Aos comentaristas


Devido uma avalanche de comentarios torpes e não identificados, decidimos que só aceitaremos comentarios devidamente identificados e que não contenham mensagens ofensivas, alias se comentar e se identificar, serão permitidas as ofensas. Quem quer debater, tem que ter coragem de se mostrar para que o debate ou critica seja fdemocratico! Okay cara palida?

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Sem memoria

Eu olhei a chuva agora e não consegui ver muito
algumas coisas somente sentimos quando queremos alcançar
apenas a visão nos engana e pode nos cegar
poucas moedas no bolso para comprar seu retorno
estava dormindo quando lembrei
em meu sonho
em meu sonho

Nascidos de um sinal esquecido
ilusões de algum dia real
a ponte ruiu pelo caminho que você fez
não há como voltar
e eu fiquei em outro lugar
outro lugar onde o tempo observa com minucia nossa face

Uma rua desapareceu com dor dos meus pés agora
outra rua desapareceu de seus pés mas sem dor acredito
o mundo inteiro pode ser meu menos uma rua
menos uma rua  e já não é mais o mundo inteiro

Famílias eslavas e espanicas
seu avô gostava de conversar comigo
poxa como eu sinto falta
de ouvir aquele teclado

Posso segurar todas as mãos
todas as mãos menos as suas
todas as ruas menos a sua
todas as casas
todos os quartos
um mundo de salas de visita
e cozinhas
menos a sua cozinha
menos seu quarto
menos sua casa
em sua casa  não serei sequer visita

Eu recolhi a chuva que molhou a varanda
cocei meus olhos e quase não acreditei
é que o céu que é sempre laranja
essa noite adormeceu violeta
uma quaresma em sinal de luto
uma canção onde ele não esteja
girando em minha cabeça
palavras amargas e uma dor sem cor

Limpeza étnica não me convence
por isso  escovo bem meus cartões
está tão claro em minha mente inocente de ações policiais
inocentes de uma paternidade fardada e monstruosa
entre as sobras do destino eu escuto a vida escorrer
olho a chuva batizar minha varanda
enquanto meu ultimo cigarro se vai
enquanto meu ultimo cigarro se vai
enquanto meu ultimo cigarro se vai

Eu acreditava em algo
mas me esqueci agora
não se trata de descrença
é que a pouca esperança
por defesa me fez esquecer

Me esqueça agora
me esqueça aqui
seu tempo é minha hora
sua ausência é um lugar
onde eu consegui sentir
que a ausência é uma palavra
querendo dizer adeus

eu acreditava em algo
mas agora me esqueci



Um comentário:

Anônimo disse...

Lindo demais!


"é que o céu que é sempre laranja
essa noite adormeceu violeta"