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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

A noite das horas

Estou tão confuso agora
me custa acreditar quando leio um verso
por isso releio e me custa ainda mais
acreditar que não os escrevi

Não reconheço minha voz nos recados gravados
minha caligrafia muda a cada bilhete
meus passos tortos reinventam um lugar para ir

Estranho não é?
Estranho mas essa era a nossa conversa predileta

Como se ouvindo uma canção eu me reconhecesse nela
mas é apenas uma canção e é apenas o verão agora
engraçado você esquecer esse verso
engraçado você lembrar outras coisas

Atravessando a rua não recordo a cor da faixa de pedestres
não lembro meu nome e não atendo se me chamarem

Minha vida subiu ao sétimo andar de um prédio familiar
sem uma razão ideal para o real ser cogitado
apenas passei aquela noite lá perto de onde nos vimos

Estava feliz enquanto ignorava isso
pois a poesia terminou e esquecemos esse verso
até uma outra esquina onde amanhecerei
só as noites amanhecem e eu 
 mas faço isso com inveja das horas

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