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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Bashert


Atravesse o campo com minha ilusão
não olhe agora meus pés se recolherem do caminho

Começo a entender a mesa e os papeis indo junto com o vento
deixamos a janela aberta por tempo demais eu sei agora

Uma lua lá no outro quarto que é em outra cidade
uma outra cidade de onde se pode ver distante a esperança

Sua alma está em outro continente eu sinto
em alguma recordação de outra era alheia a nós

Enquanto olho as estrelas
acho pouco provável nos reencontrarmos
uma esperança é como uma fruta
sem estação certa eu ouvi um dia

Liamos um livro obscuro sem paginas de alegria e prazer
o final era o horizonte e
lá havia esperança e eu ia te levar comigo até lá

E seu sorriso partiu como uma nuvem sem rumo ou canção
as mil faces de um diamante que se partiu diante da dor

As mil faces de uma vida que só cabia em dois e eu acreditei
Acreditei demais e acreditei por nós dois
sonhos não podem ser sonhados sozinho
pelo menos não sonhos como os que sonhei por nós dois

Meus pés se recolhem de percorrer a estrada de nós dois
já não existe abril em meu calendário
todos os dias são 24 de julho

eu te amei primeiro então olhe a lua
no outro quarto naquela cidade distante daqui

Ficarei por aqui e quando sair por favor feche a porta
e da janela não se preocupe eu mesmo vou cuidar em fechar

2 comentários:

Anônimo disse...

Excelente! Um dos mais lindos poemas que voce já fez! Parabens!

Anônimo disse...

Lindo mesmo.
"já não existe abril em meu calendário
todos os dias são 24 de julho"

Esquece ela, existem tantas pessoas que dariam tudo pra ter esse seu amor... e você não vê!