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domingo, 20 de novembro de 2011

No sangue

Sabe quando uma piada não te faz rir como antes?
Você sorria de tudo até que tudo começou a dar errado
não faz sentido seguir dessa maneira pensa as vezes
a liberdade é um jogo confuso
esquecemos as regras que inventamos pelo caminho
Ser livre por obrigação não é liberdade
a liberdade é outra coisa e não sei como dizer
péssimas trocas eu insisto em fazer as vezes
Eles vão subir um monte e ver as luzes da cidade
no futuro chamarão aquele lugar com meu nome
e uma estatua servirá para lições diárias
em passeios escolares e domingos no parque
ninguém vai entender tudo isso e um tanque lutará
em terras distantes eu não serei a bandeira
Religiões ensaiarão uma explicação para o fracasso
e alguns dirão que eu apenas olhava o céu a noite
toquei sua mão uma noite dessas lembra?
Te olhei com profundidade e calor enquanto chovia
e choveu muito e achávamos que choveria o ano todo
Meus passos sozinhos ecoando dentro da destruição
acolhidos num momento de auto flagelo e sujeira
nada vai mudar o que aconteceu com o mundo
mantras cantados por pequenos seguidores
em seus sábados livres
Todos estão a postos agora e ninguém pode correr tanto
não vou ser alcançado em um mundo em movimento
eu simplesmente acendo meu cigarro
e ouço as crianças reclamarem sobre o tempo
nada pode voltar e nada vai voltar
estamos quites não é mesmo
e isso serviria para algo
mas não serve pois estamos quites
quando deveríamos estar felizes
Não adianta tentar agora eu estou perdido
voltei aos mesmos lugares de antes
com meus olhos treinados pelo álcool
com minha barba poeirenta de contra-mestre
o imediato  cuspiu na sorte e fui vê-lo desgraçar-se
Sem um coração melhor para entender o sabor desse prato
estou olhando para o outro lado da mesa em um domingo
e parece que o lugar vazio esta dizendo que é o seu lugar
estou caindo em uma gota de água
com especiais de final de ano eu vou
estou em pedaços por algum motivo
e se me acharem recolham os pedaços
não sirvo por inteiro mas existem boas partes ainda
sou peça de reposição no catalogo do desdem
e ela sorri do meu final e curte a minha dor
eu poderia dizer adeus mas estou apenas seguindo calado
talvez o surdo timbre da minha dor refaça as raizes
mas nada pode voltar agora
nada nunca pode voltar
nada pode ferir tanto quanto o vazio
nada é tão terrível como isso
e eu vejo ela partindo e eu ouço meus passos seguirem
e posso entender quase como se ainda me entendesse
como tudo isso foi acontecer
mas a verdade é que isso aconteceu
Ouço a vida seguir agora e sempre ouvi a vida seguir
ninguém pode entender isso realmente
ninguém jamais sentiu algo assim até aqui
e esses são os nossos dias os dias mais tristes desde hoje
pois são apenas os meus dias escorrendo entre os olhos
calmos e quietos da vã esperança mas nada vai mudar realmente
esse é um verso de adeus
mas eu apenas sigo calado diante do mundo
eu apenas posso observar as imagens de alegria
feitas naqueles dias dias para me deixarem triste agora

2 comentários:

Anônimo disse...

Morte ao rato judeu sem carater e sem moral! Porco sujo com suas palavras idiotas e seu sentimentalismo debil, porco judeu, porco sujo morte!!!

Anônimo disse...

muito forjado! esta crítica vc deixa, porque aí vc pode sentir-se orgulhoso, né?