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domingo, 11 de setembro de 2011

José e Maria II

Com calma olho pela janela
num quarto de hotel sozinho
a espera de uma certa moça
que nunca vai chegar
ela toca piano
e fala em outro idioma
somos estrangeiros sempre ela diz
seus olhos verdes me confundem
ao fundirem-se a minha ilusão
a saudade me faz beber por ela
a vontade me faz olhar pela janela
noite cinza e lá na frente quase vejo o mar
o marulho me ilude
quando quase posso supor seus passos
e da janela a luz dos postes a beira-mar
é quase da cor de seus cabelos
claros tão claros
e é claro que ela não vem
sem maquiagem
quase menor
a pouco seus dezoito
chegaram
Com calma olho o mar da janela desse hotel
enquanto bebo meu rum
espero ela chegar
mas é claro que ela não vem
sequer sei por onde ela estará
nem sei mais seu nome e
então como chamar
ela passou por mim e disse
coisas que saberei
quando ela me disser novamente
ela que é linda como o ritmo do sol
linda como o som da liberdade
quando se tem certa idade
ela que é linda pois me faz lembrar de mim
quando eu era assim
quanod não esperava a noite passar
num quarto vazio de hotel

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