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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Dragão

Encontre-me do outro lado
junto da barca eu seguirei
talvez soe um tanto vitoriano
deitar-me nas garras do dragão
Quero cair em sono profundo
num absoluto e quieto canto
me fazer encantado e maior
mesmo que a materia de minha loucura
e o combustivel 
de minha derradeira ventura
seja essa condição terrivel
de estar encantado
eu apaixonei-me muitas vezes
eu enloqueci quase sempre
e agora chegou o momento
a hora definitivo
de meu instante entre todos no mundo
farei de meus miolos a materia
para que tecam sua lira minha doce
canção 
minha dolorosa paixão
Portanto encontre-me do outro lado
seguirei com a barca
o dragão me levará em sonhos
pra onde os seus sonhos
me dispensaram
ficarei amarelo como o amanhecer
é bem verdade
meus olhos não seguirão mais a luz
com tanta videz e reflexo
sera notado entre todos
que estou a me despedir
contudo se para mim eu busco a hora
lá onde eu estiver espero
no breve instante das vidas humanas
te encontrar tão logo seus motivos
de viver
assim como os meus cessem
Eu não sou o poeta da minha geração
bem sei que não sou
e sem carga alguma de metafisica barata
dispenso a logica da esperança me disponho
assim como dispus-me a amar-te
agora disponho-me a partir
e lá te esperarei 
se acaso um lá houver
encontra-me do outro lado amor
busca-me
entre os perdidos
entre os que esperam
entre os que morreram de amor
um dia quem sabe nos reiniciem novamente
até lá seguirei amargo
por te esperar
pois te esperei aqui
e hei de espera-la pela eternidade
se acaso para quem como eu fizer
houver eternidade
eles me entederão 
sim hão de me entender
riram e dirão ele é poeta
ve pois a face palida
a tez amarelada
os dedos carbonizados
ele é poeta
deixarão
sim eu sei me deixarão te esperar lá
e sim eu cairei nas garras do dragão
definitivo será meu sono
onde sonharei contigo
amor de mil vidas...

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