Aos comentaristas


Devido uma avalanche de comentarios torpes e não identificados, decidimos que só aceitaremos comentarios devidamente identificados e que não contenham mensagens ofensivas, alias se comentar e se identificar, serão permitidas as ofensas. Quem quer debater, tem que ter coragem de se mostrar para que o debate ou critica seja fdemocratico! Okay cara palida?

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Deixa ser assim (não há mal algum em pecar bastante)

Quanto tempo antes do tempo certo
rever as opções me fazer sério
sair para ver o mar ou apenas sair
cair com meus delírios ou apenas cair
Vou lá ver e se for tudo muito claro valeu ver
que essa noite enevoada de fumaças e doses
tem qualquer coisa que se espalha
feito uma doença alegre dentro da euforia
repelindo as quartas de cinza
num eterno porre todas as manhãs 
não querer acordar
sentir o sol fazer fechar os olhos
águas correndo desde algum canteiro
olha a chuva caindo e pode ser que chova
e se chover eu ando pensando
que vai chover o ano inteiro meu bem
e olha que o samba não tocar uma nota sequer
sem que se note uma nota de mulher
feminina e pequena afoita e diferente
Quanto tempo nos resta ate o sol chegar
e se ficar serio será que eu vou entender
que a liberdade é um dom é uma canção
é toda a poesia dizendo para se viver
para se amar como se amar fosse bem maior
que a extensão dos dias devorando os moveis
salivando as horas e salivando a razão
dentro de caixas e bilhetes envolto em fluidos e pêlos
como fechando os olhos ao sol em púbicas passagens
tornar publicas as cenas mais sujas e intimas como quem
se distribui espalhando a noite onde está
por beijos e abraços tapas e arranhões
fazer dos gemidos mais secretos panfletos da boemia
cegar as luzes e gritar aos automóveis
chaminés mais lindas expelindo nicotina em meu rosto
possuindo meu corpo que é notório e publico
publicas passagens onde o mundo vem se perder
Quanto tempo até o tempo certo chegar
e se o que é certo só vier atrasado
qualquer coisa como o transito atrapalhando o carro
que quer te trazer e que vai te trazer
até aqui e pode ser mais adiante onde ninguém vê
mas também se for aqui onde os olhos se deleitam
ao nos ver deitar que outras mãos nos toquem
que sonho é poder tocar a canção do delírio mais doce
dos gritos mais loucos se enrouquecendo ao gastar da noite
por dentro de ruas e becos em esquinas escuras
iluminar os olhos com a nossa visão
com seus gostos e cheiros com seu perfume mais intimo
me embaralhar entre suas pernas tantas pernas repletas de poesia
mas não diga mais nada mais nada não
que toda minha atenção é como uma tempestade
invadindo seu mundo beijando suas fantasias
ofegante métrica fazer transpirar de êxtase
o seu mais púbico lirismo desfeito e molhado
caindo aos cantos embriagado de seus odores
estender meus músculos numa elasticidade lasciva
enojar a moralidade me entregar ao que é espelho do que sou
sentir a textura de sua pele roçar meu peito em insuavidade comoda
jogos escuros de banir a solidão
o que é pecado e doce
suave erro que a pele sente ao se contrair
doce entrega que nos condena a todos os olhares

Nenhum comentário: