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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Purim

Estou cansado de ser como aquele que segue só
meus olhos se inflamam com o passado e
lembrei de um perfume peculiar essa manhã,
pequenas recordações se entrelaçam num enredo de cores
como posso entender tudo isso agora

por favor deem espaço a vitima que passa
a caminho de um hall de culpas e elogios falsos
estou descartando uma centelha de nulidades
o seu destino sujou minhas mãos como um animal imundo
eu não tenho grandes esperanças agora

eu poderia estar falando de amor
mas como é dificil esse vazio que nos impede de amar
cuspa em meus calcanhares de bronze
sua moral é composta de barro e lixo
me deixe deitar como um animal
quem sabe eu saia como um puritano imberbere

numa bacia de prata exponha meus cachos
não sou um heroi dos sonhos sequer sei ser um heroi
me exponha na roda dos dispostos
com meus olhos que já brilharam num breve encanto
veja meus cachos luzirem na queda
ouça minha harpa de magoas 
mapear as feridas que sua mentira causou

Sim eu ja fui um rei grandioso
cuja gloria se estednia desde as estrelas até os confins
e naquela noite voce me ouviu dizer palavras doces de embreagues
voce me ouviu insistir e dizer sobre o mar
e quando eu era um rei por vezes cedi minha capa
como abrigo para seus medos e dores
seu pecado manchou meu espirito e os anjos agora me ignoram
voce podia ter sido a salvação
e eu acreditei por muito em salvação
mas o amor não é uma canção alegre de purim

sonhei com seus olhos outra noite
esqueci meus sapatos em algum lugar
e quando a noite vem só consigo repetir o mesmo 
som triste de inquietação
pois meus jardins não se prestam ao seu luar
num lugar frio e quieto eu sigo sem meus sonhos reais
e quando me olham alguns ainda podem ver
sim eu ja fui um grande rei
mas o amor não é uma canção alegre de purim

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