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quinta-feira, 22 de março de 2012

Ah se eu fosse Maiakovski

Eu ainda consigo sentir sua presença por ai
uma reclamação imaginaria
precipita meus excessos
e o som da sua voz  que desconheço
povoa meu delírio...

Posso te imaginar
e quase te tocar em meu sonho
passeio em minha fantasia
como em um sopro do passado
meu coração infestado
de outros amores  antigos

Eu sempre estou sem controle não é mesmo?
Me desculpe se te magoei de muitas formas
de muitas formas eu apenas estava
tentando me afirmar
consegue entender isso?
Eu estava apenas tentando me afirmar
de muitas formas tentei me afirmar

Sim nos perdemos dessa vez
e só posso pedir desculpas
e entender seu adeus
eu estava apenas tentando
mas pelo caminho acho que te feri demais
de muitas maneiras
e nenhuma delas é curável

Dentro de um reino chamado coração
existiam pessoas chamadas recordações
e a aldeia do encanto tornou-se fortaleza  fria
pois o medo do mundo veio como uma chuva

Ah se eu fosse Maiakovsky e você Lila Brik
mas isso é apenas um delírio
e essa poesia nunca chegará a seus ouvidos
pelo eco de cartazes onde a poesia vem dizer ao mundo
em assembleias e greves e tumultos
que eu poeta
eu filho da classe operaria
eu judeu
eu filho de um não uniformizado como cão de guarda
eu que sou poesia a tua poesia

Ah se eu fosse Neruda e você Matilde
entre nós e as cordilheiras sequer um guarda ou sua cria

Presencio sua voz se abater nessa hora derradeira
triunfal tango de despedida e dor
me diga adeus e não cale o amor
arquipélago de meu desejo
rosa de meus odores e predileções

Mas esse poema não chegará ai junto a ti nessa hora
nessa hora onde mil outras horas triunfam na recordação
e fazem florescer do peito de infindáveis delírios
esse que é o ultimo grandioso desejo de minha alma

É certa minha resolução e isso demonstra minha obra
está findado todo o dado circulo de opções
sou agora  fruto de um campo infértil
brotam versos como  poeira que o vento varre
me vou na inútil sensação de que não ouvirá meu verso
esse verso que escolhi como o meu ultimo verso de amor

Retine a sirene que apaga os turnos
meus olhos se deitaram com as estrelas
é minha hora por isso eu vou
engraçado é pensar
que só é definitivamente nossa
a nossa ultima hora
porem digo sem  medo de provincianismos
ou desejos pueris próprios dos símios

Ergue o meu alfabeto de fumaça
e componho junto ao cosmo
essa canção em variados estilos
uso da metáfora e da métrica
expulso também a métrica e a rima
para readmiti-las novamente
e então digo:

Sim é verdade te amei
outra vida houver depois dessa
que é carne e ossos e imaginação
resistindo a imaginação ou não
combaterá absurdo contra a ordem
esse peito que luta e pulsa e diz
e segue gritando  feito cartaz
eu te amo...




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