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domingo, 5 de fevereiro de 2012

Um muro

Sou a imagem da solidão
entre seus passos e o meu olhar
fiquei ali naquele sofá esperando
um carnaval qualquer
nesse país chamado exílio

Posso sentir os segundos atravessarem uma ponte
eu estive percorrendo uma estrada amarela
com argumentos do passado
eu apenas pressenti segundos antes do sonho
que o sonho começaria antes muito antes de nós

Sou um anuncio de jornal
um muro no futuro e lembrando o passado
diante de mim um dialogo astral sobre essas luzes
tendenciosas experiencias noturnas

um gesto se esgueira no quintal
onde a espiritualidade mendiga um beijo da esperança
ela ficou lá naquela cadeira simples e só
por vezes senti que ela viria dançar comigo
mas sequer as estrelas eu pude ver
no caminho cogitei sua casa em um oceano de raios solares

Tempestade de sons e perfumes
sua mão e as lembranças de quando bebíamos rosas
flores de calor e superfície de esmeralda
teto de açúcar e céu de madeira em verniz
me permita escalar suas culpas juvenis e intimas
jardim avarandado de caricias e finais de semana
onde posso te alcançar novamente
onde posso te alcançar realmente

As 6:00 da manhã eu parti
não vi para onde você ia
seus passos seguiam para outro canto
distanciados na passagem
apenas a paisagem como referencia triste
mais uma noite e meu bem e nada aconteceu realmente
novamente nada aconteceu numa manhã de sábado
apenas uma manhã de sábado
realmente uma manhã de sábado

Sou o retrato da solidão com minha cerveja quente
esperando alguma canção comum e tradicional
em um tempo de conversas eu me aproximo
esse verão eu lembrei da guerra fria
muros e reuniões e espiões escrevendo as noticias
enquanto estou lá naquele sofá sozinho
enquanto estou lá naquele sofá sozinho e te vejo da varanda
ali sozinha como esperando a musica acabar

Esse verão lembrei da guerra fria
do outro lado do muro te vi pela primeira vez

Boina de lã e sorriso catalão
teu sorriso é um passo lançado junto ao sol
esse verão me lembra a guerra fria
esse verão me lembra a guerra fria






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