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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Todotempo (outra invenção)

Gostaria de gostar mais do que não existe
adoraria passear por exemplo tarde dessas
em um átrio deserto de razão e margaridas
passos de loucura e pensamentos saudosistas

Sua voz ecoando como uma canção francesa do pós-guerra
uma pessoa pergunta por nós e o silencio respondeu
o silencio respondeu eloquente por minha vida
ninguém ri quando é a piada do destino

Mais uma vez as horas de repetem dentro de um poço
onde o tempo ensaiava ser eterno um gesto gentil diz adeus

Sempre olhamos para adiante com certa esperança?
Sempre nos olhávamos com certa esperança...

Atravessando uma rua vazia onde os faróis acenam
distantes como uma faca inocente e limpa
um traço limpo de culpa e traição me diz com urgência:
Ninguém espera a volta de um D'us sem amor

Antigamente era o tempo sem essas invenções
e isso foi um pouco depois daquela noite quando bebi demais

Lembra quando eu usava aquele cabelo?
Espero que tenha me desculpado por aquela vez quando quase morri

Eu não estava acordado e em sã consciência
mas consigo imaginar você naquele corredor rezando por mim

Respiramos ares diferentes e eu continuo conversando amenidades
moscas e anjos multipartidários em seu parlamentarismo clássico

estou cogitando um exílio na próxima estação
algum lugar bonito e que não  machuque

seu retrato é uma medalha escrita destino
eu a exibo no altar que meu espirito chama coração

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