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domingo, 5 de fevereiro de 2012

Guerra Civil

Uma lua embalando um pedaço de papel
dentro dos lábios como uma agulha de incerteza
um adeus passa entre nossas anotações
ao redor das sombras uma antiga historia
e ai é exatamente quando volte logo virou uma bandeira

Em algum momento isso ocorre para desmentir
aquela mentira suja e aquela solidão verde e laranja
exposta em uma varanda  de vapor
disposta como um cadáver torturado

Flertando com a luz e a sonoridade
as lagrimas como uma bandeira de adeus
florescendo entre os lugares destinados as feridas
que aprendemos a chamar de caminho atual
em algum lugar estou lá e sei que não sou eu aqui
sem chances para entender isso...

Uma pequena lamina de angustia afiando os pensamentos
como querendo gestar um novo modo de seguir
minha barba roça os grilhões estelares do retorno imediato
e o silencio aquietando-se em uma esfera de escuridão
nada como  ainda ouvir seus passos
mas agora enquanto vislumbro o jogo descarto vencer

Estávamos em um campo de conforto e amor mutuo
não estávamos tão reais quanto o que sonhei
estávamos onde apenas eu me importei em sonhar
quando o pelotão de desculpas entrou apenas eu resisti

Um dia nasceu feito domingo mas era apenas uma partida
e meu arquipélago de sofrimento e auto-piedade
tornou-se um continente acidentado de explicações razoáveis

Sem um lugar tão baixo ou sujo onde esconder essa dor
por um bom tempo eu e minhas lagrimas encontramos a esperança
mas ela estava lá fora e estava tão longe que parecia pequena
quando enfim sai em seu abraço senti sua força e a verdade aquecendo

Lagrimas são um oceano frio naufragando nossos sonhos
enquanto eu estive aqui apenas senti o que aqui estava e vi o que aqui estava
agora que já cheguei de onde estava posso dizer que isso não era aqui
e foi apenas comigo mas alguém participou em algum momento

Um personagem feito com farda de inexistência e pedaços de sombra
pairando entre os retratos retirados cirurgicamente com a vida

Deitado em algum momento eu olhei o céu e adivinhei seu nome
em uma nuvem pequena que anunciava chuva eu ignorei o significado

Estrada nublada a chuva chama um nome do passado
meus passos soletram em um idioma de amor e quietude
as partituras da saudade e do silencio triste e azul estou escrevendo uma canção
sobre te esperar mas essa é uma canção onde te digo adeus definitivamente

Pois entre aquelas estrelas e o céu que viu crescer minha barba
havia uma consciência alheia fabulando uma tarde sol

Eu apenas esperei  lá fora pois aqui eu apenas veria o que estava aqui
de perto a esperança ficou maior me abraçando eu ouvi sua voz desaparecer

Apenas a chuva agora e choveu um ano inteiro
não teve graça quando você disse adeus
e não graça dizer adeus agora quando já dissemos adeus
uma densa cortina infantil  chorou enquanto perdíamos o controle

Agora apenas escuto esse ruido baixinho como se apagando entre carros
sem importância agora mas ainda dói quando volto aqui sabia?

eu enlouqueci sem você comigo e agora estou melhor
confesso ainda penso em te ligar dia desses...










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