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domingo, 26 de fevereiro de 2012

Alfa centauro

Uma estrela brilha no céu
inspira o olhar cansado
daquele que vê o dia se anunciar
estrelas nada dizem
em seu silencio cósmico
diante das eras apenas inspiram poetas

Por isso eu olho o céu
o mesmo céu de tantas outras eras
antes de mim 
e adiante de mim está o céu
abóboda imutável
de crepusculares questões
onde cada instante compete em cada astro
uma questão qualquer urgente
na multiplicidade dos pensamentos
na infinidade das inspirações
que dança na alma de toda a gente

Uma estrela no céu e junto dela 
uma infinidade de outras estrelas
deito na grama de uma praça qualquer
suponho mundos e pessoas
componho canções
com nome de mulher

Estrelas apenas brilham
nada sabem de lirismo
estrelas são astros e brilho
que talvez nem existam mais
recordação de priscas eras
talvez quando foi seu tempo
nem tempo de homem era
mas quando eu olho o céu
uma estrela me chama a atenção
tem até nome essa estrela
pra ela fiz até uma canção

Estrela é poeria de luz
que a luz espirra envergonhada 
ao observar beijos de bocas
que se trocam em bocas
que tocam outra boca 
tocando a própria boca

Falar de estrelas é fácil
versar o brilho é matéria  de escola
um bom poeta conjunta tal clichê
e se indigna ao ser criticado
mas versos sobre estrelas
é poema já gasto
mas ergo meu refrão de mil luzes
e na terna tarefa da angustia eminente
grito agora a toda a gente
 o poema estelar que pari:

Uma estrela é como a brasa de um cigarro
cuja lembrança  permanece por eras
iluminando o céu de agora
de sua morte até agora
antes dos homens até agora
que é quase  depois do homem
uma estrela apenas
recosto minha cabeça no gramado e penso mil coisas
e penso então uma coisa só
 pensando eu sinto a estrela
estrela que talvez não seja mais estrela
talvez seja apenas esse brilho
essa lembrança viajando no espaço
em forma de luz e que é a urgência
por ser lembrada ao menos por mim.

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