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domingo, 6 de novembro de 2011

Certa noite em um bar

Todos os dias você devia olhar no espelho
pois você é linda de uma maneira diferente

seu cabelo negro e suas mechas azuis
e eu querendo beber sua bebida

Todos os dias você deveria dizer coisas assim
que são tão lindas e eu no entanto me esqueço

Eu deveria não ligar para suas coisas e sim
desde o inicio eu não deveria ter me importado tanto

pois quando entrei naquele bar
e você puxou conversa comigo

deveria saber que não somos antigos amantes
como as conversas a respeito deixaram crer que fossemos

e eu te levei para algum lugar que eu esqueci
depois daquela festa que não lembro por que fui

Eu tenho a aquela camisa manchada de azul e batom
e o seu perfume todo espalhado em minha roupa
não sei do que falamos mas lembro da sua voz

tinha seu telefone e uma foto mas me esqueci
você tem nome de rua importante

E eu nem sei por que fiz esse poema
eu não posso e nem vou te enganar

mas é que isso não é um jogo e se fosse não seria fácil
eu tenho manias e medos tão antigos

ouço sempre as mesmas canções e leio os mesmos livros
sei de cor o numero de passos pelo meu caminho

Eu tenho uma camisa branca manchada do azul da sua mecha
quando você sorriu para mim eu não sei direito

mas foi um acontecimento não lembro do que conversamos
e quase posso lembrar o som da sua voz

Eu ainda amo outra e talvez você saiba desde o inicio
mas quem sabe nós que fumamos o mesmo cigarro

eu que fui aquela festa sem convite ou presente decente
ali entre os outros naquela mesa a conversar

Quem sabe se ali naquela mesa quando eu te vi e nos olhamos
não foi instantâneo o momento em que a luz acendeu para dizer
coisas que não lembro se eu disse ou calei
palavras que exigem coragem ou tempo

só sei que depois me disseram
que como velhos amantes nos abraçávamos
e bebíamos do mesmo copo sempre
com a sofreguidão e sede de nossa embriagues

Já não sei como me safei desse truque do tempo e do álcool
com que pernas segui até minha casa e sequer lembrar de você

onde nos entregamos desconheço e até onde fomos
sinto dizer minha cara mas só posso dizer que não sei

Trocamos telefones para nos vermos outro dia
quem sabe vire amor ou quem sabe poesia

Eu sei que estou errado mas não vou te procurar
é que aqui ainda mora o passado e ele pode te machucar

mas se não se importar com tanta dor e amargura
segura minha mão e vem comigo quem sabe
ate onde vai ser e eu prometo minha cara
onde faltar caminho você vai ter a minha mão pra segurar

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