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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Janela

Ele esta lá com suas mentiras e dores
e dança com suas feridas e cacos de vidros
uma fase da lua
revela a religião dos outros
entre os estilhaços da janela
com uma desculpa aceitável para suas mentiras
toda verdade se mantem por si
só as mentiras são coletivas
um espetáculo precisa de publico para parecer real
Ele correu para seu quarto quase agora
estamos no corredor e podemos sentir o cheiro
o som da queda é tão fatalista
e desistir doí tanto
eu sei muito bem dessa dor penso comigo
e por um instante sou como se fosse como ele
Um cara atravessa a rua e segue
ele não esta indo para sua casa
canto algum é o nome de onde ele quer ir agora
e não importa muito seu nome
nenhuma pergunta o fara responder com vida
Sem uma ideia que o faça melhor
a esperança pegou um ônibus para outra cidade
ele esteve aqui faz um tempo
 pelo corredor até um quarto barato
e sem esperanças
eu sinto dizer senhora religião
mas o som da queda é como uma orquestra surda
espalhando o pavor ao se constatar
o resultado em via publica
Enquanto a canção segue ele apenas se foi
todos sabiam muito bem do final
e todas aquelas noites alegres eram despedidas
e sua oração uma maneira de se garantir
caso haja algo lá mas e se não houver
enfim por fim toda a mascara da alegria
era apenas o cortejo de despedida
Sim eu vi ele passar por aqui
 comodo e  compenetrado
em silencio  sorriu no caminho até seu quarto
como é talvez a janela cansou de mostrar a parede
e saltando quem sabe o que ela tenha imaginado
como é seco o som da queda
Não há mais amor...
Nunca mais haverá amor
e sim ele acabou de partir
os vizinhos trazem as condolências
e os amigos as lagrimas
O amor acabou há pouco tempo
podemos ver ele escorrer com o sangue pelo chão
o ultimo suspiro antes de cair
o intervalo entre o salto e a queda
e sim o amor acabou faz pouquíssimo tempo
e ele esta lá  ou o que ele era
ouvir o som da queda é saber
que o final é mesmo definitivo quando se amou assim
Vizinhos trazem as condolências
e os amigos uma tempestade de lagrimas
e ela nem  foi sensível aos poemas
sequer  respondeu aos telefonemas
o amor acabou
seu ultimo suspiro foi antes do som da queda
e agora esta lá entre os estilhaços da janela
e o sangue a escorrer enquanto o resgate não vem
Ele apenas quis assim depois que não havia mais saida
entrou pela porta
para sair pela janela
e esse foi o som seco do final
um final dizendo adeus a todos os momentos
a vida dizendo adeus a todo o sentimento
a alma cansou de consolar o corpo
os olhos só viam a dor
Ele partiu apenas
pois parte dele se anulou
quando ela decidiu anula-lo por inteiro...
E as lembranças doíam
e a vida chorava
e o corpo reclamava
e a alma suspirou
e assim foi o momento antes da queda
o som  triste de seu corpo ao encontrar o chão

Um comentário:

ow disse...

meu velho numa boa, ruim pra porra.