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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

O muro

Ergueram um muro certa noite
e cercaram a minha liberdade
dentro de casa me senti do lado de fora
com as palavras ásperas e gastas

Muros o vento e o tempo vencem
os punhos populares indagando a historia
e respondem enérgicos a voz que os ergue

Quando cercam a liberdade
dentro de casa é como se fosse lá fora
palavras ásperas gastam ouvidos e calam o medo

Certa noite ergueram um muro
mas se esqueceram que muros caem
pavimentando a estrada até quem os ergueu
destino louco sem intervalos para comerciais

Em teu festim de poder entrarei eu e os meus
munidos de liberdade cantaremos a canção de teu lamento
a canção de guerra composta entre os muros
quer cercaram meu lugar

do outro lado do muro
dentro de casa é como fosse lá fora
meu quintal é o universo
verso  louco que devora rimas e papeis
vomitando armadilhas tecidas da matéria
com a qual  arquitetou a fóssil bravata de tua burocracia

Meu dialogo é com os punhos cerrados
cada silaba quer aplacar
cada tijolo transformar em ruína
arruinar o teu missal

profanar com democracia o teu feudo
de onde ergue muros e cerca com medo

Certa noite ergueram um muro em meu lugar
o lado de fora disseram ser meu lugar
mas todo o universo é o meu quintal
se não posso passar eu pulo
se não posso pular derrubo
eu e os meus não somos o muro!

2 comentários:

Maria disse...

Sensacional!
ABAIXO O MURO, COM NOSSOS PRÓPRIOS PUNHOS!

Natacha...and she wants revenge! disse...

Os muros servem apenas para deixar nossa liberdade mais inalcançável, nos oprimir e gerar conflitos/guerras.