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domingo, 16 de outubro de 2011

Isabella IV

Ninguém consegue entender o sentido disso tudo
eu que andava com a cabeça cheia
agora pareço estar melhor
de uma maneira estranha estou melhor
como um anjo que entre os anjos se refez ao cair
envolto em sonhos me desfaço das ilusões
me abraço aos seus pedaços dentro da minha cabeça
como se meu peito jorrasse uma cor absurda
eu não sei muito bem como entender o que eu sinto
e talvez o segredo seja que não há mistério algum
ouço canções de amor onde o amor é distante
ouço meu coração e posso entender a loucura desse sentimento
quase posso entender meu coração cicatrizar
como um milagre verde de magia secreta
se fez a noite num coração entardecido
sinto florir a primavera entre meus pêlos
banhar meu corpo com a alma dessa alegria
sentir o prazer enfim se fazer lar
como é doce amar quando se ama assim eu penso
e num outro momento se ela comigo esta
sequer eu penso pois ao lado dela é apenas o sentido imperando
feito um milagre crepuscular de sua pele branca e macia
terna de doçura e amor onde repouso entre seus cabelos
espiral noturno de redes negras a me envolver
me inspirando dentro de seus olhos deitados em sono
sonho que eu sonhei e o tempo e as dores me fizeram esquecer
sonho que agora eu sonho
pois viver já não basta para o que eu sinto
seus lábios doce erva de feérico absinto
tudo quando eu queria agora eu tenho
tudo que eu sonhei contigo eu sinto
ninguém pode entender isso que agora me ocorre
talvez seja pois nos corre as veias feito uma avenida
fazendo de todo atalho avenida para o lugar santo de nosso encontro
onde o encanto se encarrega de nos brindar
que venha o tempo ou mesmo que chova o ano inteiro
meu corpo só quer o mesmo cheiro que o seu
minha vida quer enfim nem mais ser vida
quero apenas sonhar e por minha vida que agora é tua
ver e sentir esse delírio em teus braços me embriagar
do seu perfume, seu cabelos, seu corpo, seu jeito
ninguém pode entender o que é isso que nos ocorre
que toma os olhos e as veias o sangue faz menor e correr
a jorrar e me se querendo maior queima-se inteiro
o que não tem receita ou medo
o que sequer pode ser direito ou anarquia
me fazendo festa e alquimia
talvez todo o segredo seja que não há mistério algum
pois quando sua mão tocou a minha eu soube ali
desde bem antes nós seriamos um

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