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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Ainda sou sua menina

Por mercados e peças ele se despede
despido dos sentidos apurando os ruídos
suspiros audíveis ao mais intimo ouvido
barba mau-feita e aquele olhar e aquele gosto
de quem vem sempre do mar de quem é o mar
sua pele corada e trigueira lembrando o deserto
Seu andar incerto errando os passos
Seu sotaque distinto e alheio aos laços
e sua voz bonita e agressiva como uma tempestade
finjo amores por outros
mas é por ele que eu sinto saudades
Pois o corpo que foi de um homem
onde um homem se deleitou
e provou de tantas maneiras
de todas as maneiras de amar
ai como ele me amou
inventando até outras maneiras
Sou culpada de seus pecados
no catecismo de nossas noites
as novenas foram dentro de mim com ele
ele sempre ao meu lado
Como amar a outros se dentro de mim
ainda tem a sua marca e o seu gosto
adivinho no escuro tateando o vazio
procuro em todos os outros as cicatrizes
e a barba próprias de seu rosto
Me entrego para outro
mas em pensamento
e em sonhos vem sempre sua voz
seu cheiro e o gosto do seu corpo
o som dos seus passos e seu assobio
que me fazia adivinhar certeira
 o dia e a hora de quando seu desejo vinha
profundo e intenso me desfazer inteira
Mania de mulher palavra um dia eu volto
pra matar a saudade de um homem de verdade
eu juro que não e juro  e grito
mas eu ainda gosto...

Um comentário:

Anônimo disse...

Muito bonito...