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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Infinito

Vontade infinita
                        de escrever infinito
e dizer infinito
                    e viver infinito
e assim como quem diz infinito
                            dizer assim
o nome de alguém

Sua poesia

Tire as mãos de mim!
Ponha as mãos em mim...
Vê bem direito como faz
e me faça sentir...
Segura a minha mão
agora estou seguro
que sua pior intenção
é minha cura...

Quando passou o bloco
eu vi o tamanho da rua
e nela o vazio repleto de solidão
me fez lembrar que a lua
é muito melhor que qualquer canção

Tire as mãos de mim!
Ponha as mãos em mim
e me segura...
Eu te asseguro mulher
que qualquer razão
é bem melhor
que essa nossa situação

Por isso quando eu canto
eu aproveito e te olho mais
pois  teu abraço é a dança
e é a poesia que me traz a paz

Seu sorriso ilumina a sala
em luz e canção
te vejo em lembranças
não posso negar
me vem de pronto
uma vontade absurda
de te tirar para dançar...

E quando te vejo passar
um beijo apenas suponho
e com as imagens de ti
componho um sonho
no sonho você chega bonita
e eu ali repleto de sua presença
me torno em lirismo
supondo beber da sua poesia...

domingo, 29 de janeiro de 2012

compor

Gostaria de compor
canções, poemas populares
sem precisar da tristeza
de algum sofrimento
ou de pesares
apenas do sorriso
sincero
das pessoas
que nos olhos sintilam
um doce futuro...

pés nas poças

Inundaram de mentira meu coração
as chuvas de janeiro
carregam a esperança de poluição
nas poças, encharcados, presos no atoleiro
meus pés ainda apontam para frente.

Não minta mais para mim, querida
não quero tmpouco fazer inimigos passionais
meus companheiros acreditam que as feridas
cicatrizam, mas abatem-se com chantagens profissionais...
ainda confio em nossa gente.

a paz mundial

há tanto que não escuto
os defensores da paz mundial
só mesmo propagandistas do luto
da morte por salário informal

eles (ou nós) atônitos e mudos
tornamo-nos espectadores da mídia virtual
queremos a guerra e só temos escudos,
ou continua o medo de perder essa vida banal?

há tanto que a paz é apenas para os ricos
a violenta palavra e o gesto individual
mostra-se mais importante e pacífico
mostra status e poder ter ronda policial

Será que os defensores mudaram a idéia
ou estão armados, cansados do desleal?
ou escondem-se atrás da lei e da panacéia
vivendo a vida média, comprando presentes no natal?

escurece

aos poucos escurece
fecham-se as janelas tortas
os edifícios qual casulos
abraçam seus peões de tabuleiro
adormecem...cansadas desamorosas
esperando-se que as portas
pela manhã, estejam abertas
atrás das grades formosas
e do diário nevoeiro.
sim, e as pessoas estão sempre certas
espalham-se feito o asfalto
atropelado e faceiro.
o ódio e o amargor
permanecem afogados no alto
do esgoto do condomínio
do imbecil metido a doutor

sábado, 28 de janeiro de 2012

Sem notar

Você não estava lá quando eu cheguei
parti sem seu rosto e segui pela chuva
pois  a chuva continuou fina e suave e fria
pois a vida segue dentro de relógios made in china
as horas passam feito os carros em uma avenida

Sem um lugar correto e um momento real
tento alcançar uma bebedeira qualquer por esporte
mas eu realmente preciso acordar
quartos no centro de qualquer capital
camas ignoradas em um tempo esquecido

Fotografias e fatos importantes
sim é uma pena ela estar entrando agora por aquela porta
eu preciso sair agora e se eu atravessar a rua
sei que nenhum taxista será capaz de me trazer novamente 

viverei com sei e sei que sou capaz de viver
dizendo as mesmas coisas cada vez de maneira mais convincente
sem muitas razões para ouvir o que o silencio diz
a canção solitária do vazio ecoa entre meus olhos

Você não estará lá eu sei
e como sei de tão poucas coisas
suponho saber sem desconfiar
que sei outras coisas que só você foi capaz de notar


O quê?

Queria eu então
simplesmente o porque entender
desse descaso amoroso 
desse sumir sem o que...
O quê?


Mais um coração em pedaços
pelo chão,
que do último não soube se curar
e ao próximo não vai querer amar.
E amargurado viverá enfim
tentando cobrir seus machucados
com amigos passageiros,
com festas vazias,
com casos sem paixão...


Não sabe mais amar,
não quer mais se perder.
Quer apenas doer,
viver,
morrer.


O quê?

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Pinheirinho

Estão segurando sua visão ate logo meu amor
Posso ir agora? Posso realmente ir agora?
Sem uma visão real do que realmente ocorre
estão apenas te protegendo e você não pode ver
eles querem seu bem e estão ai para servir

Atravesse a rua agora...
Posso seguir sem você?
Eu posso seguir sem você - já não é uma pergunta...
Em uniforme e sem identificação eles acabaram de chegar
com seu lema e sua disciplina...

Sem motivos para o terror
apenas chegaram certa manhã
apenas chegaram certa manhã
e não poderiam entrar aqui em tese não poderiam
beije seus filhos pela ultima vez
diga adeus a seu lar e lembranças
o gas começou impossivel correr agora
agora apenas os gritos e o desespero

A saudade vem como uma criança negra olhando os escombros
a cavalaria de repente cavalga em brasa
a bastardia de seu ato e a violência em ganha pão
o pobre homem pobre quando veste a farda
esquece de maneira miserável que não é a farda

Todo o corpo de homens e seu pelotão 
de carne e violência e farda e treinamento e desamor
a corporação despiu de humanidade quem a farda veste
sem credenciais e munidos de munições letais ou não letais
botinas que chutam cães e chutam homens feito cães
sem poesia  agora atravesse a rua 
desde essa casa que não é mais sua
viemos marchar em sua liberdade

Atravesse a rua agora
posso seguir sem você?
Posso seguir sem você - e isso não é mais uma pergunta!

eles estão aqui apenas afim de proteger
uma massa de miseráveis que não serve
a quem eles vieram servir

Toda liberdade as vezes é apenas dor
e se a liberdade é alegria em um estado exausto de entristecer
o mundo é uma criança negra entre os escombros
vendo o resto do seu lar morrer
a vida é um rosto   de mulher  intimidado pelas armas
 que vieram lhe dizer que é crime ser feliz
e que ela precisa muito mais que essa tripla jornada

Atravesse a porta e diga adeus ao lar
eles vieram aqui hoje para te fazer sair
do seu pouco conforto que nem o estado deu

Mas por favor lembre-se que eles  mesmo sem identificação
estão aqui é mesmo pra servir e proteger
os  interesses de quem servem e cuida de assegurar
a insanidade do estado que os armas e os faz esquecer
que toda farda tem em si  uma montanha de esquecimento
e o pobre deica passar que é pobre quando esta fardado
pois a corporação esta ai para lhes despir de toda a humanidade
que possivelmente um dia tiveram antes dessa farda.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Tudo é tão belo e eu, cá, tão cego

Tudo é tão belo e eu, cá, tão cego:
arcos-íris mortos no corte da navalha
não vejo elo, não vejo paz, escuto as batalhas
tantos dias passam, não me curvo e não me entrego

só sinto dores do amargor e do sucesso canalha
ainda sim brilha esperança e não a renego
Tudo é tão belo e eu, cá, tão cego
o ódio ardente na pupila, pela face se espalha

É tamanha a injustiça que a cobiça arrebanha
e tacanha a preguiça: sempre se sabe quem ganha
a beleza é noturna mas eu vivo no escuro

Cada momento tento, ver o dia brotar no solo
sem lágrimas sem sangue, a mãe e seu filho no colo
todos nós, braços cegos, unos nós, a empurrar os muros

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Lira cosmica

Estive perdendo um bom tempo
voce me ensinou a reinventar o espaço sabia?

Como uma avenida onde meus sonhos desfilam
diante de mim e ao meu redor apenas a cidade

As luzes não dizem muito quando não se quer respostas
nos muros os anúncios todos querem me dizer o que preciso
mas no final  essa não era a procura correta
no final nem mesmo algum dia eu perguntei sobre isso

Anúncios uteis demais e propagandas corporativas
no neon da noite enquanto os pés gastam a calçada molhada
o mundo segue e continua a ser essa esfera boiando no vácuo
onde a vida não para para intervalos ou troca de elenco

E uma temporada não é seguida de pausa para o inicio de outra
é apenas isso e no caminho de volta
se voltar realmente é possível
se pode notar entre apartamentos e calçadas
luzes acesas e pessoas ocupadas
tudo em seu lugar
em uma ordem  desaconselhavelmente minima

Nada mudou realmente apenas envelheceu
e o que não envelheceu apodrece e morre
e se não morrer não existiu
mas isso é outra coisa e de outras coisas não sei

Você me ensinou a andar e andei como se fosse
o primeiro ser a dar os primeiros passos na terra

Enquanto o avesso segue contrariando a dor e a luz fraca
apenas ponho minhas mãos no bolso e olho para o chão

Ignorando o fato que talvez em algum desses prédios
talvez mesmo em alguma casinha numa cidade distante
possa existir você  repleta de poesia e sonho

E seja feita de poesia e 80% água, carne, sonho e planos
contudo isso é apenas uma hipótese e a cogito assim

Numa noite nublada enquanto o neon me cega
e apesar dessa chuva o calor
eu quase posso ver entre as nuvens
e imagino estrelas e constelações infinitas

Assim te imagino humana e possível
como uma recordação daquilo que ainda viverei

Quieta atenção

Cuide em não correr quando eu for ai
bem perto é só desculpa quando se quer ter
o que se pretende ver e eu  bem ai
vai ser só pra dizer o quanto eu perdi...

Me deixe bem e aqui posso ver
o quanto eu quero ter e se for pra ser
cabe só dizer por favor não corra
se aflorar deixa seguir  como for

Preciso colher com meu pensamento o exato lugar
onde a palavra se esconde da dureza do tempo
e despertando eu sei que qualquer bar de esquina é bom
terrível mesmo é quando aqui não tem você menina

Toda nuvem esconde atras do céu
seu nome esperando um significado em alguma formato
Recheando o jardim de crianças que olham o céu
o futuro é mesmo com uma floresta de cores e rendas
Você me fez crer e eu quis crer
só não entendo muito bem sua fé inteiramente

Atravesso a rua com minhas ilusões e o sonho
Mas o sonho parece ter tomado um outro rumo
meus pés queriam saber seu endereço certinho
conversei com uma astróloga sobre as possibilidades
e ela disse: alguma chance mas ela mora em outra cidade
estamos indo a um lugar legal e ela fica lá quieta...

Sem uma razão central ela com seu vestido
e eu ali com minha camisa de algodão e terninho
Pode parecer clichê mas é sincero
no mundo da mentira a verdade soa como ficção

Luzes baixas e uma criança chorando
músicos e suas musicas e nada me convence agora
nada reinventa o circulo girando que ecoa em mim agora
não teve graça quando acabou e agora é um novo inicio

Sem festas ou motivos reais para estampar um sorriso
meu olhar dispara um torpedo de indulgencia

E ela esta sorrindo agora e como posso não sorrir agora
voltamos de uma outra festa e não parecia legal  voltar

Ela está realmente tão linda vista com essa luz
sim posso adivinhar desenho em nuvens e ela acha isso genial

Andar para pensar 
dentro de mim as ideias confortam
como desenhos infantis 
em um lugar inocente e limpo

Faço de mim um intervalo entre o tempo e o espaço
sem crenças reais ou imutáveis apenas a esperança.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Poeira de Paixão

Promessas não cumpridas, palavras em vão...
E o metal à flor da pele, tão precoce,
Pode ser que derreta com o calor dessa raiva,
Com o degree dessa indignação,
Com o fervor dessa paixão...

E depois se espalhe como cinzas, poeira nessa multidão
Que sequer será notada,
Pois os restos de paixão pairam no ar por todos os lados
E apenas quem sabe sofre a dor que tem.

2012

Por fim é o fim vindo acordar
a ultima manhã despertou mecânica
não há vestígio de mar
ou pistas que indiquem o derradeiro sorriso.

Foi tudo um poema quieto
Foi tudo uma promessa vã

As margens de um delírio, o poeta acordou,
acordando assim de cada leito,
cansado da ilusão tragada
e exausto de dores alheias ( as vezes , por vezes suas)

Reuniu sua metrica e aconselhou sua lira
tomando a ultima dose olhou o céu
ao redor de seu verso viu a hora anoitecer
calando as estrelas novamente escutou a vida

Por fim é novamente o fim vindo entoar
a canção gasta que só em sonhos se pode tocar
é a lua no céu e é apenas o céu
sim é o fim e agora é a vez do novo se estreitar
todo caminho é um novo caminho
e nada é novo é apenas um forma nova de olhar.

a palavra eu dentro de mim
ecoa feito um retrato nosso
quando  caminho no passado.

Certa noite sonhei um repente sem metrica

Vou buscar uma estrela na estrada
dar abraços ao vento e tentar ouvir o mar

Pouco importa o tempo e onde eu possa estar
feixes de recordação e dor
Amor de um lado e do outro lado amor

Meus pés descalços e largos a se largar
são caminhos e caminhos são asas
minhas asas só querem voar até ser caminho
cansados de olhar, meus olhos querem voar
pra tocar o que com as mãos vejo
e ver o que quero tocar

Vou talhar com sua cor a cor do dia
quase posso recostar meu conforto em seu sorriso
passos fartos de saudade
minha casa é ou quer ser o seu lar
seu caminho é no fundo meu destino

Amor de um lado e do outro lado amor
seu perfume é a verdade
e eu vou buscar  a estrada entre as estrelas
que seja suspensa no ar
lar de vento e mar
canção clandestina a dilacerar a alma e o coração

E o tempo de mãos vazias a tocar o espaço
torna botão em flor e é flor e liberdade em liberdade
lá vem a dor a passos amargos
e o vapor cantando alto
todo nome dado também se  pode chamar de amor
abraçando a sua voz posso sentir num salto
quase alcanço o mar e onde a brisa for

eles tem os relatórios e as palavras
mas as chaves que possuem não podem calar
o som dos seus passos ao meu encontro
nossos desejos mais cúmplices suspensos no ar e
onde for, o que for deixa seguir
meu destino quer te abraçar

pouco importa o tempo e onde  vou estar
meus olhos ecoam libertos cansados de olhar
vou talhar com as cores da sua  alegria as cores do meu dia
canção clandestina a dilacerar e curar a luz
refletida e louca e corrente dentro da vida e no olhar.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Soneto nu

Minhas mãos tremulas, tremulas e noturnas gastas de dedilhar estrelas 
e segurar cigarros essas mãos cujo único oficio é se gastar
gastando moças cujas rosas torna rouca
em notas e semitons  que entoam aos suspirar

Sim essas minhas mãos viciadas em jogos secretos
desfazendo famílias e tendo por testemunhas
somente as paredes, a cama  e a noite por teto
sim essas querem cuidar bem cuidadosas.

Arar com vigor antes de meus lábios
o campo onde meu corpo almeja tua rosa
pétalas de pelos, nervos e odor...

Brincar por horas de te exaurir
colher assim com minhãs mãos, lábios e língua e corpo todo
todo o teu corpo e entre gemidos provar teu sabor...

Soneto florando

Hoje sonhei um sonho, pequeno sonho, triste ilusão...
Escuta: escura e nua a triste visão
ainda sonho e só em sonho
ainda me ponho a ser  inteira tua

escancarada e louca em tua rua em frente a tua casa
Vem...Vem aqui fora... Venha comigo
pois do seu lado alem de ser melhor, torna maior,
por isso vem... Me deixa ir contigo!

Ai meu amor, o teu amor é o nosso destino
hoje sonhei um sonho bom, hoje sonhei contigo
Sonhei que vinha pela rua escura então agora me escuta:

Em cada instante um nova estrela acesa a indicar
a lua eterna ainda mais terna em teu simples riso,
hoje sonhei,sim eu sonhei que era novamente o meu menino...

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Culpa

Todo esse tempo e eu
como eu só quis
 por fim olhar
a rua que cruza com outra rua e
cruza e cruza e cruza
com outra rua
que dá em uma avenida
chamada saudade
mas que também atende
pelo mesmo nome que você
Pega essa lembrança e tira do varal
embrulha as roupas e por favor
alem do trago
também pegue seus documentos
e saiba o que agora eu sei
nunca fez por onde ser lembrada.
Pode ser terça-feira
e até ter um bar
 por favor me esqueça
só não descuide em se cuidar
mas e se também quiser
pois é se descuide se quiser
a culpa agora é apenas sua

Até mais

Dessa vez eu caminho sozinho
abaixo a guarda e aguardo o que vem
com o olhos fixos na calçada
e as mãos no bolso eu persigo a sombra

Eu estava fazendo piada com a minha dor
mas a solidão veio aqui agora falar de nós
Parece que você não está bem com tudo
não tem tanta graça quando apenas nós rimos

Não ligue por favor se algo der errado
estou fora do ar desde aquele domingo
Não venha em minha casa eu não moro mais aqui

foi difícil seguir para sua facilidade
mas eu queria sua alegria e fiquei ali
Agora aqui é um lugar melhor e não existe você
sem remédio para o tempo essa é a vez do ultimo.

Não atravesse a rua se me reconhecer
não acene no meio da multidão enquanto chove

Estou caminhando dentro das horas
em um passeio temporário com a vida

Pequenas margens da lembrança não podem alcançar
estou deixando o espaço correr entre as luzes

As coisas andam ruins por ai não é mesmo?
Precisa conversar com alguém agora
por favor não me ligue essa noite
não moro mais aqui em minha casa...

Eu li no jornal essa manhã e nada falava sobre a vitoria
debaixo do tapete e entre os lençóis a vida retrocedeu.

Como uma criança sem fé ouço seu choro triste de retorno
não posso retornar agora como uma antiga canção de amor

Eu vou sozinho agora

Sem asas para dizer adeus
sem um lugar que não seja seu aqui

Estive ai sem querer e te amei primeiro
aparei minha liberdade para caber em sua visão
guiei meus sonhos de uma maneira sua
sem perspectivas para mim eu te imitei

Me tornei um lugar sem adeus
e era tarde demais 
Agora as vezes é um lugar
mas as vezes é um tempo perdido 
entre conversas estrelas bebem 
em um lugar distante no luar

Dessa vez eu caminho sozinho
abaixo a guarda e aguardo o que vem


Foi difícil seguir para sua facilidade
mas eu queria sua alegria e fiquei ali

Guardei o meu amor por você
esperei para dizer adeus mas agora: adeus...







segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Cosmonauta IV

Eu fumo meu cigarro e mexo em minha barba
é isso mesmo não tem você aqui.

Pego mais um Carlton e arrasto minhas botas de Cash
parei uma vez naquele bar, quando você me deixou
perdi tudo, a dignidade,o respeito e 7 kg.

Eu estou aqui como deveria estar agora?
Acho que passou, nossa historia parece um comentário alheio.

Barba grande e óculos de sol, tenho uma lista amassada no bolso
e não consta mais o seu endereço ou seus telefones
paguei por um novo método cientifico,
pretendo entender todo o processo
numa manhã nublada quando voltar, estarei ok com isso.

Acho que passou, todos entenderam quando eu apareci na festa
e os poucos que me viram sair sozinho daquele cinema antigo
dizem que eu já não era sem cor como a película
as cores escorrem por meu cabelo e a fumaça do cigarro,
não fosse o verde oliva do meu terno maoista
e o traço grave dos meus óculos de sol,
quando nos encontramos naquela estação,
você também teria percebido
você sequer me reconheceu...

Com meu Montilla, gelo e limão,
escuto alguma canção antiga
e nada aconteceu dessa vez,
como eu esperei por isso
e agora como eu estou gostando do que acontece.

Eu a amei primeiro e senti aquilo acontecer
cruzei a rua e ao dobrar a esquina o vento soprou
o farol abrindo atras do meu caminho
passos seguido por outros passos...

Faz um tempo eu passei ai para te dizer
mas não pude perder aquele trem
não sabia onde tudo me levaria
ainda estamos distantes e acho que é definitivo
animais fora da jaula e crianças em um parque temático

Uns tantos lugares e algumas noites
nenhum livro foi escrito ainda
nenhum livro nos mencionou
você não leu a bíblia...

Eu a amei primeiro
fui o ultimo a sair da sala.

Com meu casaco maoista
e meus óculos de sol,
pois fazia sol naquela manhã.

Mas agora acabou e lembre sempre
algum dia você vai se importar com isso
e quando isso ocorrer saiba: eu a amei primeiro.






domingo, 15 de janeiro de 2012

Ensaio de Janeiro

Em um tempo onde o sonho não representara nada
a marcha adiante cessará pois o horizonte será ao redor
O novo homem esperado
amará com um novo amor

em uma aldeia só
ele nos espera com ternura e paciência
sabe como é chorar mas esgotou suas desculpas
toda a dor apenas ensaiando um ato final

Em uma mesa qualquer apenas um plano diferente
correndo fora das noticias centrais e verdadeiras
agora estamos olhando a lua
projetávamos morar lá quando o futuro era distante
protegidos da verdade sentíamos algo semelhante ao amor
sem uma crença real ou confiável
sem um lugar melhor
projetávamos morar lá na lua lembra?

Agora é tudo passado
o futuro agora é parte de um outro plano
adiante detalhado é plano descartado
e o cara do futuro frio em uma mesa
com suas folhas e livros
sua dor olha através da janela
para uma paisagem ruindo
enquanto a destruição valsa com a mentira

O sorriso era um slogan  imediato
sem tabelas ou tarifas portuárias
adiante parecia dourado
faríamos do perfeito um sonho possível
lembra que íamos morar na lua?

Eu já até havia dado seu nome a um pedaço do céu
e era um lugar de onde podíamos observar seu antigo lar
mas agora o antigo e o passado
caçam lugar junto a esse futuro arquivado

e só estou ouvindo o novo homem amargo vir

apenas sentindo seu coração ensaiando um pulso
apenas ouvindo sua voz experimentar

o som do seu nome separado do meu

Estamos marchando
devíamos andar
estamos discutindo
e devíamos conversar
está tudo  no lugar
está tudo como antes
 e eu realmente começo a acreditar
que você nunca esteve aqui

eis o nosso futuro
essa não era a nossa ideia de futuro
mas acho que agora é isso
minha ideia de futuro
sua ideia de futuro

o novo está deitado em uma mesa
com um estranho livro
aguarda escrever algo melhor
mas só tenho péssimas noticias
realmente não há esperanças
que o amor possa reconstruir
e isso era apenas porque
tenho um milhão de células
carregando seu nome e
não tive coragem de pixar seu muro.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Sentimentalismo

Vai ver eu seja isso
fazendo cena de cínico
mas no fundo e ao redor
eu seja puro sentimentalismo
E toda frase que eu falo
dentro de mim
bem calado
antes eu repito
nunca mais
eu vou amar
mas essa frase só esconde
que no fundo eu minto
no fundo eu nego
mas  dentro de mim e ao redor
sou só sentimentalismo

sábado, 7 de janeiro de 2012

Oração azul com uma breve resolução

Me custou caro compor essa poesia
mas se é pro bem geral da nação
eu seguirei cantando alguma canção
sobre meus pulsos pulsa a vida
refazendo em cada canto
um detalhe da vila feito refrão
as vias todas correm e congestionam
o que em mim havia congelado
e então desde ali eu espero
com a paciência de quem crê
eu quase rezo
não por mim nem por você
mas pelo tempo
que é o engenho que faz tudo
quanto é eterno e verdadeiro
tornar-se escravo da eternidade
liberto a vagar dentro do sentimento
na escravidão afável do sofrimento

Parabéns

Eu penso todo momento
naquele que possa ser
o melhor momento
para te dizer aquelas coisas
que comigo aqui ficaram
e são justamente aquelas
que não quer  mais possuir

Vi tudo o que era bom cair ao chão
ruir todo o amor em suas mãos
me fazer por fim chorar de vez

Toda vida por dois sem mais findar
nem mesmo esperanças ao voltar
nem mesmo esperanças de voltar
e nada alem e aqui vai acontecer
me deixa aqui bem só e pode ir
só não faça ruir com seu cinismo
aquilo que eu ainda sinto e vou sentir
tudo que eu ainda posso sentir

Eu quis me atirar ao chão
ao ver ruir minha vida em sua mão
me entreguei demais
e agora sei
que todo o erro é meu eu já bem sei
você me fez feliz e agora por fim
por fim sou eu e essa solidão

E as noticias que sei de você
me fazem crer e sem mais
que longe de mim é até bem feliz
longe de mim agora é sua paz
junto de outro alguém
e aqui é alem e já passou
ficou comigo esse amor
pulsa forte e as vezes causa dor

Pensei que eu podia superar
abraços e estrelas junto ao mar
passeios por onde devo andar
sem vontade, inicio, meio ou fim
agora esse amor me pegou de vez
tudo que quero agora é ir ao chão
sem seu olhar
sem seu amor
pensar que um dia estive em sua mão
amor é com amor que eu digo não

Pensei que fosse algo que se superou
pensei que eu iria superar
mas ainda pulsa forte
e causa dor
parabéns você sempre terá o meu amor
todo esse imenso e terrível amor
agora pulsando entre os mesmo fatos
o que me fez sorrir
hoje me causa dor

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Intervalo

Quando penso em você me calo
entre sua despedida e seu retorno
essa dor até que me cai bem
e durante esse intervalo
meu olhar preso no horizonte
convulsiona uma canção e ainda bem
que tudo um dia vai se recompor
me deixa aqui e eu vou supor
que todo esse amor
que demonstra por outro alguém
é apenas despeito pois apesar de tanta dor
eu me gasto e aproveito sem medo
me trocando entre outras pernas
tantas pernas por me trocar
se  minha fosse um samba
era um samba popular
recheado de rimas e versos bem  detalhados
entre seu adeus e seu retorno
a orgia é o meu intervalo.