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terça-feira, 27 de março de 2012

Embarcação

Minha embarcação segue adentrando um mistério
uma noite ou mais estaremos lá eu acho...

Cabeças cortadas e mitos do mar
tripulação embriagada rolando
em um convés dançante praguejamos
ao oficio que nos prende e exila de amores

Mais de um mês sem meu amor quem sabe se o tempo for bom

toda esperança é agora uma prece:
viver para envelhecer
viver para apenas envelhecer

Em sua sala o almirante escuta os estalos
é a definitiva vez...

Definitiva vez
ele cogita adulando sua crespa barba branca
tropeça em seu timão
se agarra aos mapas

Eu apenas me recosto em minha cela
sou um maldito entre solitários e exilados
minha doce tropa em algum porto-prisão
ponto de fuga e ideias
se amotinando ao gosto da maré...

Enquanto isso  pela proa e a este bordo
o velho chora canções de corso e azar
eu sou o prisioneiro e o velho
e as vezes minha tripulação

Amotinando ideias antes do naufrágio
em uma prece peço
e na outra antevejo

Da proa ouço a hora definitiva em um estalo seco
é o firmamento  em seu derradeiro grito

Nadar apenas agora e é o resumo da opera
a maré nos levará quando for necessário apenas
nos legará ao confim necessário se for o destino

Ventos e tempestades atravessam o olhar
que insiste em buscar o essencial

No porto um antigo amor não espera
só mais um cerco e a guarda da província

naufragarei em tua posse com minha liberdade

Um comentário:

Anônimo disse...

Parabéns muito bom esse texto!