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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Sem cartões postais

Parece mesmo que vou cair da ponte
vejo meus pés deslizando mesmo antes de chegar a ponte
o carro vai sozinho o cinto não quer abrir
eu sonhei com isso a vida inteira
eu sonhei com isso a vida inteira
e ela não vai se importar se eu for
e ela não vai chorar tanto se eu for
Parece mesmo que estive assim a vida inteira
e seria um prestigio morrer essa noite
acelerar até romper os cabos
Desfazer o sorriso com um leque titânico de imagens inventadas
esfumaçar o cotidiano com promessas falsas
dei um basta na mentira e um pega no cachorro
dei meia volta até a esquina e parei em um bar
e quando a tarde caiu eu resolvi cair
Parece que sempre estive aqui
e ela não vai se importar se eu for
e ela sequer vai em meu derradeiro missal
pois afinal a vida inteira cabe em um cartão postal
solte o cinto agora
apare minha barba depois
solte o seu cinto agora
eu quero ver coo é mergulhar
por isso mesmo eu fico aqui
por isso mesmo eu vou ficar aqui
demônios fardados
sem credenciais invadindo ocupações urbanas 
a mando do prefeito general
e sim eles são guardas municipais
Solte o seu cinto
solte o seu cinto
solte
solte
solte
eu vou ficar aqui inflando o pulmão de água suja
enquanto o carro rompe os cabos
a hora do pesadelo acabou
caindo da ponte
caindo da ponte
solte seu cinto e saia rolando pela estrada
eu vou ficar aqui inflando meu pulmão de água suja
sinto como se eu sempre estivesse aqui de alguma maneira
pois afinal a vida inteira cabe em um cartão postal

Um comentário:

Janaina disse...

Um pouco confusa essa poesia