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terça-feira, 1 de novembro de 2011

Opio

A flauta encanta o javanês com seu vapor de sono
sonhos induzidos dentro de uma fumaça encantada
mascamos os delírios deitados num campo só e azul
envoltos numa noite plastica e elétrica 
eu quase posso tocar a matéria dos sonhos

os sóbrios vem me dizer da palidez que pele exibe
e sem pudor eu posso responder cai nos braços do dragão
e sem vez alguma o sol não segue meu olhar
embaraçoso caminho onde durmo e me estiro ao caminho
eu apenas traço o vapor indochinês que meus pulmões desejam

Flauta doce e esverdeada me faça nadar em campos de nudez
onde a minha poesia seja a onda indo e voltando contra o mar
carrossel de cores onde os dedos se estendem espiralados
entre outonos e verões gritantes dentro de meu sangue sem ferro algum
elas me servem descortinadas luzes se apagam acendem a flauta
recostam meu corpo em letargia e alucinógeno repouso
  
Eu quase posso sentir os primeiros toques
e a natureza dessa magia me esconde do que o mundo mostra
imagens onde o sol bate indolor em meus passos
açoite mental a conduzir minha viagem espiritual
eu já nem sinto o vapor que me rouba os sentidos
apenas sinto a vida florir como se num sonho eu pudesse partir

Cair nas garras desse dourado dragão
poder guiar meus sonhos por um dia viver onírico 
pulmão esfumaçado repleto de lirismo
quietas ações roubando a cor de minha pele
e o ferro de minhas veias

Em minha flauta chinesa sinfonia
posso ainda te-la mesmo que apenas em delírio
ao dragão me entrego e ele traz essa poesia
me faz querer mais e mais
perder os dias em troca de uma lembrança 
de quando ainda havia vida

Por isso eu fumo opio tem quem navegue
e para esse o naufrágio é a perdição
há também os que cantam mas a vida a tudo cala
e bem as vezes cansa os ouvidos a canção
eu no entanto fumo opio para a dor
eu no entanto flutuo em vapores para aplacar a dor
por isso eu fumo opio e em meus delírios eu revivo algo próximo
ao que um dia pensei que foi o amor...

Por isso se alguém me pergunta
em quem me gasto mais eu digo pálido e pacifico
me gasto no vapor do opio com quem gesta uma canção
me dou aos braços generosos
do dourado dragão...

Um comentário:

Anônimo disse...

jura que vc se chama isso de poesia?