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domingo, 25 de março de 2012

Por que você não cala a boca!

Vamos nos acostumar a falar menos, ouvir mais e tentar entender metade de tudo isso pelo caminho. Não se trata de uma nova filosofia ou uma adequação aos novos meios e como as relações se estabelecem, trata-se apenas de tentar me ouvir mais no meu silencio e tirar lições disso, sem um norte de certo ou errado. Não para agradar um setor, cuja vaidade faz crer os mais notáveis traços de frieza e intato, como franqueza revolucionaria ou o que seja, pois para a patrulha o gesto que não se modula em sua moral, é irremediavelmente sujo ou marginal, príncipes de seus principados imaginários de questões supostamente importantes, mudarão o mundo para uma maneira mais humana eles deliram, contudo esquecem que sua frieza e distanciamento, camuflados em uma rigidez, escondem um traço ou ranço stalino, onde a liberdade do outro se expressar é tida como algo que se não passa pela realidade sempre, é condenada, condenam o mundo e sua alienação e se alienam em um ambiente  supostamente inalienável e higiênico. 
Tenho sempre uma certa cautela quando jovens ateus falam da revolução russa, como o paraíso na terra, fico pensando que o bolchevismo é possivelmente uma variação hibrida do catolicismo irlandês, com seus fiéis fazendo proselitismo irracionalmente radical, com métodos no minimo infantis que nos lembram adolescentes  espinhentos jogando RPG nos porões de certas tardes.
Não vou falar de amor livre, não vou falar de um futuro promissor as massas, não vou falar de o quanto o outro é menos puro ou menos radical que os outros, retrogrado, reacionário, homofóbico, xenofóbico, racista,  nonsense, sionista, classe-media, burguês, pequeno-burguês, machista... 
Vou guardar meu silencio selando meu caminho, pegar mais sombras, escrever mais, ir mais ao teatro, beber mais com gente de verdade, ler os livros proibidos e individualistas demais, pois acho muito estranho quem advoga uma sociedade livre de amarras, fazer patrulha do que eu penso ou como reajo as situações mais costumeiras e inquietantes do cotidiano humano.
Vou pescar co meu pai, ir a sinagoga aos sábados, estou pouco me dando com quem minimiza as coisas em um lado bom ou ruim isso é simplismo demais até para as religiões, é desaconselhável as artes e ao cotidiano, é restritivo demais para soar como liberdade e emancipação, tem rótulos demais e rotuladores de sobra para que se apelide de revolução.
Por isso vou guardar meu silencio em paz, conversando com gente de verdade sem a pretensão de muda-las e permitindo que o tempo, e apenas o tempo me mude, sem agentes dessa ou daquela sigla, herdeira disso ou daquilo, que reivindica isso ou aquilo, minha liberdade não é e não pode ser tutelada por uma revolução ou por uma liberdade que não entendo como minha, portanto  aos pretensos revolucionários ( herdeiros na verdade do legado censor de Stalin) ai vai o meu silencio, não para vocês , mas por vocês, afinal são a vanguarda da nossa geração, os escolhidos de seu próprio messianismo sem messias. Aproveitem a fantasia, tenho coisas demais para fazer, e uma delas é conquistar minha liberdade sem a pretensão de ser aceito, a unica aceitação que minha liberdade permite é a minha, não preciso do crivo stalinista de quem censura as vozes discrepantes.