Aos comentaristas


Devido uma avalanche de comentarios torpes e não identificados, decidimos que só aceitaremos comentarios devidamente identificados e que não contenham mensagens ofensivas, alias se comentar e se identificar, serão permitidas as ofensas. Quem quer debater, tem que ter coragem de se mostrar para que o debate ou critica seja fdemocratico! Okay cara palida?

segunda-feira, 5 de março de 2012

Peixoto

Se as folhas são empurradas pelo vento
junto do vento as folhas também são o vento
dentro de uma noite podem haver outras noites
dentro da solidão existe apenas a lembrança

Mãos no bolso pela orla eu vou
dentro dessa noite inserida em uma cidade ao sul do atlântico

Essa noite nunca te cobriu enquanto seguíamos
nunca seguimos juntos envoltos na noite mareada dessa cidade

Esse sol nunca dourou teu corpo branco e suave
e essa noite sonhei que te encontrava na praça do peixoto

Você estava sozinha e eu já tinha um novo amor
mas é que esse céu sempre estrelado
refletido pelas ondas sonoras e salgadas do atlântico sul

essa noite esse clima e todas as esquinas
lugares onde minha saudade me faz te buscar
quando eu sei está mais distante
do que a geografia pode presumir

Ao sol eu douro a saudade
pela noite eu sufoco e embriago a ausência
mãos no bolso eu vou pra qualquer lugar
mesmo te procurando eu sei não vou mais te encontrar

Pois se as folhas com o vento vão
de alguma forma as folhas são o vento também

E isso eu aprendi com o mar
vendo sua ida e volta entendi
que a praia onde eu era oceano
está submersa agora em outros planos

4 comentários:

Danúbia Ivanoff disse...

belo poema, camarada! de uma leitura que mostra nos confins de qualquer tempo que não será o mesmo vento nem o mesmo mar e portanto, nem os mesmos pensamentos que levam a poetizar o frio de nossa alma, tampouco este relento que te aprisiona poderá te torturar, sei em breve, em um novo dia que os testemunhos de qualquer outro ar te trará uma novidade em seu caminhar,
e mesmo que se sofra não há mensagem tão subliminar em se aprender, novamente, amar!

Anônimo disse...

Lindo poema, eu diria perfeito...

Mas você deveria tê-la levado a este belo lugar, sempre foi seu sonho, é uma pena...

Anônimo disse...

Igor, leva logo essa daí embora...Quem sabe assim ela para com essa historia de inventar que namora com outro.

Jaqueline disse...

Lendo seus poemas, eu sempre te imagino com as mãos no bolso, andando na cidade, na praia, no campo, nos reveses do seu próprio pensamento, e é sempre leve e sutil... e sempre bonito.
Essa é a vida, parecida com o mar.. leva e traz pessoas, leva e traz... e nos deixa só com a sensação de que algo aconteceu, além da nossa percepção.