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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Fase vermelha

Quando você vier
não pense muito não
faço questão de abrir a porta
e perguntar como você vai
para apagar o tempo
todo esse tempo sem você
eu vou por o meu casaco
e te levar para passear
para algum lugar legal
onde meu bolso caiba bem
e possamos conversar
Eu estou construindo um poço
e uma escultura em madeira
também compus sonetos
sem sequer saber seu nome
quando você me ver
eu sei que vai saber muito bem
o quanto eu te quis bem
e o quanto andei até aqui
até aquela noite
o quando eu andei
e olharei seus olhos verdes
e tocarei sua pele  branca
e te direi coisas bobas
e ficarei sem graça
diante de seus cabelos ruivos
suas tranças e cachos
seu olhar risonho e penetrante demais
e mesmo sem saber seu nome
e ai quando eu souber
não importa muito
pois vou te chamar
se voce deixar
deixando ou não
vou te chamar de meu amor
e toda negação de vida
verá florir na poesia
um anti horário
bem mais quente que o verão
É toda a rima em seus olhos menina
em sua voz pequena
se apequenando na lembrança
dançando dentro do refrão
entre as guias  de cores que valsam em sua roupa preta
que contrasta com seus olhos cor de folha viva
com seu cabelo tom de chama em chamas
querendo me encantar
me ateie fogo
no lirismo mais pálido e gentil
me exile de toda a ancestralidade
que chegou e se apropriou desse Brasil
me faça maior como me vi em seu olhar
me faça gigante como eu me senti em sua voz
ao me chamar
me diga seu nome
e dessa vez eu não vou esquecer

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