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terça-feira, 16 de agosto de 2011

O cara de 13 anos

Aquela escola, ir lá naquela escola, todos em algum momento já nos confrontamos com nosso passado, essa manhã eu fui na escola onde estudei da quinta a oitava serie. A principio subir aquele lance de escadas,quando meu corpo ainda era minimo,quando as meninas subiam por outro lance de escadas em outro local daquele predio,as roupas modestas,a quipá, quantas lembranças dentro dessa manhã recente, o cheiro da rua como uma vaga recordação das manhãs onde acordar cedo já era um sacrificio homerico. Sim hoje eu vi aquela rua onde toquei pela primeira vez a mão de uma menina, a esquina onde dei meu primeiro beijo, ao olhar um poste chequei que naquele tempo eu era menor que a pintura, a gente vai crescendo e em algum momento perde aquele sorriso de foto de turma, o cinismo vai ocupando os comodos da nossa alma, nos tornamos hesitantes e por vezes medrosos demais, são muitas portas batidas, amigos mortos pelo caminho, ruas cujas calçadas se tornaram pequenas demais, para adiante se tornarem pequenas novamente. A gente se perde um pouco na tentativa desesperada de se achar, para cair em si numa dessas ruas de um bairro tipico, que não importa muito para onde voce vá, no final, voce continua a ser aquele mesmo cara de 13 anos de idade tentando achar o seu lugar ao sol. Com aquelas mesmas vontades de descobrir o mundo, com aquela mesma ansiedade pelo futuro, aquele frio na barriga toda vez que sai para a rua, no fim tem sempre aquele medo de terminar a vida como começou, de não realizar grandes coisas, de não ter verdades realmente interessantes, no fim eu hoje fui la naquela escola não apenas para trabalhar, fiquei da janela da sala no meio da aula olhando o patio onde eu brincava de ser adulto, hoje eu não sei se sou realmente adulto, em algum momento eu devo ter perdido essa passagem, ou quem sabe anda esteja por vor,acho que ainda sou aquele carinha do bom retiro indo para escola, só que agora entro por uma porta diferente...

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