Aos comentaristas


Devido uma avalanche de comentarios torpes e não identificados, decidimos que só aceitaremos comentarios devidamente identificados e que não contenham mensagens ofensivas, alias se comentar e se identificar, serão permitidas as ofensas. Quem quer debater, tem que ter coragem de se mostrar para que o debate ou critica seja fdemocratico! Okay cara palida?

sábado, 8 de outubro de 2011

Chico Buarque

Chico Buarque, impossível não tentar imita-lo, poesia boa para mim parece canção do Chico, falar de amor quando bêbado ou de politica ou de arte, só quando o álcool me permite vencer a timidez (traço do Chico também), ser chamado de falso tímido, ver na vida um bom motivo para beber, e também qualquer lugar ou intenção fazer poesia e tentar escrever sobre tudo(isso só prova que tento ser Chico). Escrever peças para dizer algo, logicamente dizendo outra coisa,escrever roteiros, se meter pela noite, ser amigo da noite, guardar um romantismo na cabeça, quase como se fosse um Castro Alves ( vai ver Chico Buarque, queria ser Castro Alves).
As vezes penso que toda essa criatividade é uma ânsia por superar o Chico, tem quem diga que faço cena, que faço tipo, que não sou tímido, que tento ser como ele, mas a verdade é pura e simples depois do Chico quem não quer ser como ele? Quem não se pega encantado com o universo dentro dele, canções, peças, romances, quando escrevo poesia e acho que esta boa pra mim, é boa quando parece canção do Chico, quando fala com alguém no bar se o papo é bom e se volto acompanhado, para mim o papo foi conversinha do Chico, beber para ter argumento é coisa do Chico, escrever no feminino, tentar se colocar em certas situações numa óptica feminina é Chico, não se achar grande coisa e ser bicho do mato até a primeira garrafa, achar que toda paixão é definitiva também é coisa do Chico.
Talvez eu não queira ser o Chico, acredito que isso são coisas que aprendi com ele, com suas musicas, peças, filmes, romances, vida, essa moleza que introverte, essa bebedeira que distrai, essa paixão por estar apaixonado, esse alumbramento com as coisas, essa vontade de participar, esse romantismo absurdo, gestado a doses cavalares de álcool, essa sensação de festa, por vezes em momentos absurdos, essa implicância poética com as coisas que me fazem pensar um pouco.
No fundo eu sei, não sou o Chico, mas insisto eu serei até o final guiado por sua obra e, quem não escuta Chico qualquer canção e não lembra de mim que se pronuncie agora.


Aceite uma ajuda do seu futuro amor
Pro aluguel
Devolva o Neruda que você me tomou
E nunca leu
Eu bato o portão sem fazer alarde
Eu levo a carteira de identidade
Uma saideira, muita saudade
E a leve impressão de que já vou tarde.






Nenhum comentário: