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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Lira cosmica

Estive perdendo um bom tempo
voce me ensinou a reinventar o espaço sabia?

Como uma avenida onde meus sonhos desfilam
diante de mim e ao meu redor apenas a cidade

As luzes não dizem muito quando não se quer respostas
nos muros os anúncios todos querem me dizer o que preciso
mas no final  essa não era a procura correta
no final nem mesmo algum dia eu perguntei sobre isso

Anúncios uteis demais e propagandas corporativas
no neon da noite enquanto os pés gastam a calçada molhada
o mundo segue e continua a ser essa esfera boiando no vácuo
onde a vida não para para intervalos ou troca de elenco

E uma temporada não é seguida de pausa para o inicio de outra
é apenas isso e no caminho de volta
se voltar realmente é possível
se pode notar entre apartamentos e calçadas
luzes acesas e pessoas ocupadas
tudo em seu lugar
em uma ordem  desaconselhavelmente minima

Nada mudou realmente apenas envelheceu
e o que não envelheceu apodrece e morre
e se não morrer não existiu
mas isso é outra coisa e de outras coisas não sei

Você me ensinou a andar e andei como se fosse
o primeiro ser a dar os primeiros passos na terra

Enquanto o avesso segue contrariando a dor e a luz fraca
apenas ponho minhas mãos no bolso e olho para o chão

Ignorando o fato que talvez em algum desses prédios
talvez mesmo em alguma casinha numa cidade distante
possa existir você  repleta de poesia e sonho

E seja feita de poesia e 80% água, carne, sonho e planos
contudo isso é apenas uma hipótese e a cogito assim

Numa noite nublada enquanto o neon me cega
e apesar dessa chuva o calor
eu quase posso ver entre as nuvens
e imagino estrelas e constelações infinitas

Assim te imagino humana e possível
como uma recordação daquilo que ainda viverei

Um comentário:

Jaqueline Lira disse...

Se não me engano, Murilo Mendes dizia que 'não é necessário escrever a poesia. É necessário vivê-la". Há alguns, porém, que não suportam guardar dentro de si as maravilhas, as dores e cores da vida. E precisam partilhar. E é bom ver que há, aqui, pequenas joias. Pequenas, mas valorosas. Continue sua partilha poética, e leve sua lira cósmica até os confins do tempo.