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domingo, 30 de outubro de 2011

Sobre a policia

Os cães da repressão incitam seus filhotes
contra moças e moços fazem sangrar a juventude
contra rostos sorridentes contra os dentes nos sorriso
das moças e dos moços que sorriem frente a repressão

A policia mata seus filhos e faz correr o suor frio enquanto jorra a desgraça
eis os cães de guarda do estado repressor com suas armas
armas contra armas eu grito enquanto sonho
ver a ultima farda servir ao ultimo cão como mortalha

Viaturas cheiram a pobre torturado e preto morto
enquanto a barca roda lança luzes pelas vielas
e quem tem fome quase sempre ganha bala

e tem frio quase também ganha bala
uniforme cinza cor do genocídio
quantos negros se tornam adultos e quantos partem ainda meninos

Pedra verde

Já nem sei direito qual a cor dos seus olhos
Ainda me iluminam as cores da luz do seu sorriso
Deveria responder aos meus chamados e vir comigo
Estive por um bom tempo pensando em você

Costurando com o verde dos seus olhos
Os retalhos de esperança que o amor devorou
Sei que você nem quer saber de mim
Talvez haja um outro motivo bem melhor para me ignorar

Algum amor que veio até você e por você passou
cansando seus olhos verdes e seu sorriso
que eu um dia pretendi como meu sorriso de amor

por isso eu escrevi esse soneto onde cada letra tem um preço
formando seu nome em cada verso desde o começo
para te dizer como eu poderia te fazer feliz...


Hungria

Eu fumo mais um cigarro e olho para o céu
espero que um dia tudo isso acabe de alguma maneira
com meus copos e amigos cheios de tudo
todos estamos muito cheios de tudo isso
com nossos copos sempre se enchendo continuamente
até a dose final eu ainda vou ver tudo isso acabar
com meus olhos mornos pesando dentro de uma visão
eu me apago dentro desse tempo estranho
com meus papeis estranhos eu calo uma voz
ninguém pode entender quem disse isso...
É um desejo incansável saber onde tudo vai dar
correr o risco e seguir um caminho só por andar
algum lugar sem saber onde é lugar algum
Com meus cigarros gastando meu tempo e a saúde
em algum bar eu vou esperar a chuva passar
o tempo e o vento dentro de uma mesma estação
sopram em algum lugar onde nossos nomes estão escritos
uma antiga arvore esta caída soube disso pelos sonhos
nunca estive realmente em um lugar bom para mim
a chuva me fez chorar por um dia inteiro noite passada
e noite passada durou uma eternidade entre meus dedos
como se o destino estivesse numa ciranda com meus dias
num longínquo circulo de lembranças eu guardo essa dor
Eu e meus amigos temos copos cheios demais para uma noite
por favor pule diante de suas mentiras e aguarde o próximo numero
estamos pensando como tudo somou esse resultado
mas ninguém sabe bem certo como chamar alguém
que já não se sabe mais se ainda é a mesma pessoa
somos uma lembrança estranha do passado atrapalhando o futuro

sábado, 29 de outubro de 2011

Simio

Eu ouço o passado soprar dentro de latas
como uma recordação falindo os projetos futuros
eu parto os olhos entre jornais esquecidos
pedaços de dor dançam pequenamente em minha alma
lentos passos ensaiados numa chuva que se aproxima
bares e amigos enfeitam o medo de se estar sozinho outra vez
como alguém que entre outros é apenas aquele que segue...
Levanto as velas acesas pela auto-confiança
ciente que a esperança é um brinquedo
sem atrativos aparentes
onde as falhas decaem em moinhos torpes.
Enquanto o mar se volta contra seus lacaios
eu ouço bajuladores da irritação se insinuarem
em trajes ricos de amor falso e destrutivo
sim eu já sei jogar alguns jogos
reinventei as regras para perpetuar meu esquecimento
escrevi nomes de mulheres aos milhares
para matar o orgulho eu apenas escravizei minha dignidade
condicionado em substancias bruxas e sonoras
eu espantei os dias com a arrogância de um apaixonado...
Muito obrigado por me fazer esquecer o mundo
depois da calmaria agora a tempestade me faz ver
que enquanto eu esquecia o mundo a vida quis me exilar
e isso nunca foi uma ideia que cortejava a alegria
sequer foi amor quando voce disse me amar...

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

27 de Outubro ( era para ser o meu aniversario)

Você me faz vomitar meu amor
e não é nojo é bulimia nervosa
meus joelhos e meu peito doem demais
o peso do tabaco e seu vapor
ocupam o vazio que você deixou
desde que me trocou por uma imitação de ser humano
isso não é cinema italiano isso é desfunção psicológica séria
desejo de voltar no tempo morrer antes disso tudo acontecer
domingos pela manhã nunca mais cheguem 
em meu quintal por telefonemas...
Desculpe, isso não era uma competição!
Disturbios neurologicos fritando meu karma kosher
numa dieta solar a base de vômitos continuos e insonia
eu ainda sonho com você
eu ainda tenho seu cheiro em meu corpo
e quando os demônios vem praguejar contra o amor
é em seu nome que eu me agarro ao defender
inutilmente essa trama que para você foi apenas só mais uma trama
sem amor não é mesmo
e como é mesmo?
Sim...Desculpe, isso não era uma competição...
E mesmo sabendo que eu respeitei as regras e fiz um jogo certo
nem sempre o justo ganha louros ou sucesso
mas nem toda vitoria significa só alegria
eu levanto as redes sem te dar o calor do meu aplauso
certo que um dia eu hei de viver melhor
um outro amor que me seja não apenas poesia
mas também seja amizade e também seja vida
enquanto isso eu vou te amar ainda
com essa dor de quem foi deixado
com esse sentimento de quem sabe
que no fundo não tem mais um coração por enquanto.
Te amarei pois sei que sairei com um cem par de outras tantas
e beberei até cair e levantarei novamente
e destruirei chances ótimas que a vida me dará
mas um dia encontrarei alguém como você
não como você é mas como eu te imaginava
esse era para ser um verso de provocação
era para ser um verso onde cantando minha aldeia de ideias
eu pretendia cantar ao mundo o universo de minha dor maior
a dor de um amor sufocado que me aperta o peito
e quase faz querer ver
o carro bater em cada esquina
mas eu acharei um motivo maior para esquecer
e não dar a minima para isso de te entender
afinal se o erro foi seu a culpa pertence inteira a você.
Sem coração por enquanto eu sigo inquieto e insone
como quem tosse, como quem bebe, como quem fuma
e todas as outras maneiras de viver assim
assim eu eu vou vivendo
até passar a chuva de outubro
para mim é sempre setembro
pode chover o ano inteiro
pode chover a vida inteira e eu nem sei se pode mesmo.
Desculpa, isso não era para ser competição...
Eu desde o inicio acreditei que fosse amor
é que para mim ainda continua sendo
para mim é tudo tão calmo e cinza agora
quase posso ver a dor valsar por trás das suas mentiras
num instante de ressentimento.
Fique com meu peito ja que por um bom tempo
eu não vou precisar
meu coração cansado ofegando apenas um nome
é só você que aprendeu a chamar,
quem sabe um dia a chuva acalme e os cigarros não façam sentido
eu abra um loja de livros
ou vá para algum lugar bem distante
quem sabe eu nunca seja do tipo que tem filhos
e mulher e salario garantido
minha vida quem sabe seja apenas a aventura de um poeta
com alguma facilidade para fazer girar dinheiro
mesmo que o mundo inteiro em sua totalidade
não represente um decimo daquela felicidade que eu pensei
ter junto de você
é meu amor acho que a vida virou
e como se diz barco partiu
eu nem vi a onda abater meu erro
cheguei mesmo a pensar que o perfeito é eterno
quando a eternidade é apenas uma ideia travestida de D'us
tudo é uma ideia travestida de d'us, uma metafisica de papeis de chocolate
de bilhetes com desenhos de cãezinhos
e rosas  tingidas de canetas seguidas de dedicatórias
Pequenos detalhes como aprender a escrever bilhetes de amor
sim poesias de amor com amor realmente
me exponho aos expostos num posto dedicado aos poetas
cujas paixões são arrebatadoras marés
de vida e de cores
e de todas as sortes de sensações a açoitar
os sentidos mais absurdos adormecidos em cucas minimas demais
sóbrias e reclusas da interação consigo
eu me posto aos postes entre fiações elétricas e telefônicas
conexões inexatas se desfalecem no abismo azul de meus passos
eu sou o cara só agora com minha poesia e essa dor
ocupando o lugar que um dia eu pensei seria eternamente seu
só seu meu grande amor...
Você me faz vomitar e tossir
meus joelhos doem demais agora e meu peito vazio pesa
a carga da solidão como uma tempestade de facadas
atraiçoa minha alma com escárnios que sequer o tempo suportaria...
Aos 24 anos de um avida eu já sei é definitiva a minha resolução
te amarei como um louco por toda a vida
o amor se acalmará para enfim te rever
em algum detalhe e me fazer chorar quieto e mudo
diante do fato definitivo nunca mais será minha como um dia foi
mas eu serei teu para sempre
e não importa quantas eu namore ou beije ou ame
eu realmente te amarei seguindo minha vida
sabendo de maneira cinza que o amor se desfez em você
mas o laço de vida que nos envolveu há de ser como já é aquele
que enforca meus dias dentro dessa paixão
que nunca se apagará...
Você diz que já não me ama
e eu levo comigo a triste certeza
de que você nunca me amou
e eu que pensei que teria um final feliz
que fui feliz e pensei que assim seria por toda vida
que expulsaria borboletas de nosso quarto
que acalentaria o sono dos filhos que teríamos...
Eu pensei que seria feliz
agora não sei nem dizer o que eu sinto
enquanto o tempo passa eu costumo me anestesiar
dentro do céu quem sabe eu alcance o tempo e faça
a luz que segue adiante se curvar e ai eu possa me agarrar
dentes firmes ao cometa que destrói
toda a dor que destrói toda a vida...
Mas sou apenas um poeta e isso é apenas poesia
pensar que eu sonhei tanto ao seu lado
e acabei me esquecendo que enquanto eu sonhava
você vivia me trocando assim por qualquer coisa
que pareça humana e sequer é capaz de alegria...
Eu sou apenas um poeta meu amor
desculpe se eu não soube ser o seu amor
se eu não servi para o seu sorriso
mas você foi a minha mais verdadeira felicidade
e é por isso que eu ainda te amo e sinto tanto essa dor
é que amor que há em mim por você
sempre existirá pois você foi a minha felicidade
não sei terminar poemas muito bem
mas escute só mais uma coisa mulher
com você os meus planos eram sonhos de vida
e isso minha querida vai muito alem de tudo
que um dia eu pude sonhar.
Isso foi e ainda é amor
o maior amor do mundo que nem o tempo vai descartar
e o futuro ainda vai sentir com meus sentidos
em cada amor em cada poema escrito
o amor com o qual te amei
pode não te parecer o mais bonito
mas é o amor da minha vida
britando feito um hino o seu nome
que para mim agora dói mas ainda é tão lindo.
Te amarei eternamente
mesmo que eu não seja eterno
será eterno o meu amor
esse amor que sempre será o seu amor.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Adeus insular

Me dizem adeus as luzes de agora
sem pressa eu vou não tenho bons motivos
para olhar a hora
se eu for assim tudo bem certo
ninguem olha pra mim
eu tenho medo do seu medo
e temos medos demais
dentro de uma sombra sem historia alguma
eu brinco com suas fobias
e te imagino grande para mim
não posso alcançar onde quero ir
do outro lado do farol quem é que me diz
se eu for sozinho vai ver lá adiante vai
você vai ver que eu vou sozinho sim
e estou sozinho sim mas estar nunca foi ser
e se for de ser que eu seja então se é natural a solidão
eu brinco com meus sonhos desfeitos
de todos os planos eu já lancei mão

Pequeno poema apenas

Venha me dizer doce pequena venha
que todo o mundo se refaça ao saber
que seu poeta é inteiro poesia
que a alegria é uma metafora de nossa euforia

Institucionalizar

Eles tentara me institucionalizar
com quartos e paredes estofadas
comprimidos e soro nas veias
mas eu não o tipo clássico de herói
sequer sou um herói em meu tempo
meu tempo não precisa de um Hércules
fardado co seus mitos e excessos
precisamos mesmo é de quem beba
e fale e fale e cante e cante e grite
um grito que seja uma poesia tão absurda
que faça a loucura perder todo sentido
e ser bem mais real que os sonhos que sonhamos
antes de toda essa cidade e esse céu que cai
feito um torpedo de ânsias e azul
nos fazendo envoltos na essência
vitimal de ser e existir como o que somos agora
por isso não queremos Hércules
queremos um soco da mão mais sangrada
dentro da velocidade entre os estilhaços do tempo
Eles tentaram me institucionalizar
com horas certas e palavras comuns
eu descobri dentro da noite um mundo
onde meus versos se mostraram maiores
maiores que tudo
maiores que o sol saindo dentro de um outro sol
explodindo num varal de maio como se os dentes fossem
um adorno opcional depois do que se quer dizer
Eu gosto dos meus dentes
mas os poria a prova em prol de uma ideia
portanto rendo minha arcada a quem quiser
discordar com vigor e fúria
nosso tempo é um mundo girando
e eu só sei que até parece ciranda
se você deitar na chuva e ver o céu girar
Não tenho o charme robusto dos poetas armados de amor
dos poetas que amaram e foram amados alguma vez
carrego comigo apenas esse refrão cinza de tanto se gastar
mas é o meu refrão e esse meu caro
eles não puderam institucionalizar

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Minha cura

A febre me atormenta agora
eu como um pequeno prego diante do vento
passo sem ferir mais do que onde me deito
rezando por uma melhora
distante a esperança a saudade me faz ver
imagens que suponho e quero
retratos ainda não retratados
ás margens de um toque
meu corpo quente pede por carinho
carinho que seja cuidado e também seja amor
a febre me atormenta agora
meu corpo dói duro fardo de meus passos
quando te ver como será ao te encontrar
me vera feio e magro e me sentirá esfumaçado
dentro de mim como uma luz
sem direção eu apenas queria o seu carinho aqui agora
teu corpo e teus olhos
sentir seu cheiro desfilar em roupas intimas
em suas mãos tocando meu corpo
em cores frágeis de sabor marcante
como eu queria te amar
te amar com minha boca
com meu corpo e imaginação
sentir cada pétala se desfazer suspirante
em meus lábios que agora se desfazem de febre
sentir meus lábios rezarem um prece apenas nossa
onde seus gemidos minha mulher
é a mais doce oração
como essa noite eu queria te amar
e de minha febre num ato de amor
pelo amor da febre
em teu corpo quente me curar
pois teu amor meu amor
me sacia e enlouquece me faz querer continuar
febril jogo de nossos músculos açoites de suor
palavras caladas em beijos
sim essa noite minha pequena
eu queria te amar...

Versinho amestrado (ou será que toca tambor?)

O céu de outubro enfim veio anoitecer
com flores sombras e cores eis que enfim aconteceu
bebendo a aguá das flores que não beijam mais
beijaram a primavera e o sol
agora descansam em paz

ninfas de olhos decotados
destilam antigas intrigas
em frente aos jornais se entregam loucas
são apenas fotografias
e eu que andei ouvindo aquela canção
sim a estrada é longa e torta
como uma antiga magica de repertorio
e os vagabundos todos vieram ver o céu
pois outubro se entrega aos dentes
como os corpos a cimitarra

vultos azuis de tanto se queimar
e ainda posso ver aquela ninfa entre as flores
das flores a aguá roubar
venha comigo e venha beber
cegos procuram um deus que não os pode ver
ele agora usa o mesmo cabelo
barba já não tem mais
e as fadas se tornam verdes
descansando sua ternura em paz
enquanto os olhos morrem dentro da imagem
negra e sonoro da esperança
beba das flores assim como os faunos
se deite da dor entre as mentiras
beba comigo da aguá do jamais

crianças sem dedos correm entre as avenidas do meu quintal
e eu vejo as cores dançarem mambo
enlouquecidas de temor
meus nervos gemem de prazer nalgum varal
desnegado humor
santos vendem pecados em sua missão
corações mecânicos se envolvem numa antiga
e triste encenação
meninos como homens
meninas pastoreiam animais
macacos tocam guitarras no natal
arvores não me dizem nada alem de suas sombras
em vão busco um sentido
que vá alem da dor entre o que já foi sentido

judeus rastreiam castelos verdes de outros maridos
pequenas porções de uma antiga magia
e ainda se pode ouvir os reclames de Golias
redes televisivas transmitem a vida fora do ar
e o mar apenas noticia macacos a navegar
homens vão a lua e esquecem aniversários
competem por mais sangue e jogos universitários
debates sobre dogmas e materialismo
e a metafisica tola dos banidos
especiais de cinema onde se ouve rock demais
joias nucleares explodindo em pulsos pré pagos
tudo tarifado em redes bem reais

e eles tomam ônibus e cocaína
se você piscar tomam toda a aguá da piscina
essência de morango e outros carnavais
maconha e éter nunca sobem mas tanto faz
ela dançou a dança mais antiga da cidade
depois do zoológico é apenas baile da saudade

bananas mestiças e ourives populares
num Líbano deposto e bem disposto a negociar
por favor madame animal não pode entrar
bem nascidos filhos netos de guarda guarda civil
sem dinheiro ou moral sem sequer estilo
largando as flores em plena central do brasil

fumando meus cigarros eu posso entender
que esse cara no espelho podia muito bem
ser alguém mas é bem diferente de você
até as avenidas que eu vejo se dobrarem em meu jornal
estendem suas línguas mortas e velhas
feito confete gasto de um outro carnaval
esfrie o corpo pois a cabeça já pirou
acenda mais um e ligue 190 para o pai do seu amor

malditos vermes vem beber meu copo então
trincado com uma mão boa
eu passo a vez
e nessa noite num céu de outubro eu digo okay
entre Ciganos e Bruxos e Cowboys
agora eu sou Chinês
faço meu mercado vivo e não levo carrinho para sequestrar bebês

numa jaula dê outra banana quem sabe um tambor
mesmo num país deserto sinto informar
mas junto de animais madame não pode entrar
gêmeos jocosos exibem sorrisos enforcados
queimando seus mamilos nos genitais do diabo
e tudo isso eu fiz ou compus
meu sangue corre e a tosse excreta pus

doenças e piadas bem banais
sonhos e esperanças girando num espiral
a fumaça corre feito um furação
e as estrelas dançam noturnas valsas de perdição
abdômen  roxo de manias esquerdistas
e quando vem o panico quem é mesmo que corre com a noticia
nem mesmo em cinema parece ocorrer
eu vi luzes estranhas no banheiro
antes mesmo de falar com a TV

Em cuba choram o que sequer a líbia pode chorar
e acendem velas pseudo-ateias ao beduíno
pouco santo e velho sangrando até gritar
ouço enfim o chamado da oração
um pedaço riscado de giz chamando tudo que vê de coração
sem regras ou banquetes apenas os falastrões
bobos-da-corte em si neófitos e foliões

sambas e rock's juntando tudo numa mesma sacação
fazendo poesia ao céu com as tintas do chão
na coreia-do-norte o padrão e oficial é por lei popular
lá não tem madame, mas animais também não podem entrar
sem áreas de lazer ou reservadas aos fumantes
acho que o meu esporte predileto é mesmo rimar
amar eu já amei e agora eu tenho essa paixão
por poesia e loucura e inquisição
a opus dei me deu uma cartilha bem legal
falando de caras legais de pátria e de moral
amar eu já amei e agora levo comigo essa piração
é poesia e loucura o nó da minha embarcação

mas sinto lhe dizer madame o que agora vou falar
animais no meu lirismo
mesmo acompanhados não podem entrar...

Soneto de bom dia

Um dia vai começar eu sei
sim eu sei bem que mais um dia vai começar
ensaiando o passo de quando vou te encontrar
já que te achei o remédio é te amar

e é tanta saudade que nem cabe num verso
sequer as linhas mas assimétricas cabem na métrica
enlouquecidas de um verso de amor
que só pretende dizer assim

que seja comigo ou para mim
enfim roendo os vocábulos e todos os dicionários
roubando versos que fosse então

nada é capaz de dizer como diz um beijo
quando a boca quer ser a extensão de um coração
que só sabe agora por você amar...

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Eu só quero um beijo seu

Sim eu quero te beijar minha pequena
pois sem teu beijo nada adiantaria
seria como um lugar em canto algum
sem teu beijo nada teria o doce sabor de seu corpo
doce essência que meus dias pedem em cada segundo
para te beijar com flores
te beijar com os olhos
para te deitar em meus sonhos
te fazer ver o meu desejo
te querer assim em um beijo eterno
sem um segundo para a saudade
apenas um beijo seu e eu posso voltar
para minha casa para cogitar as cores da parede
do lugar que será nosso
e onde faremos um lar
que é pra você me ver assim
sem precisar me espionar
e eu poder te dizer sem precisar disfarçar
que eu ando apaixonado por você minha pequena
e não precisar me esconder em respostas
que deixam você só subentender
o quanto eu gosto de você
por isso eu quero um beijo
um beijo seu minha pequena...

Seu beijo

Eu só queria agora te beijar e sentir
seu corpo quente e tremulo
junto do meu corpo 
bem perto a roçar
e sentir seu perfume doce
seus cabelos a me envolver
tocar sua mão
tocar seu corpo
sentir você e todo 
o nosso amor contido nisso
contido em certas palavras 
ditas as pressas
entre os carinhos 
e os suspiros
num dialeto de amor
onde as expressões 
são beijos
são toques
tudo que eu mais queria agora
apenas o seu beijo
sua boca junto da minha
minha boca junto da sua
num beijo
apenas nós assim
nos confundindo
entre beijos 
entre abraços
no escuro de um cinema qualquer
lançar minha mão
pra segurar a tua
ver o filme passar
dentro os olhos
como eu queria 
o seu beijo agora
e não é um truque
é a verdade
quero seu beijo de amor
para aplacar
essa saudade
essa vontade
de
você
dos seus beijos
seus carinhos
do seu cheiro
em mim me invadindo
tudo que eu mais queria
minha querida
é seu beijo
seu beijo 
meu amor...

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Isabella VIII

Tudo que eu mais quero agora é o sol
quero dizer o sol de seu abraço
o sol contido no calor de seu beijo
o calor de seu carinho de mulher...

Minhas mãos querem te tocar
pois sabem que a razão de minhas mãos
é tocar seu rosto é segurar suas mãos
e te segurar bem forte para bem firme te abraçar...

E assim na extensão inquieta de meus braços
num abraço sentir seu coração pulsar
vibrante cantando uma canção de amor
cujo final amor é sempre um beijo doce e eterno...

Você sempre tão linda me faz tremer
impaciente e louco feito um bobo por seu amor
acordando assim todas as manhãs 
como se fosse sempre a primeira

Com a fome de seus olhos e sede de seu corpo
me exilar em seu sorriso me deitar em seu delírio
fazer de seus cabelos o meu céu estrelado
te-la comigo a cada instante dentro da nossa eternidade

Sufocar com nossos beijos a sua ausência
que doce encanto é ter você junto de mim
minha pequena é doce te sentir assim
canção de amor que cantamos a sós...

Pois eu andei por muito tempo distante em outros lugares
como que me protegendo de algumas vozes
agora eu posso sentir que essas vozes não me afetam mais
pois agora temos um ao outro como num conto clássico

Eu te achei e nos olhamos
supõe então pequena que quando nos vimos
foi como se nos céus a musica mudasse
e dessa vez eu sei essa é a musica definitiva

Meus pensamentos desenham seu rosto
como um quadro cheio de cores onde eu sinto a vida dançar
e em minha mente tudo esta correto tão correto agora
como se entre meus dedos eu pudesse sentir meu coração

Mas sabemos muito bem que dessa vez estamos certos
sentimos que dessa vez estamos  num lugar melhor
e quando olhamos segundos antes do beijo
sentimos e eu sei bem que sentimos e sim estamos certos

Meu desejo molda seu corpo
na estatura de meus desejos
você é quem me sacia de uma maneira louca
me fazendo querer mais e sempre tanto e sempre

Ouvir sua voz quando me chama é saber
que sim fomos feitos um para o outro como 
se só tivesse sentido o meu caminho
se o destino me levasse até você

Enquanto você sorri
eu apenas olho seus olhinhos
que são as faíscas mais lindas
pequenas porções estelares

Como não dizer isso agora
eu penso e constato
que o que sinto é sim
sim é amor

Toda essa ternura no olhar
toda essa loucura em te ver
e como eu posso dizer
fazendo uma poesia que esteja a sua altura

Para dizer minha pequena
que sim eu amo
sim minha pequena
eu amo você

Você que é linda
como uma primavera florida
como um poesia maior
você é o meu grande amor

Teu amor me invade
feito a maré cheia em certas casas
em teu corpo naufrago
brancas colinas onde a doçura me seduz

eu que te amo agora
e te amo aqui
para te amar sempre
te amo num eterno amor sem fim...



Deixa ser assim (não há mal algum em pecar bastante)

Quanto tempo antes do tempo certo
rever as opções me fazer sério
sair para ver o mar ou apenas sair
cair com meus delírios ou apenas cair
Vou lá ver e se for tudo muito claro valeu ver
que essa noite enevoada de fumaças e doses
tem qualquer coisa que se espalha
feito uma doença alegre dentro da euforia
repelindo as quartas de cinza
num eterno porre todas as manhãs 
não querer acordar
sentir o sol fazer fechar os olhos
águas correndo desde algum canteiro
olha a chuva caindo e pode ser que chova
e se chover eu ando pensando
que vai chover o ano inteiro meu bem
e olha que o samba não tocar uma nota sequer
sem que se note uma nota de mulher
feminina e pequena afoita e diferente
Quanto tempo nos resta ate o sol chegar
e se ficar serio será que eu vou entender
que a liberdade é um dom é uma canção
é toda a poesia dizendo para se viver
para se amar como se amar fosse bem maior
que a extensão dos dias devorando os moveis
salivando as horas e salivando a razão
dentro de caixas e bilhetes envolto em fluidos e pêlos
como fechando os olhos ao sol em púbicas passagens
tornar publicas as cenas mais sujas e intimas como quem
se distribui espalhando a noite onde está
por beijos e abraços tapas e arranhões
fazer dos gemidos mais secretos panfletos da boemia
cegar as luzes e gritar aos automóveis
chaminés mais lindas expelindo nicotina em meu rosto
possuindo meu corpo que é notório e publico
publicas passagens onde o mundo vem se perder
Quanto tempo até o tempo certo chegar
e se o que é certo só vier atrasado
qualquer coisa como o transito atrapalhando o carro
que quer te trazer e que vai te trazer
até aqui e pode ser mais adiante onde ninguém vê
mas também se for aqui onde os olhos se deleitam
ao nos ver deitar que outras mãos nos toquem
que sonho é poder tocar a canção do delírio mais doce
dos gritos mais loucos se enrouquecendo ao gastar da noite
por dentro de ruas e becos em esquinas escuras
iluminar os olhos com a nossa visão
com seus gostos e cheiros com seu perfume mais intimo
me embaralhar entre suas pernas tantas pernas repletas de poesia
mas não diga mais nada mais nada não
que toda minha atenção é como uma tempestade
invadindo seu mundo beijando suas fantasias
ofegante métrica fazer transpirar de êxtase
o seu mais púbico lirismo desfeito e molhado
caindo aos cantos embriagado de seus odores
estender meus músculos numa elasticidade lasciva
enojar a moralidade me entregar ao que é espelho do que sou
sentir a textura de sua pele roçar meu peito em insuavidade comoda
jogos escuros de banir a solidão
o que é pecado e doce
suave erro que a pele sente ao se contrair
doce entrega que nos condena a todos os olhares

Isabella VII

Eu vago pelos cômodos como uma lembrança
a saudade refaz um caminho doloroso em minhas veias
procurando seus olhos minhas mãos sentem sede de sua luz
e eu como um circense inquieto salto dentro de nossos sonhos
como se as letras de uma carta tivessem vida
eu quase posso te ouvir me chamar
Como um naufrago dentro das estrelas
eu apenas persigo seu perfume numa vaga lembrança
minha saudade de você eu não nego e nem engana
pois quando como agora a noite vem
e o dia se aproxima
nem toda a poesia faz você estar aqui
Você que é linda como a noite
linda como uma bandeira vermelha onde meu peito escreve seu nome
linda ainda mais linda quando me beija
linda como a primavera
linda como o sol quando sai o sol
linda pois é a mulher que eu amo
teus olhos me deixam em êxtase
teu corpo brancas colinas onde meu corpo se aquece
minha poesia quer te trazer quando não está
então eu saio pelas ruas buscando seus olhos
buscando a noturna textura de seus cabelo
embalado pela saudade
meu peito parte em sua procura
por entre prédios onde nunca entrei
ouvindo musicas nunca antes escutadas pela humanidade
reinventando seu nome num som passional
escrevendo poesias em jornais
querendo te levar comigo
pois você minha pequena
sim você minha pequena
me faz tanta falta quando não esta aqui bem perto
poder ouvir tua voz
e ter a alegria como algo concreto
você me faz tão bem
muito mais que paz é o nosso amor
por isso minha cara
ouça bem quando eu disser
que sou o cara mais feliz
por ter o seu amor pra mim
minha mulher...

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Isabella VI

Eu quero tocar sua mão agora
não apenas tocar sua mão
eu quero de sua boca ver florir um beijo
eu quero um beijo seu sim

Num parque ao sol de um céu só nosso
entre seus olhos me encantar com seu olhar
e me deitar tranquilo em seus braços
e sentir o carinho definitivo

Ver florir o dia dentro da certeza
passear em sua vida que agora é o meu caminho
sentir seu corpo sentindo o sol
me perfumar com seu cheiro minha querida

Você para mim é a vida sorrindo
espero vê-la quando esse poema ler
ouvir sua voz ao telefone quem sabe
para fazer o dia correr mais feliz

Pois como eu quero dia desses te levar comigo
quem sabe um parque e depois jantar
sentir seu rosto bem pertinho corar
com aquele beijo que eu quero tanto te dar

Então pequena por isso eu fiz esse poema
cheiro de quadras e rimas e poesia
eu que sempre um sonhador
tanto sonhei e agora enfim eu te encontrei

Minha morena minha pequena
me deixe ser seu agora
sim como é tão linda e 
o nosso tempo é toda hora

Venha comigo pegue a minha mão
sim...Sim...Não solte a minha mão
que meus olhos só querem juntos aos seus
num beijo eterno de amor se fechar

Você que é linda como sol
manhã de sol teus olhos são a luz
a invadir meu mundo e iluminar
me faz querer correr até o sol está

Lua como se rua fosse apenas brilhar
mas é que a noite é apenas a metáfora
para beleza escura de seus cabelos longas redes
que tecem meu destino

E eu me redescubro como um menino
entre seus toques suaves de amor então me beija agora
beija esse poeta que só sabe cantar o amor
e essa canção é uma canção devota

De quem um dia achou que não havia mais amor
e descobrindo assim você
redescobriu olhar o mundo
e de sua beleza a esperança se espalhou em tudo

Sim você que é linda feito o mar
incansáveis olhos onde a vida veio me dizer
sim acho que a vida agora é você
e sinto isso ao te ouvir dizer meu nome que fica bem melhor na sua voz

Como se minhas mãos querem tocar seu corpo
se minha boca tem a sede do seu gosto
e meu peito quer fazer casa bem juntinho do seu
não sei bem ao certo se é certo sentir assim

Mas quando penso eu só penso em ti
e o meu pensamento brincando de sentir
se sente mais como se tudo fosse um sonho
e sim como é doce sonhar com você

Minha pequena e doce
venha comigo em minhas mãos
num beijo de amor que eu quero te dar
sinto o seu perfume e posso imaginar

Que em seus sorriso eu posso também sorrir
sim como é doce o doce dos seus beijos
que me embaraça e me deixa ao meio
tudo em mim quer te pertencer

Minha pequena por favor venha comigo
meu corpo de seu corpo é cativo
me faz feliz assim se me deixar ser seu
pois você que é linda como o sol

linda como a manhã das cores
cuja beleza é maior que a liberdade
sim você que eu já conheci amando
pois os seus olhos são a flor do encanto

As negras redes noturnas invejam seus cabelos
as brancas nuvens sua pele suave
como não te amar
se você é um sonho pra mim

Sim seu nome agora eu posso cantar
a mais linda canção na terra a ecoar
como se a vida toda fosse apenas um motivo
e sim é apenas um motivo pra te amar e fazer do seu corpo o meu abrigo

Minha pequena me deixe te levar comigo
meu grande amor
meu doce motivo doce milagre de olhos iluminados
sim eu confesso estou apaixonado por você...

domingo, 16 de outubro de 2011

Isabella V

Eu queria escrever um verso assim que dissesse bom dia
que te levasse as flores que eu quero te dar
quero escrever uma poesia que diga ao dia
que seja bom para você e seja bom para mim

Quero escrever a poesia que cante seus olhos
que quase fecham quando sorri
que tenham as palavras todas que você me diz
e que me deixam tonto ao me ouvir repetindo assim

Eu quero apenas constelar o céu com seu nome que é lindo
com seu perfume que é demais
com seus passos carregados de poesia e paz
que me fazem  enlouquecer esperando por você

Sim como eu quero escrever a poesia
que a faça entender que esse rapaz anda bem diferente
e que se o samba vem assim súbito e de repente
nada tem com o mundo ou com as coisas que se pode perder

Sim essa alegria tem nome de mulher
e eu só queria te fazer entender
que essa mulher é você minha pequena
e que toda poesia tem seus olhos de jabuticabeira em flor

Que seus cabelos são a noite negra
adornada em perfume de amor
envolvente canção eu quero cantar
mas para tanto seu nome já me basta

Para meu espirito teu corpo é a essência da palavra
que traduz em luz e sede toda a fome e desejo
que tenho por você meu amor
que é linda como nunca vi e perfeita como nunca senti

De seus seios até meu peito pulsam os pensamentos
como se fossemos um só banhados em nosso sonho
triunfal entrega celebro em sua boca os nossos beijos
suave toque te amar é ter como os anjos a graça

Queria escrever um verso dizendo bom dia
para te acordar com beijos
rosa de caricias plenas
minha doce e eterna pequena

Isabella IV

Ninguém consegue entender o sentido disso tudo
eu que andava com a cabeça cheia
agora pareço estar melhor
de uma maneira estranha estou melhor
como um anjo que entre os anjos se refez ao cair
envolto em sonhos me desfaço das ilusões
me abraço aos seus pedaços dentro da minha cabeça
como se meu peito jorrasse uma cor absurda
eu não sei muito bem como entender o que eu sinto
e talvez o segredo seja que não há mistério algum
ouço canções de amor onde o amor é distante
ouço meu coração e posso entender a loucura desse sentimento
quase posso entender meu coração cicatrizar
como um milagre verde de magia secreta
se fez a noite num coração entardecido
sinto florir a primavera entre meus pêlos
banhar meu corpo com a alma dessa alegria
sentir o prazer enfim se fazer lar
como é doce amar quando se ama assim eu penso
e num outro momento se ela comigo esta
sequer eu penso pois ao lado dela é apenas o sentido imperando
feito um milagre crepuscular de sua pele branca e macia
terna de doçura e amor onde repouso entre seus cabelos
espiral noturno de redes negras a me envolver
me inspirando dentro de seus olhos deitados em sono
sonho que eu sonhei e o tempo e as dores me fizeram esquecer
sonho que agora eu sonho
pois viver já não basta para o que eu sinto
seus lábios doce erva de feérico absinto
tudo quando eu queria agora eu tenho
tudo que eu sonhei contigo eu sinto
ninguém pode entender isso que agora me ocorre
talvez seja pois nos corre as veias feito uma avenida
fazendo de todo atalho avenida para o lugar santo de nosso encontro
onde o encanto se encarrega de nos brindar
que venha o tempo ou mesmo que chova o ano inteiro
meu corpo só quer o mesmo cheiro que o seu
minha vida quer enfim nem mais ser vida
quero apenas sonhar e por minha vida que agora é tua
ver e sentir esse delírio em teus braços me embriagar
do seu perfume, seu cabelos, seu corpo, seu jeito
ninguém pode entender o que é isso que nos ocorre
que toma os olhos e as veias o sangue faz menor e correr
a jorrar e me se querendo maior queima-se inteiro
o que não tem receita ou medo
o que sequer pode ser direito ou anarquia
me fazendo festa e alquimia
talvez todo o segredo seja que não há mistério algum
pois quando sua mão tocou a minha eu soube ali
desde bem antes nós seriamos um

sábado, 15 de outubro de 2011

Como não amar voce

Como não amar seus olhos lindas esferas ardentes
seus cabelos negra noite suave e constelada
de sua boca até a minha um beijo floresce
doce enlace de meu desejo por você

Seu sorriso é como a canção mais limpa e doce
ter você comigo é ter enfim a alegria
como é bom estar bem junto de você
sentir que sua mão é a cor que conduz meu dia

Nosso sonho é um sonho dentro dos nosso sonhos
segura minha mão não solta minha mão
venha comigo e eu me faço abrigo

Não por favor não diga não
venha comigo minha doce pequena
impossível não te amar se é você a minha canção...

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Aos críticos literários

Aos críticos de minha poesia
fico bem grato por tamanho manifesto
por festas que fazem com meu meu nome e fama
me afamando aos quatro ventos
fazem mais por mim fúteis manifestos
e assim sendo acho que em curto prazo
propagam meu nome mais
do que meu nome vale eu acho
A todos um brinde doce de meu copo
e a fumaça de meu cigarro
me pintem como o diabo
e de toda graça eu faço versos
não aos críticos literários
mas a vida que é bela e doce e santa
que é tamanha e nem sequer se espanta
com tão sujos comentários
vis ameaças vãs pobre piada
é você critico literário
com minhas noites gesto
o lirismo como quem nutre o universo
negras redes me encantam em ricos versos
tenho comigo todas as dores do mundo
pulei por isso um cem numero de janelas
contudo agora meu caro critico saiba bem
que quem é da boemia vive bem
e pouco se importa
com sutis diplomacias
calar a boca do poeta
é coisa sem democracia
contudo o poeta sabe bem
que não se pode calar a poesia
e dia menos dia a noite é a vida
e a rima uma continuação
e se me querem malvisto
pois bem eu me visto
com a métrica de sua satisfação
e se é para bem entender
e fazer crer toda minha composição
eu faço um verso bem rimado
verso de gritante poesia
com métrica alexandrina
que é pra num restar duvidas
e alimentar a critica
muito bom quem forja nomes
e por outros assina
mas é que acho bem melhor
cada um viver a própria vida
eu que tenho quase nada
um pouco ou o tanto que me basta
não qual a razão
para me chamarem de canalha
se meu passado me condena
deixo i juiz ser o tempo
certo que seu julgamento
sera minha justa pena
então meu caro critico literário
que aos poucos tece
em resumidos comentários
insultos  sujos e rasos
largos de profusa bestialidade
se meu verso não tem rigor
e minha poesia pouco humor lhe traz
peço que me deixe em paz
pois na guerra eu sou doutor
peça a D'us proteção
meus versos podem ser
piro que o Satanas
e afugentar de seu lar
toda alegria que sem poesia segue
por isso eu digo e repito
viva sua vida
deixe que a minha vida
eu mesmo vivo
então meu caro critico
não seja vil sequer seja cretino
viva sua vida
ache um amor
faça poesia seja como for
me deixe em paz com minha poesia
me deixe aqui com minha vida
que é ela e é a minha poesia...

Isabela III

Como um naufrago eu transitei
em ruas escuras por vezes
o único caminho sensato foi o muro
quantas estações até você minha doce pequena
eu me escondia em rituais de dor e entrega
desconhecia a alegria antes do seu sorriso
eu era da noite como um vago luminar sem razão
até você minha pequena 
até você
pois você que veio para mim
como vem a primavera
cujo o olhar me enlouqueceu
Como pode ser
como foi acontecer
que eu ali assim
fosse ate la 
e visse você
e sem querer
sairmos juntos de lá
E eu nem sei direito como te dizer
e acho que sequer você poderia também
a verdade é que juntos descobrimos
que alem do mundo
existe outro mundo 
e nesse mundo 
somos só eu e você
você que é doce
você que tem esse olhar
você cujas estrelas tem inveja
você cuja beleza eu vou cantar
moça mais linda da cidade
um minuto é tanta saudade
seu beijo é meu sonho
eu quero te beijar
e assim como as flores
como o céu
e como o mar
como o sol cedo na praia
em ti meu quero me encerrar
em seus beijos
seu carinhos
nos seus sonhos mais íntimos
em seus dias
entre seus vestidos
como é doce
te amar

Andaluza III

Quiero escuchar tu voz
mujer que ha estado dentro de mí como una canción
niña, cuyos ojos son estrellas en mi camino
canción de amor para mi es tu nombre 
porque eres hermosa, su pelo es negro como la noche
constelación de infinita belleza, 
donde mis sentidos se van a ver el sueño
Su piel es blanca y suave como una flor
su paso es bello y dulce como la danza
No sé cómo decirte
Trato de decir en nuestro idioma
Quiero decir que yo quiero escuchar a su cuerpo
Ángel de seda tu nombre es mi oración
con mi cuerpo que es duro como el mar
quiero escuchar la suave cancion en un beso
su canción de amor y de entrega
nuestra canción de amor
en la noche la lluvia sigue
en mí el deseo de estar cerca de ti
¡Qué dulce la mirada de la mujer que amo
dentro de mí como de un centenar de miles de estrellas
Siento tu perfume
fuente eterna de amor
mi corazón canta como un incendio
mi nombre al lado de su
un verbo que desemboca en la eternidad
Quiero besar tu boca
quiero abrazar a su cuerpo
Yo quiero estar conmigo
en el universo de su presencia
mi andaluza

ps: peço desculpas por meu espanhol ruim que em nada esta a altura de voce minha cara e doce...

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Luar ou a granada na porta

Tem quem me diga que a lua adorna o céu
eu pouco sei da lua
preciso consultar mapas astrológicos
guias espirituais me falta metafisica
para entender a lua
para sentir seu perfume
me falta tempo para entender
que todo o tempo aqui
é pouco frente a lua
que o mundo adorna lá do céu
mas e quando tudo se for
e sequer houver quem olhe a lua
ou diga ouvir sua voz
ainda haverá luar
ainda haverá perfume
ainda haverão noites de luar 
quietas noites onde o perfume de mulher
é como a lua a adornar o céu

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Isabela II

Hoje eu ando pelas margens
guiando as sombras dentro de paginas
eu sou a fera escondida atras do muro
e a casa vazia repleta de barulhos
a sua espera  minha doce pequena
a sua espera como quem não sabe mais
o pesado fardo da desesperança
eu me atei ao seu corpo feito uma criança
meu sonho sempre foi da cor do seu
sim seu beijo agora é o meu porto
onde meus lábios querem se deitar
minha pequena e doce esperança
como não querer você em minhas veias
se meu corpo quer sentir seu cheiro
se tudo em mim já pede por você
não sei como dizer o que eu sinto
sim seu corpo agora é o meu porto
como é sensível o toque e doce seu gosto
como é perfeito te ouvir me chamar
não sei como por fim eu naufraguei
para enfim em seus braços aportar
sonhar contigo o mesmo sonho
que eu pensei que fosse apenas meu
vai ver tudo até aqui foi um grande engano
e já fazíamos parte dos nossos planos
antes mesmos do que o destino nos fez descartar
nem sei se foi tão certo quando te acertei
mas foi tão magico quando enfim te achei
na fantasia de um dia te beijar
sim pois é como um sonho que nunca sonhei
ainda melhor do que um dia pensei
meu peito pulsa em sua mão
e o meu destino com o seu quer andar
como andar sozinho se existe você
e só você enfim foi quem me fez ver
que mais que nunca é bem melhor que agora
que minha vida dança a sua volta
e que meu peito pulsa dentro do seu
sim minha alma quer pela sua alma cantar
em versos longos a vida entregar
sinto que agora eu já nem sei mais
sei que seus olhos são a minha paz
e nada me fez assim tão capaz
de sentir que na vida podia haver tanto sentido
e agora esse sentido é você
não me diga adeus como outras disseram
não me diga adeus como eu disse a tantas
beije-me com ardor
cale minha boca com amor
me cale com beijos
pois eu tenho medo que seja apenas um delírio
e acordar assim numa manhã cinza
ainda mais cinza num mundo sem você
num mundo sem você
qualquer coisa pode me ocorrer
sem essa ideia de amor que paira no tempo
guiando minhas velas num vento sem par
quero ir junto de você minha pequena
para te dizer o que outubro diz as flores
para fazer contigo o que a primavera faz a cerejeira
eu que subi tantas vezes tantas escadas
onde cada patamar era um abismo
agora ao seu lado eu me ergo febril e ultrapasso
com a força de cem mil nuvens a dor
como um trovão eu me ponho diante da vida
ouço os apitos da fabrica
ouço os carros
sim como é linda a mulher que ama
como tem o rosto iluminado aquela
cujo desejo e a entrega se destinam ao seu amante
assim é voce minha linda
assim é sua luz minha pequena
como é linda a imagem de seus olhos
quando seus olhos me olham
mel iluminado da visão
como é linda a mulher decidida a amar
cuja entrega final é o principio de nossa alegria
como é lindo o seu sorriso pequena
como é doce o seu beijo
pequena espanhola como é doce o seu corpo
brancas colinas onde meu desejo se encerra
onde meus olhos se acendem
onde a primavera faz sentido
quero você aqui como assim estava a quase pouco
quero você aqui para que meus músculos 
se estendam em seu conforto de caricias plenas
quero me afogar na noite de seus cabelos
perfume macio da mulher que desejo
doce canção é sua voz mulher de estrelas
cujas as estrelas são mais lindas
pelo brilho que roubam de você
como eu te amo minha doce pequena
te amo como amam os pássaros
com a liberdade de um voo
eu vou até ai e te amo
com a liberdade de um voo
eu vou ai e te beijo num beijo que quer te levar
e eu só posso ir se eu quiser ir
mas como eu sempre quero e faço daqui
um novo lugar para poder dizer
um novo idioma para te fazer entender
que meses ou dias, horas ou semanas
nada é igual nada me engana
seria minha assim como sou seu
meu peito pulsa em sua mão
sim minha sorte se encerra em seu caminho
minha doce espanhola 
minha doce pequena você é o meu destino
e como eu quero ir ai agora
te beijar com força e desejo
pois tudo que eu desejo é seu amor e seu beijo
é sua entrega mulher de meus sonhos
quero me enforcar em seus negros cabelos 
noite de perfumes onde quero me deitar
quero me encerrar em sua boca
quieto suspiro entre nosso beijos
em ti eu me encontro como quem se procurava
pois adiante de você é meu lugar
pois diante de você estou
como certos devotos fervorosos
minha devoção se mostrará 
nas noites em vigília ao seu lado
e nossas orações terços de horas
por muitas horas dentro da noite 
a nos fazer em um só numa só devoção
pois teus pés são minhas puras relíquias
 torando o santo o lugar onde te encontro
teu beijo a hóstia de minha eternidade
onde eu comungo em plena contemplação
meu coração como um templo
teu corpo minha catedral onde os ícones expostos
fazem ver a alegria que é você em minha vida
sim o meu passo anda alegre
e minha alegria mais feliz agora
faz testemunha do bem que você me faz
eu sou o seu homem e você minha mulher
o mundo é apenas o mundo
todo o resto alem de nós é coisa qualquer
como eu amo agora eu sei
como eu te amo espanholinha
você é minha mulher
e tua a minha vida e doce o meu destino
desde que entrou em minha vida
cruzou a linha que separa o amor da poesia
sim minha poesia agora é você
mulher da minha vida
mais que vida você me faz querer viver
pois agora ao seu lado é meu sonho
como sempre foi e eu sequer sabia
sua alma e seus olhos contem toda a poesia
de amor que eu pretendia
por toda vida enfim agora achei
aquilo que eu tanto perseguia
e entre  os seus dias e suas noites
que sejam nossos dias e nossas noites
minha pequena
meu amor
amor de toda a minha vida
por toda vida eu sei que eu vou te amar
e  é tanto amor que mesmo assim amando tanto
nunca tanto amor é capaz de acabar
feito um sonho que se sonha tanto e quanto mais se sonha
mais se quer sonhar
assim eu te amo minha doce pequena
e assim eu vou te amar
prepara o caminho minha mulher
que noite dessas eu vou te buscar...

Andaluzia II

    vou sair para ver a rua agora
me leva embora nessa rua agora
seus olhos bem claros me invadem
me inquietam 
sua voz tão linda
me  faz  como fosse paz
como fosse apenas paz
meus olhos pequenos tão inquietos
em seus olhos expandidos na imensa luz
que o vento empurra aos meus membros
Me guie linda andaluza
linda andaluza me guie diante dos dias
dentro de seu olhar
como dentro de uma caravana
leito de luz plena canção
quero dizer seu nome e poder  entender
dizer seu nome de uma maneira  gigante
e onde os sons sejam 
como uma tarde de primavera
noite andaluza
tarde em  seus lábios
como é doce sim como é doce
me faz sonhar
me fez querer sonhar
doce instante
sua pele branca seus olhos de luz
a clarear como luz
luz que dos olhos vem
e os meus faz querer fechar um breve instante
breve instante de seus beijos
linda canção de amor
linda canção 
canção de amor
preciso de voce de novo
e novamente preciso de você
como uma onda
como o mar
quieta correnteza a me envolver
seu abraço é como um céu a beijar
estrelas e fatos
sim você me faz sonhar
linda andaluza
linda andaluza
me leve com você
como em uma canção
como essa estação como um trem sem partida ou chegada
onde eu possa seguir em você dentro das noites que ainda teremos
todas as noites desde ali
                                                                desde ali até a eternidade
todas as noites como uma repetição suave
                                                               de seu suave perfume
                                            de sua breve                                 presença de rosas
                                       você veio                                               com a primavera
                                                             primavera de estrelas
                                                                                        brilho da noite
                             com a primavera você veio
                                                                                      e eu sei quando você se for
                                                       sim eu vou junto de você...
Linda como a canção
                                 canção que antecede em beleza as canções
sua pele é suave e branca como é suave a canção
                                                                   e branca a sensação de te-la comigo
                                                                segure assim
                                                                                 nunca me solte
                                                                    venha comigo
                                                         venha sim
                                                                  e eu nunca saberei
                                                                                             como eu acho que sei agora
                                                                             me deixe assim como estou aqui
                                                        se assim é com voce
                                          e aqui for ao seu lado
então que o tempo volte ao nosso encontro
                                                    que pare ali dentro do nosso beijo
                                                                                  que o nosso beijo se anele ao infinito
                                                                instante do meu desejo
teu beijo é um sonho para os meus sentidos
                                       e teu amor o balsamo do meu destino
                                                                        desde ali eu sei
                                                                                    sim e você também soube
                                                                                                       ouvir sua voz
                                                                                     ter seu olhar
                                                          é ter a tempestade
                                      e ser o abrigo
                                                           você é linda como a palavra beleza
                                                                                      mas ainda mais linda
                                                                                             pois seu nome carrega
                                                                                   a beleza
assim eu te quero                                                                        assim eu te quero
como quem quer sempre                                                            como quem quer sempre
com uma sede de seu beijo                                                        com uma sede de seu beijo
                                             para nos unir mais que um poema
                                                 maior que a poesia
                                                 só a métrica de nossos carinhos
                                                 minha linda e minha
                                                 andaluza
                                                           como eu amo quando a noite vem
                                                           pois agora é quando eu vou ai te ver...














terça-feira, 11 de outubro de 2011

Almeria

Eu queria entender mais
saber um pouco melhor para enfim poder saber
o que agora eu sei muito bem num passado eu aprendi
o caminho dos erros leva a perfeição
toda medida é humana toda proporção é santa
eu não sei como te dizer poemas
palavras quando ditas se perdem no espaço
e perdem a proporção infinita que isso requer
como uma mão diante do céu
como o encontro da chuva
o que é ela
quem é essa mulher?
Já nem sei como dizer tantas coisas
não posso inventar um outro alfabeto
isso me esta vedado
queria inventar outras palavras 
uma nova nação desde nós dois
repovoando desertos com nossos carinhos 
devastar mistérios perpetrar segredos
me afogar dentro de iluminação
anunciada em seus olhos
Por favor reapareça assim no meio da noite
para me levar para onde for assim como foi hoje
que seja sempre
eu posso entender muito bem como é certo e bom
assim me deixe ai me leve para ver
te ver é bom e bom e como é bom te ter
e assim mesmo que chova eu vou contigo
nunca me deixe eu quero ficar a seu abrigo
seu telefone e todos os seus compromissos
venha comigo como veio hoje numa tarde fria
qualquer lugar é sol minha doce poesia
Eu so queria saber melhor
como fazer para te fazer seguir
me deixe ir com voce me leve contigo
para onde for
que o nosso passo
se acerte ao infinito

Isabela

Aquilo que para nós soou coincidência
só nos fez ver que a razão de nosso encontro
tinha outra razão que não aquela
e assim como o pessegueiro aflora ao entardecer
crepuscular fruto de nossas delicias
eu aguardo seu chamado
mulher dos sonhos
flor de moreno sabor 
encantada 
e linda
cuja as formas
cujo o toque encanta meus músculos
ao envolver num toque
sua mão com minha mão
você tem na boca o som das coisas que eu quero
você carrega toda a mitologia
do meu ser expressa numa ação
amo teu beijo como amo teu abraço
corpo de mar teu sabor é de madressilvas
gigantescas tempestades vem de mim
desde que sei teu nome como minha canção
desde que tua mão fez meu caminho ver
que era meu destino
estar junto 
de você
Agora eu quero apenas
agora sou apenas isso
agora apenas para meu rosto sua mão basta
para o meu corpo
teu caminho é o conforto
destino de primaveris jornadas cujos regatos
são a saciedade de minha sede
tua pele é como o trigo
colhido no outubro mais chuvoso
tua voz junto do som do meu nome é como prece
oração dos anjos assim é a canção vindo aos meus ouvidos
canção de tua voz
melodiosos passos
que te conduzem ao missal de nosso encontro
aqui eu te quero como quer a primavera
como quer fazer a primavera
fazer a a flor mais linda
aqui eu te quero assim para adiante te querer maior em tudo
para que sendo eu e voce
sejamos nós
e sendo assim que sejamos enfim
a liberdade
feito a palavra doce
que de seus labios vem e me encanta