outras impressões, ler isso assim,quando fulano escreveu assado, poxa sou torto nisso tudo ,continuo sem compreender, sei lá, talvez seja alguma daquelas frases que se diz com intenção de que pareça chico buarque.

Nítido

Com meus amigos entrei em tua cidade,
como um legionário romano com meus suprimentos
e a cabeça repleta de álcool e cansaço.

Quase estive por um triz em certo momento
mas inverti o jogo e conquistei uma possibilidade

Pois teus cachos escuros e cujo perfume imagino,
são as parreiras que anunciam a cidade que quero sitiar

Moça de versos onde a poesia feito maré
quer beijar e invadir
pra mudar meu verso prosa em verso canção
quero compor a canção que te retenha e inspire

Sorriso de segredo e raízes, manancial de meus olhos
e arquipélago onde meu delírio quer se estender

Me permita partilhar de teus suprimentos
prometo uma inquietante disputa entre nós dentro das noites

Percorrendo os dias para abstrair as impurezas da semana
na extensão de teu riso ver brotar um brilho de desejo

Preparei minhas armas para a expedição
não esperava reencontra-la em posto avançado

Tua presença inquieta a falange de meus sonhos
anseio por teu cuidado e pretendo te cuidar parreiral lirico

Cantei por seis meses ao redor de teu vilarejo
em minha galera retornei ao estagio inicial
remamos até a baia dos enforcados,
lá havia te perdido, mas era apenas um plano sei agora.

Retornei a noite do século para te convidar para uma bebida,
não é muito, mas estou ao redor de tua vila

De onde estou eu vejo ou tremo ao imaginar
tua pele que é mistério

O perfume de teus cabelos soltos envolvendo o meu abraço
que é o mesmo que teci para te envolver.

Meu cigarro irá te cobrir manto de vapor
véu alucinógeno onde pretendo seu olhar

Te suponho assim e eis meu verso que não é canção
destituído de rimas ou ritmo apenas arde ao calor

Verso lirico onde me acampo diante do mundo
moça de versos quero criar
a canção onde posso te alcançar

Musa moderna onde meus versos querem se expandir
poema chinês que quer apenas aprender a métrica do seu dia
e entender cada instante como um lugar.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Baikal

Minha miséria deitou-se em campo aberto
arrumei meus cachos e a gola do agasalho e segui

Ainda posso ouvir um nome voar e voar
minhas recordações são pássaros de ilusão

meus dias remam para o mar
em um lago sem acesso ao oceano.

Quero te ver na tv ou no cinema
te escuto até na terceira faixa do lado b
sua voz é uma estação sintonizada ao luar

Fiz desse verso um hino e hasteei meu caminho
para adiante onde a tristeza surge e avança

Meus dias mergulhados em uma semana natimorta
entre repartições condicionadas a frieza.

Ninguém pode entender mas eu sigo explicando
mesmo em noites como essas te imagino ainda

Pois a força não está em esquecer ou resistir
mas é apenas aprender a conviver com a dor

dissemos adeus e seguimos
estou andando em círculos
ronda infinita onde gasto meus nervos e escrúpulos.

Baloeiro azul

Eles estão montando sua nova cama
um leito de dor para nossa solidão

Enquanto a chuva cai em algum canto
eu digo adeus ao passado que visita sua rua

Heróis dizem que estão ok comigo depois de seu encontro
eu realmente não sei qual o efeito da dor
sei apenas como isso dói e estou sentindo por agora

Me vejo cuidando de seus balões enquanto o tempo segue
por favor me deixe seguir antes do amor

Antes que o amor me deixe como já estou
pois eu sei que já estarei perdido antes de perceber

Amanheceu em meus pensamentos
e seus sonhos agora como se diz
seus pensamentos estão cavalgando trovões

Eles vieram compor seu leito
definitiva cama de seus derradeiros sonhos
ocupação onde se ocultam as noites
onde se dissipa a vida em fluidos que não retornarão

Eu te imaginei só 
e quis te  fazer como parte de mim
parte de mim como parte de um todo

Agora apenas entendo
entendo apenas
apenas
entendo

Eles vieram e disseram: ok meu caro.
Choveu o ano inteiro como me disseram
segui sabendo disso mesmo assim
mãos nos bolsos e olhar no vazio...

Meu turno está encerrado
meu uniforme não representa massacre de inocentes
nem supressão de direitos aos não assistidos pela maquina
minha maquina não é bem uma maquina
pois não sequer uma maquina
eu sou meu plano
apenas isso
apenas.

Eles estão ajeitando as almofadas
recolhem minha poesia e se retraem
seu definitivo leito
derradeira parada
derradeira estação onde a poesia veio passear.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Simplesmente

Geografia de insultos cortejando minha alma pequena
entre atlas onde encontros são arranjados por acidentes
convergem e se despedem com a rapidez dos dias
o olhar calmo de quem fica é pelo adeus...

Olá meu Karma em pele eslava, me vista para seus feriados,
feito um desses seus vestidos de domingo, e ele vem te ver,
mas ele não está realmente lá, pois a solidão chegou adiantada,
afinal encarnei em uma extensão cósmica ...

Cor suja onde repousa a incerteza banhando meu chão
sacrificando minha poesia, como eu te cantaria agora
mas eles estão de pé a minha porta e vieram uniformizados.

Uma oração junto dos meus cães,
mas esse animais não entendem nosso medo
eu digo olá e o monstro te leva para longe de mim.

Abc ( Canção para ninar a solidão)

Eu apontei apenas para o céu...
Queria ver onde meu instinto iria,
mas é sempre tão próximo 
muito mais próximo 
que a próxima galaxia...

No deserto somos assim...
Um sorriso de açúcar dissolvido na pose
e eu voltei a fumar e beber como antes.
Eles me olham com estranheza agora

O carrossel seguiu sem mim por duas estações,
agora tento saltar para o centro novamente.

Meus ouvidos cansados da mesma cantiga,
meus olhos gastos de cartazes onde me anunciam
e ela que é a vida, como a vida veio sem perceber,
acordo dentro de outro dia
na exata hora percebendo que estou em mim.

Eu apontei para o céu,
sem perceber lá adiante é a direção aonde mora.

Não como quando eu te vi ,
muito menos quando eu te conheci,
mas agora que  o destino nos achou
de nos deixar bem assim
onde aqui é onde estou
e aqui é longe e
muito mais próximo é a galaxia
que rasga o céu centenas de bilhões de anos-luz
sim aqui é onde estou
sou teu distante agora e aqui

Pois sou a mais distante estrela a explodir 
e irradiar o adeus em centelhas.

Linha Esmeralda

Um velho cego entra no vagão.
Com seu chapéu de feltro e auto-piedade,
ele acaricia sua cegueira com palavras comodas
e pede um pouco de luz aos seus passos.

Mas eu não gostei muito dele,
pois minha pequena está tão distante,
isso me faz sentir como ele por apenas imaginar,
o que se aqui ela estivesse eu tocaria...

Apenas imaginar o que eu veria esse verão
Apenas imaginar o que eu veria esse verão

Em Mumbai, uma garota serve drinques especiais,
sou mais um, percorrendo a ilusão por sobrevivência.
Apenas meus pés cansados do meu caminho
é a mente que acorda na urgência da véspera
e o coração a palpitar entre as opções,
faz um tempo que o tempo se gastou
somente essa manhã por nascer.

Mas é certo que o amanhã nunca vem
pregar os olhos - depois acordar - é sempre hoje.

Mas é tão claro que o amanhã nunca vem
insone na noite - para ver a manhã nascer - ainda é hoje.

O mistério da noite se descortina nas horas
enquanto a vida imita esse velho cego
acariciando o tecido barato do ego de quem sente pena,
por alguns trocados...

terça-feira, 3 de abril de 2012

Ousadia

A imaginação, na verdade é um plano b, caso nada exista depois da morte. Para alguns é fonte de pesadelo, cogitar que a morte é um sono sem sonho. Quem ainda teme pesadelos, é por que ainda ousa e insiste em sonhar.

Idiossincrasia

Me encontre em uma pequena cidade, sim?
Incrivel estou vendo um antigo filme,
suposições rodeiam uma mente em conflito
e as ideias querem fugir por uma noite.

Meus amigos estão em algum ponto da ilha agora
e o litoral iria esperar por mim esse ano,
choveu o ano inteiro - eu ouço ainda -
e quem te encontrou certa manhã de segunda-feira?

Certos livros tem poesia na capa, consigo imaginar
uma prateleira onde a fantasia
se enfileira por títulos a batizarem olhos angustiados...

Frases como pessoas tem lá os seus humores,
interrogações que se fazem no desespero
nunca me corresponderei com a solidão em seus atos

Sento na margem de um lugar qualquer e
olhar a noite imensa em suas palavras esquecidas...

Me deixar proibir-se
e se deixar me proibir...

Quem te viu passear pela avenida de certa manhã numa segunda,
esqueceu de entender que algo perfeito me faz lembrar tanto,
mas é que tanto eu quis e fiz para te fazer entender...

Minhas mãos não alcançarão a nuvem ...
Quando o que se vive vira passado,
não é algo como:
Agora posso fazer o que bem entender.

Se bem me lembro, certa vez te disse:
Quando essa noite se for, acordaremos todos
mas não é bem um sonho de pássaros,
- onde aves são transeuntes -
acordam-se e podem voar embora atras do verão.

Eu não sei como dizer isso, mas eu nasci para a forca
não estou destinado a morrer de outra maneira,
antiga profecia que se cumprirá...
Mesmo que tudo corra pelos ares, contra a parede
onde escrevi aquele testamento, dramático demais,
estou ciente o final já foi dito para mim.

O outono vestiu minhas roupas, vestiu minha voz
e teceu uma canção com meu vocabulário...

Em Glasgow... Telhados de ilusão douram a neve que escorre
tornando as ruas um enorme retrato do que descrevi
e ali bem ao seu lado, é ela que é um pouco assim,
assim como eu imaginei que fosse você,
pois ela é o ideal onde me persigo na condição de ser feliz.

Me encontre em uma cidade distante e pequena, sim?
Em algum ponto da ilha, na praia de pedras
onde o pensamento descansa,
lá repousa também aquela paixão que sonhou ser liberdade...

domingo, 1 de abril de 2012

Set list

Posso enumerar seus atributos numa lista das cinco mais. Isso é, como ela costumava ser ou que eu gostava naquela que ela costumava ser, vamos lá ao seu top5.

Quinto:
Seu senso de humor que é seco, porem possui certa empatia, impossível não se contagiar quando ela sorri. Possui o melhor e mais lindo sorriso de todos, sorri com o corpo todo quando está feliz ou se diverte com algo, mas as vezes só com o olhar é possível notar que ela está alegre, ela possui esse poder de sorrir com os olhos, pelo menos costumava possuir esse dom  ofertado aos sinceros.

Quarto
Ela tem caráter. Isso não devia contar como um detalhe que me encantou, mas conta como algo que ela costumava ter e demonstrar, não se trata de um panfleto enumerando suas virtudes e vícios, ela não se importava com o que os outros diziam de você ou de quem quer que seja e podia sentir-se indignada com inúmeras questões esquecidas ou  destratadas, sim ela costumava ter caráter, não que isso seja um dote atrativo ou uma virtude  das grandes, mas é algo que se nota ausente em sua nova fase, a fase gcm.

Terceiro:
O cheiro dela. Adoro o cheiro dela. É um dos mistérios humanos o que um sentido pode nos significar, pois seu corpo tem as proporções perfeitas para que ser chamado de lar, seu perfume me fazia sentir em casa em qualquer lugar.

Segundo
A maneira como ela costumava olhar as coisas, não é que ela não importe ou seja indiferente, ela respeita, dá dignidade a qualquer coisa, apenas pelo fato de ser alvo de seu olhar.  Esse era o encanto dela, seu olhar já era um comentário, antes mesmo de tecer qualquer comentário, já se notava pelo olhar.

Primeiro:
Aquela coisa que ela fazia com os pés, não sei explicar, era como se para dormir ela tivesse que me ninar. Assim era dormir para acordar com aquela imagem dela pedindo meu braço para cobri-la melhor. Sabe dormir junto, revela muito do que somos com o outro e como somos.

Eu poderia aqui também enumerar um top5, de coisas que me deixavam irritado em você, de suas manias femininas, mas seria algo mais geral, nada incomum, coisas banais hoje eu sei, mas que se juntaram até o ponto que é aqui, onde cada desolhar, cada rusga, palavra  dita sem medida previa nos trouxe.