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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Porão do barco

Enquanto os navios partem
ainda posso ouvir os vermes rastejarem
meus passos são marcados num ritmo quieto
estranho ver os monstros festejarem nossas magoas
eu vivo para dançar com as sombras
numa noite chuvosa a fumaça escreve um recado
não posso controlar os gastos
dentro de um desejo estranho
te vejo como um espelho onde me beijo

truques da solidão me alegro se te imagino aqui
uma viagem completa na insanidade
seu sorriso me entorpece como uma picada
por favor me pique com suas ilusões
sonhos bons eu ja tive os meus

Me compre uma amizade confiavel
dentro de um pino desforme me convença
eu estou louco como um cão sem dono
dentro de uma carroça enferrujada
me sirva algo para beber e prometo não voltar

filmes europeus sem sinopse
cegos me guiando dentro da escuridão
sei seu nome minha querida
voce não pode me alcançar onde estou
mas insisto em estender os sentidos para abraça-la

Meus olhos se estendem calmos
como numeros antes da atração principal
e eu vejo os ratos subirem no convés
almas me perfuram os dedos como agulhas
meu pés choram pela chuva
e eu sigo chamando um nome
que não sei se é o seu
enquanto os navios partem eu fico esperando o anuncio

voce não pode entender mas eu sonho com voce
eu sonho com voce lugar onde jamais estive realmente
sensação de força lar dos bravos
onde digo seu nome enquanto deliro

ninguem pode entender mas eu sonho comigo as vezes
dentro de um espelho quebrado eu vejo os navios partirem
todos estão em brasa e eu apenas consigo voar
predios me acolhem com garrafas na mão
e eu digo seu nome dentro de uma frase qualquer
como um sacerdote inca querendo gasolina para se imolar
sou o martir de meus desejos

Prestes a iluminar devaneios com a chama da ilusão
num sabado de chuva eu bebo minhas dores
enquanto vejo os passaros agonizarem por uma valsa
por favor me esqueça dentro de um sistema solar distante
quero apenas segurar sua mão e sentir seu halito de malboro
aceite dançar comigo enquanto meu navio parte
me permita ser um anjo de arcenico em seus punhos cortados

quero rastejar entre seus pensamentos diarios
dentro de uma insuportavel reação confortavel de aceitação
ser um ponto de insanidade e risos entre seus olhos
queria ouvir suas canções amor de uma maneira simples
então me diga novamente seu nome
então me diga novamente seu numero de telefone
queria poder esquecer os navios partindo
mas os ratos dançam em meu estomago agora
e eu não sei mais
apenas sei assim e sei apenas agora
voce é a liberdade dentro da palavra liberdade
e eu sou como aquele que deixou os navios adoecerem...

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