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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Diagnosticando a dor

Quando vou entender
que você só entende
quando quer entender?
Até os 14 anos não tive natal
 eu via acontecerem as luzes
nas casas de amigos de trabalho de meu pai
na escola não haviam enfeites de natal
 era o hanukkah que as vezes coincidia
e enfeitava as ruas do bairro e também a escola
no entanto é verdade até os 14 anos via o natal acontecer
assim distante e em casa de gente distante
nenhuma casa de amigo celebrava o natal
no meu antigo bairro
nas imediações de minha infância
não haviam tantas casas coloridas
pelas luzes de natal
As luzes de natal me fazem sentir saudade 
de uma infância
que vi  pela televisão
Até os 18 só namorei moças que 
não comemoravam o natal
só namorei uma moça até meus 18 anos
dai vieram as outras tantas
todas essas sim comemoravam o natal
de alguma maneira embaladas
por suas famílias
fantasias de uma classe media 
que abraça diante do pieguismo 
de crer ali um grande amor
todas as vezes é um grande amor
é bem verdade 
e se quer morrer depois
 e se quer ingerir veneno
pois não se pode agradar
e nunca se entende
que você só pode entender
quando quer entender
e o outro é como alguém  criado
cuja a sua criação foi
para te ver desagradável
para o outro você é o outro
nenhuma ponta termina 
sem que seu começo seja outra ponta
Enquanto o novo valsa
a vida se desprende
em rompimentos e acertos
em avanços e degraus
ninguém é um muro impenetrável
mentes insondáveis só existem na ficção
Contei meus natais
para dizer que não os tive nunca
nem mesmo quando os comemorei
para me integrar a entrega 
que aquilo significava para outro alguém
não nunca tive um natal
contei os natais pra dizer que nunca os tive realmente
assim como os poetas que cantam amores idealizados
amores que nunca amaram com a carne
e o gênio inteiro 
amores que apenas amaram por amar ali
para caber na rima para deitar melhor no sonho
na vida o cinismo é a dose que se verte uma vez
para que nos tornemo entorpecidos
por sua natureza
O que é mesmo que anula o amor
que desfaz os sonhos
que corroí o tempo
quem é mesmo que entorpece as vias
que constrói os descaminhos
que mói cotidianamente as horas do dia
e gastando a sola dos sapatos
faz da cidade um catalogo de lugares por onde estivemos
nada cura o que não se quer curar
e alguns nomes quando ditos
são difíceis de se apagar
no vento do destino
soprando não há borracha que apague ou negue
não a negação que se faça ao que já foi afirmado
a vida confirma o inevitável
somos a soma de encontros
somos a vida seguindo só
nada é igual  como foi
e o meu futuro é um novo sonho
a cada segundo






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