Aos comentaristas


Devido uma avalanche de comentarios torpes e não identificados, decidimos que só aceitaremos comentarios devidamente identificados e que não contenham mensagens ofensivas, alias se comentar e se identificar, serão permitidas as ofensas. Quem quer debater, tem que ter coragem de se mostrar para que o debate ou critica seja fdemocratico! Okay cara palida?

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Versinho amestrado (ou será que toca tambor?)

O céu de outubro enfim veio anoitecer
com flores sombras e cores eis que enfim aconteceu
bebendo a aguá das flores que não beijam mais
beijaram a primavera e o sol
agora descansam em paz

ninfas de olhos decotados
destilam antigas intrigas
em frente aos jornais se entregam loucas
são apenas fotografias
e eu que andei ouvindo aquela canção
sim a estrada é longa e torta
como uma antiga magica de repertorio
e os vagabundos todos vieram ver o céu
pois outubro se entrega aos dentes
como os corpos a cimitarra

vultos azuis de tanto se queimar
e ainda posso ver aquela ninfa entre as flores
das flores a aguá roubar
venha comigo e venha beber
cegos procuram um deus que não os pode ver
ele agora usa o mesmo cabelo
barba já não tem mais
e as fadas se tornam verdes
descansando sua ternura em paz
enquanto os olhos morrem dentro da imagem
negra e sonoro da esperança
beba das flores assim como os faunos
se deite da dor entre as mentiras
beba comigo da aguá do jamais

crianças sem dedos correm entre as avenidas do meu quintal
e eu vejo as cores dançarem mambo
enlouquecidas de temor
meus nervos gemem de prazer nalgum varal
desnegado humor
santos vendem pecados em sua missão
corações mecânicos se envolvem numa antiga
e triste encenação
meninos como homens
meninas pastoreiam animais
macacos tocam guitarras no natal
arvores não me dizem nada alem de suas sombras
em vão busco um sentido
que vá alem da dor entre o que já foi sentido

judeus rastreiam castelos verdes de outros maridos
pequenas porções de uma antiga magia
e ainda se pode ouvir os reclames de Golias
redes televisivas transmitem a vida fora do ar
e o mar apenas noticia macacos a navegar
homens vão a lua e esquecem aniversários
competem por mais sangue e jogos universitários
debates sobre dogmas e materialismo
e a metafisica tola dos banidos
especiais de cinema onde se ouve rock demais
joias nucleares explodindo em pulsos pré pagos
tudo tarifado em redes bem reais

e eles tomam ônibus e cocaína
se você piscar tomam toda a aguá da piscina
essência de morango e outros carnavais
maconha e éter nunca sobem mas tanto faz
ela dançou a dança mais antiga da cidade
depois do zoológico é apenas baile da saudade

bananas mestiças e ourives populares
num Líbano deposto e bem disposto a negociar
por favor madame animal não pode entrar
bem nascidos filhos netos de guarda guarda civil
sem dinheiro ou moral sem sequer estilo
largando as flores em plena central do brasil

fumando meus cigarros eu posso entender
que esse cara no espelho podia muito bem
ser alguém mas é bem diferente de você
até as avenidas que eu vejo se dobrarem em meu jornal
estendem suas línguas mortas e velhas
feito confete gasto de um outro carnaval
esfrie o corpo pois a cabeça já pirou
acenda mais um e ligue 190 para o pai do seu amor

malditos vermes vem beber meu copo então
trincado com uma mão boa
eu passo a vez
e nessa noite num céu de outubro eu digo okay
entre Ciganos e Bruxos e Cowboys
agora eu sou Chinês
faço meu mercado vivo e não levo carrinho para sequestrar bebês

numa jaula dê outra banana quem sabe um tambor
mesmo num país deserto sinto informar
mas junto de animais madame não pode entrar
gêmeos jocosos exibem sorrisos enforcados
queimando seus mamilos nos genitais do diabo
e tudo isso eu fiz ou compus
meu sangue corre e a tosse excreta pus

doenças e piadas bem banais
sonhos e esperanças girando num espiral
a fumaça corre feito um furação
e as estrelas dançam noturnas valsas de perdição
abdômen  roxo de manias esquerdistas
e quando vem o panico quem é mesmo que corre com a noticia
nem mesmo em cinema parece ocorrer
eu vi luzes estranhas no banheiro
antes mesmo de falar com a TV

Em cuba choram o que sequer a líbia pode chorar
e acendem velas pseudo-ateias ao beduíno
pouco santo e velho sangrando até gritar
ouço enfim o chamado da oração
um pedaço riscado de giz chamando tudo que vê de coração
sem regras ou banquetes apenas os falastrões
bobos-da-corte em si neófitos e foliões

sambas e rock's juntando tudo numa mesma sacação
fazendo poesia ao céu com as tintas do chão
na coreia-do-norte o padrão e oficial é por lei popular
lá não tem madame, mas animais também não podem entrar
sem áreas de lazer ou reservadas aos fumantes
acho que o meu esporte predileto é mesmo rimar
amar eu já amei e agora eu tenho essa paixão
por poesia e loucura e inquisição
a opus dei me deu uma cartilha bem legal
falando de caras legais de pátria e de moral
amar eu já amei e agora levo comigo essa piração
é poesia e loucura o nó da minha embarcação

mas sinto lhe dizer madame o que agora vou falar
animais no meu lirismo
mesmo acompanhados não podem entrar...

Nenhum comentário: