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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Flashback

Embora eu saiba que não existam chances para o mundo
e todas as canções insistam em dizer o contrario

quem pode antever uma esperança que aquiete
as vozes que continuam por ai dizendo coisas assim

Dentro de minha vida amigos e lugares por onde estive
lugares onde nunca mais estive com meus amigos

amigos que nunca mais verei e isso é dor
a perda é como uma morte que dói mais
pianos tocando num funeral doloroso e particularmente estranho

Ainda ouço os passos sonoros de certos momentos vividos
num eixo tensionado por deslizes e bebedeiras

abraços que conseguem dizer muito
hoje sinto o vazio dessa ausência
momentos que não verei jamais se repetirem

Lugares que pertencem a um passado vivido com exagero

Nunca mais haverão dias assim eu sinto
como se a visão precedesse aos encantos de uma era

Caminhávamos como se o tempo fosse um brinquedo
e aqueles eram os nossos dias na Terra

Enquanto as noites corriam dentro de nossas pupilas dilatadas
expandíamos os horizontes num assalto aos sentidos

como lances escurecidos pela noite
as luzes nos faziam caminhar como estrelas ofuscantes

Tempos e lugares que não existem mais como existiam
pessoas que não sei mais por onde estão mas que marcaram uma era
fatos que ficaram presos numa atmosfera presa no ar

suspensos em lembranças e fotos como um calendário
a distancia é como um tempo inalteravelmente
onde o presente não pode alcançar por simples vontade

Muitos dias se passaram desde aqueles dias
e quantas vezes acreditei que não voltaria

frutos de um jardim maldito onde a sorte ignorou o tempo
os últimos a vagar pelas ruas antigas nos nervos da noite

Eramos a noite num entardecer continuo e azul
embriagados da juventude bebida em corpos femininos

inventamos pecados sórdidos para aborrecer muitas famílias
pecamos em nosso catecismo soturno ao propormos ao tempo
uma resposta exagerada dos seculos mas nada é eterno

Lapsos que apagaram a moral e levaram consigo a ternura

Quanto tempo cabe no tempo de nossas lembranças
antes que os dias passem e sejamos passado apenas?

Lugares e recordações que levarei comigo
para um tempo muito alem do futuro

dias onde as noites imprimiram uma marca
marcas que se imprimiram em minha alma

Amigos que eu sequer consigo recordar os rostos
passos sonoros dentro da noite eterna

é uma pena descobrir que a eternidade
reside apenas em nosso desejo pela eternidade

Como escutar uma musica que já foi tocada
ou esquecer uma lembrança suspensa no pensamento

levarei comigo por onde eu for e embora eu saiba pouco
isso talvez me baste para entender como aconteceu

e mesmo assim eu sei que não vai fazer doer menos
o fato ou as razões que me trouxeram até aqui

quando sabemos que o que toca os nossos pés
carrega desde ali o destino de fazer parte do nosso caminho

e se apenas o céu estiver aqui quando eu voltar
pelo menos eu sei que terei o que ver quando eu chegar

Existem coisas que não se apagam
e com essas recordações eu acho que temos que conviver

pois são tantas as noites para confundir uma cabeça
antes da vida deixar de ser tão viva

e as cenas emaranhadas num cenário onde a vida
almejou escutar a voz mais doce em uma canção

paginas que jamais serão lidas lugares onde a vida não escreveu
talvez seja por isso toda a dor toda a dor por algo que não se viveu

Eu não sei por onde passei ao certo
levo comigo esses lugares como sentimentos
dentro de amigos e momentos inesquecíveis onde não se pode entender

o peso de um acontecimento as vezes faz o céu ceder
mais forte que a tempestade mais sonora

e dura como uma lamina fria e baixa
retalhando a face do tempo

engolindo as ondas mais indistintas
sem saber ao certo por onde se vai

E esse são os tempos e recordar
recordar os tempos onde eramos senhores do tempo

E assim como lugares e pessoas
tudo isso é como aquilo que não existe mais

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