Aos comentaristas


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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Parece que não sei mais...

A gente diz que esquece
e até inventa em outro alguém
um novo amor
depois dá com as costas na porta
e é na volta sempre
que se sente a dor
quando o tempo voltar
e nada pode voltar
algo vai servir
ja que agora nem eu sirvo pra mim
nada vai mudar
nada vai voltar
somos todos iguais
e eu sou assim desde sempre
desde sempre é muito mais
que esses dois dias
e esses dois dias 
muito mais 
que uma década
quem sabe na outra estação eu esteja aqui
mas não vou esperar ver o céu cair
pra correr até lá
e ver o circo encher a praça de graça
só pra me ver passar
estou em paz agora
eu devia estar em paz agora
e até estou
logo virá eu sei
eu posso ver
nascer um novo
e talvez 
grande amor...
Eu só não posso dizer
que esse amor continuará
a ser voce...




terça-feira, 27 de setembro de 2011

Complô ( esse poema é a memória de sua vitima)

Quando o sereno vier eu estarei lá
diante das tropas desnecessárias
como um pedaço sem cor do passado
eu recuo dentro de um som quieto
como posso entender
o que aflige meus dentes e nervos
Tenho duas cordas em cada olho
como uma criança sem sono
eu canto um socorro para as estrelas
reclamo seu nome como um hino
vendo sangrar em cada acorde
uma pequena harmonia de recordação
minha pálida presença se embolorando
dentro de festas e ações celebres
Eu já não me conheço
sou um tipo angustiado
amarelo e pálido
 como um guarda noturno
a um turno de outro bar eu me confundo
o seu nome é meu amor
e o amor agora é quase todo o mundo
Eu me abraço a verdes pedras de brilho incomum
tento dar as mãos a qualquer canção que nos faça
sem saber ao certo como me mostrar
afim de escalar o topo que a muito
desde a quase um semana vem me preocupar
por isso não se ria de mim
pois é quase tudo
 tão assim quando vem a primavera
e os sapos a cantar não esperam
por alguém a se preocupar
suponho suas danças e seus olhos  
a luzir verdes
 como faróis rachados
a iluminar o mar a te trazer
Só falta eu ir ai  com você
riscar o céu do seu dia pra dizer
que a paz que agora emana é bem
maior que o ar
Para ver se é possível fazer pensar
que toda tentação
em você
para mim é apenas
te amar
Por isso aspiro frases decoradas pra te chamar
guardando a inovação assim
para quando nosso enlace
for um lar
Seus olhos verdes
são meus versos
eu quero poder dizer
que seus suspiros me fazem inspirar
e desde aquele sábado
só me fazem sonhar
com outro sábado que eu te encontre
e que seja nesse que se encontre
de por mim se encantar...


segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Tão verde e perto assim ai ai...

Eu só queria certo par de olhos verdes
que moram perto de onde eu moro
e cá comigo chego mesmo a suspeitar
que esse par tão verde
sequer cansou de ver-me
e já nem me quer olhar
Vou fazer de tudo um pouco
só pra ver se assim
não fico louco
pois eu só quero te ver
quem sabe então uma cerveja
fim de tarde nem que seja
eu só quero te encontrar
e num domingo
um cinema quem sabe ao seu lado encarar
nem que seja um filme que
nem queira me fazer pensar
pra depois quem sabe no bar
um beijo acontecer...

Dragão

Encontre-me do outro lado
junto da barca eu seguirei
talvez soe um tanto vitoriano
deitar-me nas garras do dragão
Quero cair em sono profundo
num absoluto e quieto canto
me fazer encantado e maior
mesmo que a materia de minha loucura
e o combustivel 
de minha derradeira ventura
seja essa condição terrivel
de estar encantado
eu apaixonei-me muitas vezes
eu enloqueci quase sempre
e agora chegou o momento
a hora definitivo
de meu instante entre todos no mundo
farei de meus miolos a materia
para que tecam sua lira minha doce
canção 
minha dolorosa paixão
Portanto encontre-me do outro lado
seguirei com a barca
o dragão me levará em sonhos
pra onde os seus sonhos
me dispensaram
ficarei amarelo como o amanhecer
é bem verdade
meus olhos não seguirão mais a luz
com tanta videz e reflexo
sera notado entre todos
que estou a me despedir
contudo se para mim eu busco a hora
lá onde eu estiver espero
no breve instante das vidas humanas
te encontrar tão logo seus motivos
de viver
assim como os meus cessem
Eu não sou o poeta da minha geração
bem sei que não sou
e sem carga alguma de metafisica barata
dispenso a logica da esperança me disponho
assim como dispus-me a amar-te
agora disponho-me a partir
e lá te esperarei 
se acaso um lá houver
encontra-me do outro lado amor
busca-me
entre os perdidos
entre os que esperam
entre os que morreram de amor
um dia quem sabe nos reiniciem novamente
até lá seguirei amargo
por te esperar
pois te esperei aqui
e hei de espera-la pela eternidade
se acaso para quem como eu fizer
houver eternidade
eles me entederão 
sim hão de me entender
riram e dirão ele é poeta
ve pois a face palida
a tez amarelada
os dedos carbonizados
ele é poeta
deixarão
sim eu sei me deixarão te esperar lá
e sim eu cairei nas garras do dragão
definitivo será meu sono
onde sonharei contigo
amor de mil vidas...

domingo, 25 de setembro de 2011

Parada Cardio-respiratoria

Vamos sair para sorrir
nem sei como convidar
num raio de luz eu posso ir ai
e voce sequer pode entender
aquilo que eu sei
que ainda posso 
te fazer entender
como num piscar
sem medos ou pudores
num arroubo assaltar
a ideia por tras de cada conversa
a intenção em cada olhar
Vamos partir dentro de ecos
para tocarmos em cheio a vida
nos ocupemos de nossa desocupação
quero compor poesias
dentro de um
simples refrão que seja seu
e voce pretenda nosso
Eu prometo
não pretender nada
nada alem de voce
Vamos desaparecer
nas paginas de um romance alemão
numa canção grega sobre edipo
eu quero ser um fado
eu quero ser um fardo
enfartar seu intimo
de maneira farta me espalhando
dentro de sua vida
numa poesia
qualquer

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Locomotiva Israelense

Eu sou a locomotiva
com meus passaportes
e minha loucura
eu sigo mesmo vazio

Dentro de estações eu vou
esperando por quem me espera
em algum lugar
alguem deve estar
a minha espera

eu posso ter perdido a hora em algum ponto
eu realmente devo ter deixado algo de lado
mas posso quase ver
a primavera chegando
entre cada ponto
eu não sei mais dizer isso

Eu sou a locomotiva
meus olhos
feito farois me anunciam
quem sabe
numa festa te conheça
por isso eu vou lá
e quando não está
e nunca está
eu penso em algum lugar
e lá voce deve estar
me esperando

Canção do Bom Retiro

Eu vou seguindo e é bom pra mim
desse retiro de algum tempo eu sei melhor assim
eu vou ouvir nossas canções
e recordar algumas sensações
já que voce
já não vem comigo
cada viela é meu melhor amigo
seus olhos bem que podiam me seguir
pomos de mel eu já nem sei
se continuam a seguir

é bom eu sei
é bom pra mim
como será bom esse retiro
longe de voce
qualquer mesa
é meu melhor amigo

Hoje eu acordei com vontades orientais
meio queito eu tentei ligar
dentro de mim a voz
diz contra a paz
quero de novo toda aquela confusão
e eu bem sei amor
voce nem vem mais comigo

vai ser melhor seguir
que bom
vai ser esse retiro

me dá um beijo em pensamento
lembra um pouco de mim
que todo esse sentimento
sempre foi só por mim

vai ser melhor seguir
que bom
vai ser esse retiro
vê se passa outra hora
venha um pouco comigo...

Lá eu vou lá
e lá sim eu vou lá
e lá eu vou lá
lá eu vou sim lá
e lá eu sei
que é la
e lá eu vou sim
te esperar
e eu sei vai ser bom
esse retiro há de servir
para te encontrar em mim...

Soneto Marinho

Hoje eu acordei de estranhos sonhos
não recordo os rostos sequer as sombras
apenas os vultos tempestivos de um deliro
apenas os cheiros empoeirando a poesia

É que na verdade acho que a verdade é outra coisa
bem parecido não é nada se comparado ao igual
é tanta coisa destinada ao nada e se cortejo o vazio
dai pronto é logo sempre um samba atravessando o ponto

Hoje acordei de todos os lugares onde passei
não sei direito se no amor ou na vida eu amei
talvez seja de deixar pra ver o sonho morrer

enquanto o mundo encanta os olhos vem o mar
e canta em si tudo que é a vida
eu não sei viver sem o mar pois pra mim navegar é poesia

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Sua casa

Enquanto pego o trem na volta todo um mundo passa
dentro de uma perola de imagens e perfumes
eu escrevi um bilhete no seu quarto
sinto como se tudo fosse como naquele ano
ainda existe aquela foto em sua estante
como estavamos a 4 anos atras mesmo lembra?

Parece que fabricam um perfume somente para voce
seu cheiro esta comigo agora
e eu pensando em apenas almoçar num dia frio
então voce vem ao meu encontro e diz aquilo
estou odiando a maneira como ainda amo
estou amando a maneiro como me odeiam
num prato frio de julho eu carrego um resto quieto

Sim voce me disse coisas que deveria ouvir
como um cara com seus amigos eu estava sozinho ali
por favor me diga novamente numa outra terça
por favor me diga novamente numa outra quarta
preciso ouvir novamente que alguem me ama

eu amo a menira como me ama
mas odeio ter que te amar
acho que realmente nunca te amei
acho que agora tudo me fez para te amar
lembre-se do passado moça
lembre-se que eu nunca te amei
tenha emm ente sempre aquela noite quando desapareci
e longos 30 dias depois reapareci
eu nunca te amei realmente

Por favor me diga numa terça feira qualquer
me diga numa quarta feira qualquer
essas palavras que me disse hoje
pois estou feliz como nunca estive
e eu nunca me importei em te fazer feliz
realmente eu nunca te respeitei ao ponto de te amar
mas por favor
eu amo o modo como voce me ama
mas odeio o fato de ter que corresponder esse amor.

Essa mulher

Eu ando só
dentro de uma mesma canção
vou voltar
venha não
venha não

Eu ando tão só amor
e tudo é só solidão
até voce velha e antiga canção
aos meus ouvidos
pequenos ruidos me fazem lembrar
que certas canções
já não me fazem apenas cantar

faz de mim melodia
eu cansei de poesia
me beije e me faça sonhar
com seus versos verdes
que me fazem amar

eu vou sei que vou novamente amar
outra mulher eu sequer vou saber
dizer o seu nome enquanto suspirar
vou dormir andando
e sonhar
e sonhar
outro amor
outra mulher pode crer
ha de aparecer
e ssa vai me fazer sonhar...

Hipotese

Supõe que eu vá numa festa com um amigo
e lá te encontre assim como amiga de meu amigo
eu te pergunto nome e profissão como querendo saber
e falo assim minhas estorias engraçadas
como pra te encantar os olhos verdes
agora supõe que a festa é tua e lá conversamos
sobre assuntos de bar junto de teus amigos até fumamos

Supõe que te chamo pr'um comicio
e com alegria vemos bandeiras
entre canções e falas voce pergunta o meu partido
eu digo que não sei e voce diz que tambem não sabe
supõe que quarta tem jogo do palmeiras
e no domingo eu te ligo chamando pra sair
voce poderia se negar
mas aceita se for um cinema no lugar do estadio

Então eu chego atrasado como sempre
parece que o trem teve algum problema
e voce fica lá esperando e se perguntando se eu realmente superei
supõe que voce saiba de tudo e até conheça minhas estorias

Ia ser engraçado começar um novo enlace agora
viajar numa nova opção de alegria
cogitar um reinicio simples e sem grandes fantasias
sentir um novo perfume perfumar meu corpo
supõe que seja real isso tudo
supõe que podia dar certo se tentassemos

supõe pequena supõe apenas
que valeria a pena se seus olhos me tentassem
se fosse assim bem repentino o nosso beijo
supõe eu me entregando a sua entrega
e a nossa entrega assim somente nossa entrega
eu te esperando entrar aqui e conversar
eu te esperando assim pra te amar
então supõe pequena sim supõe
supõe assim que toda a vida
fez isso pra te juntar comigo
e naquela festa enfim eramos apenas amigos de amigos
voce ali bem lá e eu quem nem sabia a te esperar

Supõe o nosso encontro como destino e eu louco destino
desde bem menino com outras foi só te esperar
agora é só alegria e toda essa poesia
toda a vida
a te cantar
supõe então
seupõe apenas
eu fiz essa canção
só pra voce que eu quero chamar de minha pequena...

Soneto aos peixes frescos

Sonetos de amor cujo o mar vem me amar
entre belas ninfas de pêlos claros e olhos verdes
eu como o mar quero ama-las e envolve-las em redes
feliz por quere-las e por tais sereias ser quisto como o mar

Quero ouvir suas vozes na sua voz a cantar
cantos encantados sobre naufrágios, marujo e amar
num breve instante tocar sua canções
beijar suas bocas salinas de sensações

seu olhar verde como o mar mais verde
seu corpo salgado como o mar salgado de tanto girar
como eu quero ver-te pequena porção do meu ser

E quando eu for ai te ver
por favor vê se não esquece de beijar
pois teus beijos minha jovem me fazem sentir como se eu fosse o mar

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Poesia

Nunca mais passei lá
faz já tanto tempo
e qualquer coisa diz
que nem o tempo inteiro é capaz
de enfeitar feliz
a casa
que era um lar de paz

Nunca mais eu disse oi
nunca mais te ouvi falar
agora quando passa
eu viro cara
agora quando eu passo
 voce nem me diz nada

Eu vou fazer um longo enredo
sobre o medo de estar só
tambem vou cantar
uma canção bem só
olha o sol nasceno outra vez
a vida segue e eu tambem
alem do mais eu fui alem
distante de nós
é minha paz

Qualquer lugar feliz
guarda aquilo que eu não sei
fica na imagem assim
sua ausencia é essencial pra minha alegria
te esquecer é uma folia
desforra para minha
inquieta alma
repleta de poesia

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Papel

Hoje as folhas caíram
observei uma copia de conta
conta copiada de algum lugar
qualquer lugar que paguei
cobrança copiada esperando ser notada
noite qualquer volto lá
tudo bem conta não significa dinheiro
dinheiro é papel
como a conta
papel como a copia da conta
mas contas não se pagam com copias de dinheiro
copias de dinheiro são apenas copias
apenas papel
agora copias de contas
pode-se usar para pagar as contas
na falta da conta original
tudo é papel
cartas
contas e dinheiro
mas não se paga o seu gerente
com declarações de amor 
ou bilhetes com números de telefone
papel 
tudo é papel
dinheiro é papel
contas são papeis
tudo é papel
como a carta também é papel
como o RG tambem é papel
mas tente pagar conta de aguá 
com poesia para você ver.

Verso rimado

Quando me ligar vai se surpreender
agora quem atende é outra
alias agora a outra agora é você
me faça apenas mais um ultimo favor
não ligue mais em casa
nem chame a outro pensando em mim
quando você diz amor
diz que não mas eu sei que é sim
você nega inda néga
mas ainda pensa em mim
e pensa assim e assado
dentro de nós os nós só que em mim
é tudo tão desatado
eu ando desatinado
disparado num samba sem amor
em busca do amor
então por favor
não pense em mim
quando chama-lo de seu amor
então não ligue mais em casa
sabio o ditado que diz
tem dia somos caça
mas eu acordei caçador.

Marulho bobo

Sou um marujo na terra do amor
espreitando algum suspiro
causando algum tremor
alem dos copos que bebemos juntos
alem dos nosso corpos juntos
alem do mar
para o marujo é navegar
eu que fui marujo
e ainda sou do mar
nem sei mais
só sei que eu busco a paz
a paz no porto de algum olhar
o olhar que me faça caricias ao me ver
eu quero amar como ama o mar
pouco importa se isso parecer
só mais um clichê

Mais invenções

Estou olhando os cantos das coisas
vendo se existem ainda traços
eu me perco inteiro ainda em você
dentro de um beijo me afogo
me eletrifico num abraço...
Sei que ainda tenho um troço
com toda a fé
tomo meu banho antes de te ver
tomo um café
fico no canto
bem quieto 
cantando por você.
você que é o meu carnaval
meu ultimo cigarro antes da execução
você que é isso
e sendo assim me faz viver
essa paixão
que no fundo 
é só mais uma invenção...

domingo, 18 de setembro de 2011

Haikai de olhos verdes

Sua presença me beija
por todos os lugares onde andamos
eu vou sozinho e se acho voce
pronto tudo em mim festeja

sábado, 17 de setembro de 2011

Um video bacana

Vai ai um video produzido por amigos,achei bem bacana a proposta,atentem para as escrições na louca

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

A dor

Por favor morra pequena dor em minha alma
enquanto voce estiver entre nós não haverá gloria
como ondas de calor banhando a febre
eu rastejo entre sinceridades escarradas
e desfecho golpes contra a iluminação
minha mente aquece os passos dentro da tarde fria
como uma mentira imaginada por cegos
ela prosegue com suas armas convencionais
soube de sua saga em uma conversa tola

Desarme as velas da insolencia estou caido dentro de mim
como um pedaço podre de carne doente
eu ouço sua voz firme entre as minhas maldições
de joelhos para o abismo consigo despertar talvez
apenas talvez eu consiga despertar para cair

Eu morreria por gloria
durante um periodo eu morreria
mas enquanto eu ando sozinho pelas ruas da cidade
ninguem parece entender muito bem meu nome
e eu não sei como dizer as coisas que preciso ouvir
acho que me deixei na porta de algum lugar
algum lugar lacrado pela autopiedade de um sujo descrente

Por favor morra pequena dor em meus dias
pois estou querendo sair com meus amigos
e arrumar dores de cabeça para toda uma eternidade
sim voce sabe que estou sozinho e voce ainda me acompanha
sim voce sabe como estou
e ainda me sustenta em crenças e efeitos de sombra e cor

quero me esconder dessa perpetua condição numa mesa qualquer
lugar feliz agora é onde eu não sei lembrar de voce
talvez eu recrie um mundo sem dor desinventando seu nome
não me chame como eu te chamava pois isso ainda dói tanto
isso ainda me faz pensar tanto em suas mentiras e como elas me afetaram
não sei muito sobre essas coisas agora
e até pensei que voce havia me mostrado como era

Por favor morra pequena dor em meus olhos
queria apagar as lembranças com um machado cego
ninguem pode entender até sentir
voce nunca sentiu então não me peça desculpas
como uma criança eu vou embora sem olhar para os dois lados
nunca param carros em minha rua
eles apenas seguem e somem sem anuncio algum
como se a chuva viesse e partisse
como se tudo dependesse disso e isso fosse um quase nada

um reinicio sem moral da historia
uma historia sem moral alguma
estamos vivendo um dia de cada vez
estamos vivendo como se não estivessemos mais aqui

por favor morra pequena dor entre os meus passos
eu quero ir com meus amigos me divertir
foi até bom enquanto era doce
mas quando a vida acaba o que resta
é esse desejo de apagar as lembranças...

Estrelar

Fico pensando quando será a proxima vez
encostado em meus desejos eu posso sentir
um certo alivio dentro da noite quando te vejo passar
então como um louco cujos passos se fundem ao tempo
eu apenas respiro o ar viciado de um porão fechado
aguardando que voce me toque novamente
me toque novamente dentro de um lugar escuro

Estou de joelhos diante da rua
como um crente sem razão alguma para sorrir
eu desfilo com minhas ilusões
dentro de uma capa de luz estrelar infantil
não sei dizer como seria isso
seria como dizer apenas que todos os dias são assim
desde agora todos os dias são assim

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Exilarcado

Hoje eu senti medo do passado
talvez eu tenha perdido os olhos dentro de uma visão
apostando minha alma numa cartada simploria
ando por lugares inquietos e pequenos demais
dentro de mim eu ouvi uma voz chamar
sonhos me importunam entre as tardes frias
quando eu me aquecer talvez me esqueça
até lá não sei direito como fazer isso

eu ando pelas ruas por onde ja passei
falo as mesmas palavras e leio os mesmos livros
com tanto por fazer meu coração achou um tempo
quando se esta só nada faz sentido
como faria se houvessem mais coisas para nos ocupar
minha alma encontrou a solidão agora

Como um lunatico valsando na atmosfera da chuva
eu apenas pulo para testar os limites dessa dor
eu não quero ver a luz e não sei se há realmente luz
insanamente respeitando os sinais do final
encontrei uma rosa abandonada e seca dentro de uma ilusão
na chuva todos os pés me tocam
estou deitado em algum lugar feio e apagado desse jogo
como aquele que fica entre os que passam
apenas bebo uma pequena porção de esperança
dificil de seguir como todos eu espero meu final

dizendo coisas engraçadas um subito circense se encanta consigo
num espetaculo onde as almas se sujam por pouco
eu apenas desvio meu olhar para um lugar absurdo
nada como um dia cinza para se afogar sem remorso
enquanto todos são como os que se prendem
pareço com aquele que se exila...

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Porão do barco

Enquanto os navios partem
ainda posso ouvir os vermes rastejarem
meus passos são marcados num ritmo quieto
estranho ver os monstros festejarem nossas magoas
eu vivo para dançar com as sombras
numa noite chuvosa a fumaça escreve um recado
não posso controlar os gastos
dentro de um desejo estranho
te vejo como um espelho onde me beijo

truques da solidão me alegro se te imagino aqui
uma viagem completa na insanidade
seu sorriso me entorpece como uma picada
por favor me pique com suas ilusões
sonhos bons eu ja tive os meus

Me compre uma amizade confiavel
dentro de um pino desforme me convença
eu estou louco como um cão sem dono
dentro de uma carroça enferrujada
me sirva algo para beber e prometo não voltar

filmes europeus sem sinopse
cegos me guiando dentro da escuridão
sei seu nome minha querida
voce não pode me alcançar onde estou
mas insisto em estender os sentidos para abraça-la

Meus olhos se estendem calmos
como numeros antes da atração principal
e eu vejo os ratos subirem no convés
almas me perfuram os dedos como agulhas
meu pés choram pela chuva
e eu sigo chamando um nome
que não sei se é o seu
enquanto os navios partem eu fico esperando o anuncio

voce não pode entender mas eu sonho com voce
eu sonho com voce lugar onde jamais estive realmente
sensação de força lar dos bravos
onde digo seu nome enquanto deliro

ninguem pode entender mas eu sonho comigo as vezes
dentro de um espelho quebrado eu vejo os navios partirem
todos estão em brasa e eu apenas consigo voar
predios me acolhem com garrafas na mão
e eu digo seu nome dentro de uma frase qualquer
como um sacerdote inca querendo gasolina para se imolar
sou o martir de meus desejos

Prestes a iluminar devaneios com a chama da ilusão
num sabado de chuva eu bebo minhas dores
enquanto vejo os passaros agonizarem por uma valsa
por favor me esqueça dentro de um sistema solar distante
quero apenas segurar sua mão e sentir seu halito de malboro
aceite dançar comigo enquanto meu navio parte
me permita ser um anjo de arcenico em seus punhos cortados

quero rastejar entre seus pensamentos diarios
dentro de uma insuportavel reação confortavel de aceitação
ser um ponto de insanidade e risos entre seus olhos
queria ouvir suas canções amor de uma maneira simples
então me diga novamente seu nome
então me diga novamente seu numero de telefone
queria poder esquecer os navios partindo
mas os ratos dançam em meu estomago agora
e eu não sei mais
apenas sei assim e sei apenas agora
voce é a liberdade dentro da palavra liberdade
e eu sou como aquele que deixou os navios adoecerem...

Sonhando em noites amarelas

Hoje sonhei com seu corpo nu de menina
nunca te vi nua mas imagino tanto tocar seu corpo
como os ventos do Atlantico tocando a areia da Espanha
quero trazer uma nova estação 
dentro das palavras em voce

e mesmo que um destacamento viesse nos combater 
ali naquele ato de prazer nada iamos escutar
pulariamos por fabricas abandonadas até minha casa
e eu pularia por dias chuvosos antes de voce sorrir
parece incrivel estar assim agora e é mesmo
quando voce esta louco a insanidade é uma dança 
cujo charme é irresistivel

sonhei com voce esta noite e voce me levava para casa
numa carona estranha eu tocava sua mão pelo caminho
sorriamos bebados como sempre sorrimos quando estamos bebados
e nos beijavamos de uma maneira 
que nunca pensei que houvesse possibilidade

Eu sorria como uma criança com esperanças de natal
sentia seu peito nu e minha mão 
percorrendo a extensão de seu corpo
acho que foi um sonho e não foi de inteiro apenas um sonho
como se um segredo entre nós nos ligasse
e eu apenas te via assim me cobrindo com seu corpo de mulher
numa tempestade de energia eu corria dentro de cada sentido seu
e podia ouvir suas forças me chamarem

mesmo que um milhão de jornais nos clicassem
num flash de luz para nos fazer romper os laços
seguraria sua mão e e seguiriamos até outro lugar
onde mesmo que um batalhão viesse nos reprimir
correriamos por fabricas
seriamos como locomotivas
rondando entre chaminés
num poste alto o poster
anunciando o nosso enlace mesmo em sonho




Cigarro falso

O platonismo é como comprar cigarros falsos na praia
embalagens ilustrativas com erros crassos
eu não sei muito mais agora e nada como eu sabia antes
a verdade é que acredito que teremos um inverno frio
eu pedirei um beijo e voce me negará

Voce nem lembra de mim e as vezes nem sei direito meu nome
com meus olhos confusos eu te olho e sorrio as vezes
talvez eu esteja apenas caindo baixo cada vez mais baixo
dentro de um delirio inquieto como uma revolta arabe
e não escuto meus pensamentos pois eles dizem seu nome
eu acho que esqueço seu rosto as vezes
por isso eu sempre ir te ver

O platonismo é como comprar cigarro falsos na praia
e quando deixei meu cabelo crescer novamente naquele dia de chuva
sim eu torci para voce vir conversar comigo naquela chuva
e enquanto eu fiquei lá
esperei uma estação inteira para voce vir
queria saber seu nome ali
e agora eu sei como te chamar

estou ficando quieto como um pedaço de pano molhado
mas ainda estou pensando nas possibilidades em cada ato
despedaçado dentro de uma caverna de ironias e pantominias
fantasmas vem adular meu ego com imagens passadas
e eu nem sei como dizer seu nome as vezes
queria ficar ao seu lado alguma noite dessas

Dicionario

Não sei dizer muito bem o que eu quero dizer
como se faltassem palavras para se definir
eu fico num canto te olhando fumar
como um garotinho fico te olhando fumar
minhas mãos quase congelam
e não consigo dizer alguma palavra
alem daquele tipico olá ou de um simplorio oi
Eu acho tanta graça de como no começo achei
que nada faria mais sentido
e agora eu me vejo tão solto querendo seguir adiante
como se voce fosse essa energia luzindo
e me devolvendo uma magica
escurecida pelo tempo
eu não tenho grandes planos
sequer sei fazer planos
comprando cigarros falsos num litoral qualquer
então por favor não me espere algum dia
em minha mente eu construi um forte
e lá dentro onde voce esta não há nada alem de voce por hora
sem planos e sem projeções
eu quero apenas viver isso dentro de mim
mesmo que dentro de mim
mesmo sendo por voce
não haja voce

moptop

Voce lembra de um tempo 
quando eu apenas fumava cigarros carlton
isso eu acho foi no começo 
quando nos conhecemos e eu usava aquele cabelo
pois é eu voltei a usar aquele mesmo cabelo novamente
e as roupas depois que voce me deixou voltaram a servir
engraçado como tudo anda estranho desde aquele domingo
parece mesmo que dei uma volta num corredor sem fim
voce sorriu para os meus atos e eu apenas ascenei para a desgraça

Voce me dizia como as folhas ficam lindas 
quando estão para morrer
e eu apenas disse que não importa 
o dia é sempre lindo quando se nasce
voce lembra quando eu quase tive uma overdose
e voce me esperou na sala do hospital
parece engraçado agora e depois voce me fez chorar
naquele tempo voce se importava comigo

Faz um bom tempo que tudo isso passou
e as vezes me pergunto só as vezes
se algum dia desses me pegarem
do lado de quem voce vai estar
não é mais um sonho eu lembro
eu tenho que sempre lembrar que não é mais um sonho
engraçado demais 
do lado de quem voce vai estar
e isso faz um bom tempo
que lembrei e outro bom tempo que passou

Eu voltei a andar com uma galera 
que deixei de conversar
quando eu comecei a andar com voce
e até conheci mais outra galera 
quando estava deixando de andar com voce
não sei se sou um cara feliz
talvez eu seja como um hotel quase vazio
num sabado a noite em frente a praia

em todos os lugares 
sempre alguem me para
no caminho pra casa 
tem sempre mais pontos 
onde se encostar
pessoas iguais a mim 
de uma maneira que não podia perceber

E sei muito bem que a solidão é companheira
quero um dia comprar com a pessoa certa os cigarros falsos
e talvez o certo nem seja durar sempre
eu acho que vou beber meus copos e sair por ai
pra ver o que eu percebi
vai ver realmente todas as musicas nem sejam mais sobre voce
agora que tem poesia novamente
vou escrever em outr o meu poema
enquanto eu não vejo procuro
enquanto não consigo eu acho
temos toda a praia pela frente
alias desculpe voce ficou fora dessa....

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Purim

Estou cansado de ser como aquele que segue só
meus olhos se inflamam com o passado e
lembrei de um perfume peculiar essa manhã,
pequenas recordações se entrelaçam num enredo de cores
como posso entender tudo isso agora

por favor deem espaço a vitima que passa
a caminho de um hall de culpas e elogios falsos
estou descartando uma centelha de nulidades
o seu destino sujou minhas mãos como um animal imundo
eu não tenho grandes esperanças agora

eu poderia estar falando de amor
mas como é dificil esse vazio que nos impede de amar
cuspa em meus calcanhares de bronze
sua moral é composta de barro e lixo
me deixe deitar como um animal
quem sabe eu saia como um puritano imberbere

numa bacia de prata exponha meus cachos
não sou um heroi dos sonhos sequer sei ser um heroi
me exponha na roda dos dispostos
com meus olhos que já brilharam num breve encanto
veja meus cachos luzirem na queda
ouça minha harpa de magoas 
mapear as feridas que sua mentira causou

Sim eu ja fui um rei grandioso
cuja gloria se estednia desde as estrelas até os confins
e naquela noite voce me ouviu dizer palavras doces de embreagues
voce me ouviu insistir e dizer sobre o mar
e quando eu era um rei por vezes cedi minha capa
como abrigo para seus medos e dores
seu pecado manchou meu espirito e os anjos agora me ignoram
voce podia ter sido a salvação
e eu acreditei por muito em salvação
mas o amor não é uma canção alegre de purim

sonhei com seus olhos outra noite
esqueci meus sapatos em algum lugar
e quando a noite vem só consigo repetir o mesmo 
som triste de inquietação
pois meus jardins não se prestam ao seu luar
num lugar frio e quieto eu sigo sem meus sonhos reais
e quando me olham alguns ainda podem ver
sim eu ja fui um grande rei
mas o amor não é uma canção alegre de purim

Ano que vem

Hoje eu calculei os saldos e perdas dentro do espaço
de algo como pouco mais que um mês e meio talvez
sorri um pouco com os desenhos no papel
e senti aquela saudade de algum lugar familiar e pequeno
Como eu ainda vou sorrir olhando tudo isso eu me pergunto
sabendo que um dia eu ainda hei de sorrir
dessa loucura toda que a vida fez feito uma musica 
e sabe quando olho em outros olhos eu quase posso sorrir
deixe minha mão longe da sua trajetoria
como eu quero e só quero isso agora

É que hoje eu calculei alguns baratos
mas no final é até bacana ver 
que daqui um tempo eu vou até rir lembrando disso
pedaços de mim caindo pelos bolsos nalguma festa
enquanto ela sorri dentro de um copo na nossa mesa
eu sei sim eu sei muito bem só queria entender o bastante
para não precisar perguntar sempre onde ela pode ser
se ela quiser ser mais feliz

Mas hoje eu calculei e dentro de um mês eu acho
que gastando bem eu até posso fazer aquele divida de um ano
mas e se ano que vem eu não voltar
acho que ano que vem eu não vou querer voltar
mas acho que de todo modo eu ainda vou rir muito disso
espero por um ano em que eu não queira voltar
talvez eu ainda volte e ria de tudo
e eu só queria tirar alguem pra dançar

Vou sair pra beber com os amigos sem crise eu sei que vou voltar
minha casa é a beira da rua e a esquina é onde eu posso me encostar
me chame como quiser seja parte da minha vida
seja meu samba ou seja apenas mais uma mulher
me deixe partir agora e nem sei se vou voltar
espero ver um ano chegar onde eu não queria voltar
calculei as perdas e decidi fazer outra divida pra ver 
outro samba tocar


domingo, 11 de setembro de 2011

José e Maria III

É engraçado olhar em outros olhos novamente
mexer no prato enquanto converso e disfarsar

Parece mesmo que perdi aquele jeito
como se eu não soubesse mais andar

Uma grande peça onde assisto
todos representarem e eu não sei mais como encenar

como posso entender esse jogo se ajudei a testar as regras
se esse jogo quase recebeu nome e eu não deixe
o tempo me levar
sim eu deveria ter me deixado levar com o tempo
ninguem sabe como me tornei isso...

Eu realmente estou no banco de trás de um carro
sendo levado bebado de uma festa ruim?

Enquanto isso por onde ela estará os meus pontos perguntam
e eu não sei como dizer que não sei ao certo onde ela está

Porque esses olhares tão inocentes quando te sirvo uma bebida
esse sorrisinho calmo cujas mãos interceptam em algum momento
eu realmente queria entender suas palavras e esses olhares
o que esses olhares querem dizer quando voce esta me olhando
poderia me dizer se esta me olhando?

É engraçado olhar em outros olhos novamente
ver como tudo ainda pode ser encaixar e ficar ok

Não sei muito bem como dizer aquilo que ficou suspenso no ar
dentro da ultima conversa e voce partiu antes de concluirmos

estrelas vagavam entre nossos papos e olhares naquela mesa
como eu posso te fazer ver isso minha doce amiga

e eu não sei mais como dizer isso pois não consigo sequer
encontrar uma palavra que dê sentido a esse sentimento

Talvez não haja um sentido real dentro dos sentimentose eu apenas recordo
seus olhos verdes dentro daquela conversa ali naquela mesa

Eu nunca pude ser racional e talvez me entregar seja um erro novamente
sei que me darei inteiro novamente e dessa fez faça a entrega valer
pois eu andei dentro da chuva naquela noite até sua festa
e meu casaco preto de soldado sovietico era pra te impressionar

ja nem conversamos como antes conversavamos
palavras polidas para não se perderem na proximidade

eu gostaria de ir ai te ver bem onde voce estiver
não me importo muito em atravessar a cidade para te encontrar
pois eu sempre estive a sua procura e sei disso agora desde aquele dia

Tempestade Solar

Sons dentro de um lugar estranho demais
quantos graus lá fora até os caras sairem da escada
me socorra dessa quieta realidade
posso pedir luzes dentro de uma dança
sinto os anjos jogarem cartas com o luar
sinto as chances desfilarem dentro de uma lamina fria
sou seu espelho turvo
sua chance decaindo pela esquina
como um antigo feitiço de amor
Flores de papel se queimam em meu cigarro
agora estou doente dentro de seu vestido
batendo a proxima porta
rumo a estação final
um jantar exotico me esperaria se eu fosse outro cara
use minhas roupas quando for
desfile diante do acaso
e diga o que me disse a outro novamente
não quero dizer que te amei
o mais perfeito seria dizer que te usei
Sem respeito algum eu sigo marchando dentro da pior chuva de julho
como uma doença terminal eu vou crer 
sem muitas esperanças
eu vago entre crenças de feltro e crianças cegas
a algumas milhas em outro universo
devem haver sorrisos falso mais bonitos que o meu
estrelas de mentira guiam sonhos juvenis
e eu busco uma razão simples
Sons dentro da noite me perseguem como formigas
doce imperio de ilusões
recordei com o mar quando eu não era só
tempestade solares por favor me consuma em seu egoismo
não me deixe sair para a festa pois serei o proximo
a seguir rumo a sua casa como um louco
eu teria que te dizer coisas improvaveis
nada é comum agora
pelo menos não como era quando eu ainda estva aqui

Peixe fresco

Ilusão noturna eu espero por seu doce encanto
me leve em seus pés de algodão suavemente
para longe das pedras do engano
dentro de uma correnteza de variações quietas
os muros assobiam uma palavra dolorosa
a solidão faz sua ronda pelo quarteirão
eles vieram te buscar minha pequena excitação
facil como um beijo eles vieram nos assombrar
com um sorriso cinico voce vai dizer adeus agora
por favor venha comigo 
eu prometo pagar o taxi até sua casa
como uma onda de luz nos tocamos em um sonho
nada esta no lugar agora
adeus agora eu digo aos policiais que nos derrubam daqui
eu pareço melhor agora elas me dizem
não consigo ver seus rostos no escuro
como um pedaço infantil da loucura 
eu dou voltas entre suas ilusões mais banais
e sabe estou pensado em tantas coisas
seu perfume ao sair do banho
seus olhos torando se pequenos ao sorrir
um silencio dentro do mar me atrai agora
estou distante demais minha pequena moça
por favor ponha seu casaco de safari e venha me ver 
me deixe partir quando eu quiser
voce sabe que estou sempre disposto a naufragar
me leve ao fundo do poço onde só voce pode me alcançar
me deixe só dentro de um delirio
me guie dentro dos desvãos e eu não sei porque
tente por favor sim por favor me deixe tentar
talvez eu apenas esteja querendo explodir
e facil como um beijo eles vieram nos assombrar
naquela noite onde fotografos nos espiavam pelas janelas
um peixe fresco por favor
um peixe fresco por favor
sereias querem meu desfavor numa garrafa vazia
pequenas porções de sobriedade me fazem titubiar
antropologicamente incapacitado de seguir adiante
voce podia me dizer insanidades assaltantes
e eu apenas te beijaria como um novo aluno do colegial
eu apenas te tocaria com um pequeno encanto 
de cigarro depois de certas noites
eu quero um peixe fresco
tão somente um peixe fresco...

José e Maria II

Com calma olho pela janela
num quarto de hotel sozinho
a espera de uma certa moça
que nunca vai chegar
ela toca piano
e fala em outro idioma
somos estrangeiros sempre ela diz
seus olhos verdes me confundem
ao fundirem-se a minha ilusão
a saudade me faz beber por ela
a vontade me faz olhar pela janela
noite cinza e lá na frente quase vejo o mar
o marulho me ilude
quando quase posso supor seus passos
e da janela a luz dos postes a beira-mar
é quase da cor de seus cabelos
claros tão claros
e é claro que ela não vem
sem maquiagem
quase menor
a pouco seus dezoito
chegaram
Com calma olho o mar da janela desse hotel
enquanto bebo meu rum
espero ela chegar
mas é claro que ela não vem
sequer sei por onde ela estará
nem sei mais seu nome e
então como chamar
ela passou por mim e disse
coisas que saberei
quando ela me disser novamente
ela que é linda como o ritmo do sol
linda como o som da liberdade
quando se tem certa idade
ela que é linda pois me faz lembrar de mim
quando eu era assim
quanod não esperava a noite passar
num quarto vazio de hotel

sábado, 10 de setembro de 2011

Rei Davi

Hoje eu olhei o mar quieto 
como um rei cansado eu me estendi na varanda
enquanto os meus olhos escorriam dentro
de uma tormenta colossal
os anjos não podem ouvir os passos escuros de um inato solitario
recalcitrante dentro de um pavilhão de dor
qual o proximo a ser sondado
um suspiro de inspiração solta a perguntar
eu não sei muito bem por que estou aqui
eu acreditava tanto em tantas coisas
eu ja estive aqui antes de conhece-la
com meus olhos mornos de tanto se fecharem
rastejei pelos banheiros enquanto a musica seguia
ouvi passos fechados de nuvens tortuosas
e eles anunciavam meu destino
quando os planos eram ficar bem apenas por mais uma noite
algo trouxe ela
e eu apenas dei um passeio para me cercar de certezas
nunca estive correto e minhas decisões
como num pequeno jogo de cores eu apenas segui
sim talvez os dias de alegria tenham passado
começo a crer que foi apenas um delirio febril
peças quebradas se rasgam dentro do quarto
e a estrela começa outro cigarro
como num filme eu apenas ponho minhas mãos no bolso
ela deveria sorrir pois está chovendo
e essa noite eu não sei mais
ouvi a bela donzela cair nos braços de um singelo cavaleiro sem armas
e eu apenas levantei acampamento com minha harpa de magoas
rumores de guerra escapolem entre meus dedos como me esvaindo
ela nunca mais estara aqui um anjo ressoa dentro de um salmo
como então seguir se o caminho desde o principio era assim
agora eu vejo o que estva oculto e percebo que eu ocultei
eu não sei mais ter fé e a esperança com um sorriso falso partiu


sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Navegando em delirio

Eu poderia seguir em meu galeão
aportarei em seus delirios nobre pequena
entre os motins e bebedeiras
eu estarei dentro das ondas revoltas
num beijo apenas
sim um beijo apenas nobre pequena

Como era doce o tempo de nossa embreagues
eu tinha os calcanhares gastos e tropeços de navegar
sim eu sorria dentro de um vaso antigo 
de orgulho e loucura
agora o navio parte suavemente
dentro dos bilhetes que guardei
uma vaga lembrança das  outras
numa chuva de tormentos
eu sou a maré alta chutando o tempo
como uma maldição
eu distraio a graça
com luzes apequenadas
e sigo novamente dentro
dessas hastes enfurecidas de vento
sim eu vou voltar

Voltarei
algum dia
dentro de uma garrafa vazia
serei o purpureo vulto soprando as frases 
junto da maré alta
numa canção antiga sobre amores marinhos
vagarei dentro de suas fantasias 
como um naufrago docemente excitado
serei seu tabuleiro infernal
de cores imorais

Impetuoso

Permita-me celebrar com os monstros de sua imaginação
coisas como os pés de barro decaindo dentro da luz
pequena luz vermelha no final do ponto
e outra vez
e outra vez eu vou
seguir
para celebrar
amores me acariciam facilmente pelas ruas
olhos de meia-noite
espreitam as jocosas estrelas
o teatro de macacos festeja as sombras azuis
seus olhos verdes me encantam com força e misterio
gostaria de leva-la para minha caravana insana
seguiriamos como animais sedosos de preguiça e luxuria
dentro das legiões queixosas
esse é o jogo para essa noite
essa é a noite de nossa eternidade minha pequena caçadora
deixe subirem em sua janela
essas doces sensações de louvor e gloria
onde seus pés alcançarão meus delirios primaveris
decaindo como um mesquinho repentino
sem bajulações ancestrais
eu serei sua corte
nobre anfitriã 
de meus impetos
permita-me brincar em sua alma essa noite
passearemos dentro do seu medo
e eu serei enfim coroado em sua loucura

Nacionalismo concreto

Quero inventar um lugar
onde as coisas não possam 
me atingir
pode ser na memoria
ou até uma ilusão
pode ser uma mentira
antirreal dentro da paixão
eu quero inventar
um lugar
chamado hoje
onde eu seja apenas isso
onde não haja espera
onde voce 
venha me ver
eu vou inventar um país
e meu nacionalismo
será um coração
apaixonado
meu hino 
um nome de mulher

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Muito tempo

Auto proteção e sombras
eu não sei muito sobre estrelas de cinema
enquanto ela me mostra quadros eu canto
uma canção qualquer
e penso em tudo que fiz até aqui
será que vai acontecer algo

eu andei essa noite desde minha cidade até aqui
ela me trouxe para onde os letreiros indicam
e eu fiquei ali ouvindo um som baixo e calmo
ela disse tanta coisa eu apenas cantei junto com a canção
não sei mais ouvir nada alem de mim
escuta um pouco isso ela diz
não sei mais como fazer isso tento dizer

Enquanto os passaros se recolhem
ouço passos dentro do olhar
mentiras longe de mim só a verdade pode dançar
e eu quero sentir uma poesia antiga como que me possuindo novamente
sim isso tem que ser possivel
um dia eu sonhei
mas isso foi a muito...

Sem vento

Sem uma crença real para meus pés
eu fico olhando o barco seguir dentro do tempo
como uma tempestade de dor e angustia eu grito nomes
eu assisto um carnaval dentro dos outros
ela não pode chorar agora
e nem sei por onde ela está agora

eu poderia começar a contar as cartas de naufragio
livros de autores novos sem crença alguma
velas se apagando dentro de ideias
ela não cnsegue chorar com meus passos
estou pensando em dizer adeus e ir
crianças abrem a porta agora
como pesnar em coisas que não vivi

Uma saudade sauda a lua com farois de dor
e eu vejo as crianças cairem dentro do beco
estrelas chamando meu nome
faço sinais contra a fé e a esperança se despe
nada vai conseguir me levar agora
ela estava linda em seu vestido floral

Nada pode parecer perfeito
quando a bondade desperta os justos ja estão embreagados
não podemos tentar mais
eu não estou disposto a tentar novamente
por favor desculpe as palavras asperas de autopiedade
ela não vai dançar esse verão...

Pedaços de vidros embassando os vidros
como num sonho onde os animais falam
sem uma esperança em meus dedos
como eu gostaria de poder chorar
o cinismo saiu de casa e foi ver umas garotas no bar
olhei para o céu de setembro e as nuvens despiam a vida
nada está bom agora
mas nada é realmente perfeito
eu não sei onde a policia vai festejar
a corte de bebados está quieta demais
eu não sei  mais como falar
aquelas palavras que eu dizia antes...

Platonismo

Gostaria de poder tocar seu rosto
sem os passos de oxigenio
instaurados numa orbita de ilusões
e eu morreria feliz por voce
se um onibus viesse em sua direção
não pensaria na dor
e me jogaria em sua direção

eu gostaria de poder tocar seu rosto
com minhas mãos de cera e lembranças
como num quadro renascentista
voce poderia vir comigo para um lugar no campo
construiriamos uma casa
com nossas palavras
e cobririamos as paredes com aspirações
lindos tons de sonhos
sons para enfeitar as janelas

tudo que eu queria era poder tocar seu rosto
eu andaria no meio da chuva de agosto como eu andei
e te diria palavras tão cansadas e mornas
voce poderia se deitar em meus suspiros
seria confortavel para nossas almas
se enroscarem sem fim
como manchas de açucar

seu beijo deve ser como uma festa e eu ainda não cheguei
estou atrasado com meus medos tomando uma cerveja quente
como se a lama fosse um grilhão
o vento empurra a porta
enquanto eu corro para lugar algum

por favor me deixe tocar seu rosto
queria poder te alcançar algum dia
vou escrever uma oração
por favor não me deixe cair
pois eu estou sentindo o frio comigo
por favor me beije...

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

José e Maria

Estações de trem me querem levar ai
e eu nem sei onde esse ai
pode ser a rua da sua casa

eu queria navegar por outros mares agora
é mas veio voce me chamar assim
e voce nem me chamou realmente
muitos dizem que estou louco
como uma criança pode atravessar a rua
sem uma ideia real da rua?

Estou quieto com meus sonhos
as ilusões me apoiam a cabeça
e se eu por um minuto estiver cansado
fecho os olhos e onde voce estaria agora

eu sei não como dizer isso
voce tem esses olhos lindos
eu não sei como dizer isso nunca
queria inventar palavras

nunca estive contente realmente
meus amigos sentem meus pés chegarem leves ao bar
como se livros de poesia me dessem asas
eu nunca sorri tanto ao lado de alguem
é uma pena voce não poder saber
pois esses planos estão comigo
pena minha timidez aflorar novamente agora

pela natureza desse sentimento
talvez eu não queira me ferir novamente
e sua liberdade é como uma viagem
eu olho o sol e em mim tudo lembra isso
tudo quer me dizer algo e eu não sei o que responder
ela tem esse jeito alegre

eu nunca fiz isso com alguem
eu pensei ja ter feito algo assim
mas eu não sei mais
por onde ando com a cabeça
machucando meu espirito com perguntas obvias
voce não pode me dizer algo
alguma noite dessas?

Eu poderia pagar um taxi até sua casa
ou apenas pegar um trem
dentro de mim seus olhos se acendem
como ocupando meu coração
sua voz quando me diz olá
tem aquele encanto que meu coração reveste
como se um castelo se montasse
eu fico olhando seu cigarro se apagar

como eu gostaria de ser aqueles caras
que conversam com desenvoltura com meninas como voce
te convidar para uma mostra de arte
ir ao cinema ou dividir um jornal
no meio do caminho de volta
te beijar e te beijar como nos sonhos
como eu sempre imaginei beijar alguem
sim assim eu imagino te beijar

Como é lindo te ouvir falar
eu ficaria uma noite
eu trocaria uma noite pela eternidade
por campos de sentimentos
como uma criança apegada aos sonhos
eu só queria gritar seu nome

andando dentro do luar
num carro em caronas siderais
sinto o vento descrever seus traços
poderiamos dar certo eu sei
pulariamos por casas e vilas
fariamos uma festa num suburbio operario qualquer
e assim eu queria dizer tudo
mas fica no misterio
quando o titulo diz seu nome
eu apenas não posso alcançar nada com isso

Cantoras...

Como seria ter um romance com uma cantora? O cinema brinca com esse fascinio a anos, e desde muito isso tem povoado cabeças de caras iguais a mim, pretensos futuros donos de sebos ou lojas de vinis,  em noites de sexta ir ve-la cantar canções sobre nós dois, ver no album algo apenas nosso, ali incluso nalguma colagem ou trocadlho, apelidos, sim ouvi-la dizer palavras de outros e por ela tornar tais palavras nossas, sentir em seu olhar a satisfação de apesar da casa cheia, ela nem se importar tanto com casa cheia, pois eu estou lá e ela esta cantando nossas canções, sentir numa composiçõ sua, um detalhe de nossos dias, saber que centenas, quem sabe milhares se apaixonaram com a canção que surgiu de nossa paixão.
Saber por ela, a partir de tudo isso aquela sensação de ver o sho do back stage, de bater palmas primeiro, de sentir a coisa fluir em primeira mão.
Como deve ser doce, ser amado por uma cantora, acordar e ouvir a voz do radio  do seu lado, poder beijar a boca que canta nossa vida, sentir a beleza e o calor da pele daquela que faz tantos suspirarem a partir dos nossos suspiros, nossas palavras e juras de amor trocadas.
Sim deve ser bom, deve ser um sonho ser amado por uma cantora, morrer de ciumes, morrer de desejo, querer morrer toda tourne, fazer conexões aereas estranhas para passar uma noite ao seu lado, sim deve ser tocante ouvir ela dizer eu te amo numa canção, de uma maneira que só os dois podem entender...
Como eu queria que uma cantora me amasse...

Refletindo

Sabe aquelas pessoas que voce consegue sentir a ideia aparecendo junto das expressões do corpo, do olhar,da maneira como sorri antes durante ou depois de cada fala que senta no bar curvada como que querendo confidenciar algo e depois solta aquela gargalhada boa?
Gosto disso nela, mesmo como quando todo dia parece inverno, pela maneira dela sempre falar juntinho, dando a ideia de querer se aquecer, amo o jeito que ela fala e como aqueles olhos verdes irradiam liberdade e paixão em cada palavra, como se cada palavra, tivesse uma embreaguês propria dentro do som da voz dela, eu posso estar confuso agora,e acredito que realmente estou, ela sequer vai ler e entender tudo isso que estou escrevendo aqui, como eu queria te-la tirado para dançar uma noite dessas, dividir uma mesa de bar com sua presença que ocupa de subito tudo que a rodeia, como se ela fosse um perfume, ou mesmo uma ideia coletiva.
Andei fazendo muita besteira por ai, nesses ultimos tempos fiz muita besteira mesmo, cai de muro, fui assaltado, deixei de ir um mês ao trabalho e ultimamente sequer relogio eu uso, tudo isso por uma dor que ainda dói, mas não posso me privar de sentir isso novamente, em meus dentes ver florir a primavera.
Pois quando ela pisa o mesmo lugar onde estou, pode ser a mesa ao lado, pronto, fico logo com aquela meninice rasteira,de olhar quando ela não olha se ela não vem conversar.
Sabe tenho vontade de ligar para o seu telefone, numa noite dessas e chama-la para ir no cinema ver um filme europeu, quem sabe aé uma comedia romantica nacional, não sei direito se é medo de ficar sozinho, ou se eu tenho medo de admitir o que eu ando pensando e sentindo.
No fim escrevi até aqui para dizer que não sei direito, o que eu sinto quando olho nos seus olhos verdes, num outro tempo escreveria um bilhete ou uma poesia falando dela, mas todas as poesias ultimamente tem sido sobre ela de alguma maneira, enfim isso aqui era para ser sobre ela e eu acabei falando de mim, será que ela já faz parte assim de mim?

Marujo

Paquetá é pequena demais
quem é do mar num fica na praia
vem até a orla só pra ver
mas pra quem é do mar
sempre é tempo de se navegar
tempestade é ciranda
pra marujo que sabe amar
me deixa navegar
remador eu vou voar

Caravana cigana
não pode me levar ao porto
paquetá é pequena
não dou braçadas na praia
pois o mar quer me abraçar...

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Plano perfeito

Era pra ser
um plano perfeito
nada é perfeito
sequer um plano
pode ser
tanto que eu quis
te fazer melhor
foi só pra saber
que o melhor em mim
não cabe na vida
que comprou
pra voce
Quer ser como a atriz
quer brincar de outras maneiras
não sei
quando virou jogo
mas se virou
pode estar certa
eu não vou jogar
e quando o jogo virar
sem meus truques
sem desculpas
pode ter certeza
a raiz dessa tristeza
no seu quintal
as mentiras fará
desmoronar
e pensar que era um plano
tão perfeito
oi amor
bom dia amor
moço lindo
moça linda
hoje já nem é mais comigo
mas tudo bem
faço de mim
meu abrigo
faço do futuro
um lugar sem risco
e se não for
eu me arrisco
eu sei dançar só
e a solidão
sempre vem
falar comigo

Sem estar

Hoje estive num lugar onde voce esteve
por muito tempo eu acreditava nessas coisas
meu cabelo cresce e meus olhos cansam
sinto muito por tudo que eu fiz

Hoje eu recolhi imagens dentro da mente
como numa caixa a parte da chuva eu escorri
ninguem pode entender essas coisas
eu não tenho controle sobre minha sombra
monstros do passado vem me assombrar com outras feições

eu poderia ter escoltado meus sonhos
mas os deixei partirem
como fui capaz de cercar me de dor e luz
jogos de azar eu cansei de me usar assim
estou guiando um rebanho de sentidos contra as armas

Sinto meu sangue contra as noticias distantes
cada vez mais eu me sinto como um desertor
e todos poderiam sorrir naquele dia
sabemos muito bem como cantar certas canções
por favor não as faça doer mais dentro de mim

como pequenos pedaços de vidro
eu posso alcançar um minuto do tempo
saltando contra o futuro insisto em passagens momentaneas
e como doe se resolver sozinho
eles dizem sobre a liberdade e eu só sei ouvir sobre a solidão
crianças planejadas dentro dos planos
eu ainda posso ouvir seus nomes e ainda costumo sonhar seus passos
sinto como se ainda fossem vir
emergindo de uma ligação no futuro

Chove uma centena de palavras estranhas
busco a margem das dores um significado esperançoso a cada termo  frio
eu ainda posso esperar alguma luz de lá
e eu nem sei se posso ouvir algum nome que me era familiar
eu engatinho sons ancestrais como numa canção falha
sinto o peso do meu erro entre meus dedos
eu ainda posso sentir um abismo a altura dos olhos

eu não posso chorar como uma abelha
eu corro como um pensamento rumo a insanidade
e sei muito bem que a paritr dali eu não soube mais
quero me sentir novamante como um antigo filme
sinto inveja da festa onde a vida se constroi
pois eu não sei por onde começar

e hoje eu vi as arvores onde iamos nos amar
e ouvi nossas musicas em outros labios
como se os nomes fossem apenas prefixos
eu sondei meus passos e descrevi uma curva no vapor
me deixei ver aquilo que não posso sentir
eu voei dentro de minhas feridas
como para sentir aquela canção uma ultima vez

uma lua velha veio me dizer o horoscopo
vaguei como uma gaivota cega entre pedaços de sentimentos
buscando o espelho onde eu me via antes
sinto que não posso me achar mais
estou quieto como um animal abatido
cujos restos foram domesticados ao apodrecer
me digam algo por favor
pois enquanto sigo meu rumo eu percebo que nunca estive aqui

Meu destino deu uma volta hoje
dentro de uma linda estrela eu pude me despir
acho que a verdade é como uma antiga camiseta de banda
por favor me deixe com as bandeiras
esse sorriso é apenas cinismo
e quando eu sair por favor venha logo me dar um oi

sinto que a vida está quieta dentro mim
talvez eu esteja apenas quieto enquanto isso ocorre
hoje eu sai um pouco de mim
e dentro de mim era tudo isso
pois em mm eu percebi
que eu nunca estive ai.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Gaveta

Descendo a rua por uma mão unica
talvez eu ainda tenha a vaga lembrança de suas coisas
esvaziando gavetas eu posso ver
sim eu ainda consigo ver apesar de tudo
as vezes o tolo é melhor que o cego

Sonhe com essa noite me diziam os comprimidos
e eu acordei num lugar estranho dentro do tempo
parece que a moral da historia é uma metafora estranha
sim voce pode cair na estrada
quando o caminho não faz sentido
mas ficam as coisas
dizendo que sem sentido
não há caminho certo
todos os caminhos me levam para alguma casa
nenhum lugar sou eu
eu tenho comigo todas as janelas
todos os copos e beijos

Eu sei muito bem como é
dar uma volta inteira e perceber 
que sequer leu aquele bilhetinho amassado 
e bem guardado para ninguem mais saber
que te mandei pelo porteiro
aquele torpedo mimiografado
que eu dediquei a voce

eu limpo as gavetas
e dou um pouco de cada coisa
são tantas coisas que ficaram
eu vou me desfazer de mim
e comentar pros amigos
que ja foi 
e já foi
e se não deu
não deu...

R.I.P. now!

Hoje eu acordei de um sonho
o sonho acabou 
sim o delirio que me ferveu amornou
já não digo não
não ao não
apenas sim
sim
sim

Hoje eu acordei
pus meu casaco
calcei minhas botas
acendi um cigarro
e segui
o bloco não para
e isso não é para voce
isso é por mim
e eu nunca fui voce

Hoje eu acordei da febre
fiz o que fiz
e sim
eu sinto que
hoje eu acordei feliz
minha liberdade
vem da cor do céu 
da noite
estrelado de paixões
eu sei bem com quem contar
e pode crer
meu bem
já não é mais voce
quem eu vou chamar