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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Avenida

Pode fazer fila que agora a vida pulsa
e de tanta loucura me convida
a sair pela avenida rua por rua
dar risada
não adiante nem chamar que eu não vou
se pra onde eu vou meu bem
pode saber que é mais alem
do que os lugares
que voce já me levou...

Renascença

Nesse dia chuvoso eu vou comigo mesmo
e é sem erro e nem acerto que eu sigo assim
pode até ser que pareça ser que eu vou sem mim
aqui no centro de uma capital qualquer
eu ja prometi mil maneiras
e disse coisas com fé
pode crer venha me ver
confuso entre os pelos e os cabelos de outra mulher
e eu vou sim me entreter dentro de outros olhares
sem uma busca real
e assim sendo eu vou pra ser o jogo dentro de alguem
a canção de mais ninguem
com meus bolsos recheados de sorrisos partidos
uma criança espera nas escadas
cabelos claros tão caros ao meu olhar
eu tento alcançar o que ela busca
mas eu não sei onde falar...
Muitas ruas nesse centro onde eu estou
dentro da vida os trens numa capital qualquer
e ela podia ser luminosa
mas é tão linda essa mulher
a pouco uma menina e seus brinquedos de pirar
como eu quero essa mulher
dentro das ruas de um centro cinza e sem luz
eu nublo os contornos por onde eu vago
descrevo um arco dentro dos passos
eu persigo o sorriso ruborisado dela
quero saber onde mora
eu quero cantar seu nome
dentro da chuva nessa manhã
numa capital qualquer
eu quero me confundir em seus pelos e cabelos
ainda ontem era uma meina e eu vi eu sei
o breve instante da floração
o cheiro de novo novamente em encanta
mas o encanto perdeu o mecanismo da conquista
numa matematica insana eu já não sei como te trazer
os dedos apontam para fora do campo...
Eu sigo comigo dentro das manhãs frias
com a triste certeza de partir outra vez meu coração
sim outra nova velha historia começando dentro dessa manhã fria
e enquanto eu pego o trem eu vejo coisas do passado
como num tunel eu posso ver
dentro de uma capital qualquer eu vou
perigo com passos quietos e tremulos
o perfume que denuncia a vinda de outra mulher.




terça-feira, 30 de agosto de 2011

Estrela

Eu sou uma orquestra cardiaca
quero gritar junto dos postes de luz
filar a luz do céu ao entardecer e correr
tenho nostalgia pelas estrelas
ali imoveis quietas num céu negro e infinito
apenas brlham sequer amam
elas apenas brilham
queria a sorte das estrelas
que discutem os seculos
que nunca amaram e no entanto brilham

eu quero ser coo a esquina que se dobra sem se curvar
abrigando em seus cantos
contos e atos obscenos e cotidianos
eu queria cantar essa canção e fazer alguem ouvir
como os trens que chegam e partem vai ver seja a vida
os versos nada dizem sem o poeta que os diga
e eu só os queria te dizer minha estrela.

Tempo

Me dizem que devo escrever poemas de amor
mas me ocorre não saber escrever versos de amor
escrevo versos de dor e ao escreve-los
como que revisito essa dor

ando de um canto a outro dentro de mim eu sigo
pouco importa o vento rompendo as janelas
aqui não há amor eu tento repetir
como quem mente para si eu digo palavras vãs
como se houvesse razão eu ainda sonho
já não há razão eu repito
mas não consigo me ouvir ainda

por isso eu vou
por isso eu sou
nada me diz mais como eu queria que dissesse
num tempo de agora e eu só queria que fosse bem antes
mas não é.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Athenas

Por favor me deixe em paz agora
eu estive em lugares estranhos nesse tempo
ouvi e senti coisas que fariam qualquer pessoa morrer
e a tristeza que carrego em mim
dentro desse sorriso quieto
como uma piada de mal gosto
parece me fazer sorrir mecanicamente
deixe minhas mãos congelarem em sua mentira
meus olhos amargos que sua traição manchou
poderia ter sido um homem
sim poderia ter sido alguem
mas apenas a sujeira eu cnsigo perceber
em palavras que voce me dizia
e agora repete com os olhos como querendo me desdizer

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Acrópole

Você nem esta no centro desse furacão
eu fico mudo te escutando desenhando com o meu macarrão
e você diz umas coisas que eu disse
e você diz umas coisas que dissemos
de bem antes meu bem
de bem antes dessa tarde fria e o que até aqui nos levou
você sequer faz parte desse turbilhão
eu fico aqui sentado enquanto o seu amor próprio se abate
assisto a tudo como um rei
e acho que perdi em algum ponto a majestade

a mascara caiu e a fantasia sujou
pouco adiantou tanto furor
tanta dança foi em vão
me deixe rodar só
que assim eu nem sei mais
sozinho eu vou dentro da chuva fina
pelas rua do centro de alguma capital da América latina
ciente de toda a poesia que perdi
em algum ponto a majestade vai me encontrar

enquanto isso em alguma capital desse continente sem paz
abotoo meu paletó e faço da vitrina meu espelho
conservo essa ginga no andar como quem ouve samba
esse brilho no olhar como se houvesse esperanças
e já nem há razão alguma que seja liberdade
e não se entregue a solidão...

Me entrego a saudade mais quieta certo de que
a vida é uma dança e que inda hei de achar
assim me vou cansado de dançar tanta dança
uma canção vã de poesia gasta se me imprime a alma
e quieto eu canto outras canções que eu invento
poesia onde eu me invento feliz

as mulheres todas que amei
sim as mulheres todas que me amaram
sonhos que não sonhei
materia inumana repleta de cenas onde calo meu ser
cansei de andar esse caminho vario
cansei de lamentar a morte de outros
se morte há que então se farte dos outros
a mim quando couber farte-se de mim no devido tempo
eu no entanto não me importo com mais nada
não perderei meu tempo com metafisicas
não escreverei cartas de amor.

Você não esta no centro desse furacão
enquanto diz o que dissemos eu desenho no prato
com o molho de tomate e o macarrão
eu olho pela vitrina eu desvio o meu olhar
aqui há um peito sem coração
dentro da chuva fina em alguma capital da América latina
sem filas ou ilusões eu sei que você sabe disso
e sei que pode ser que nem seja sonho
e se não for pode deixar
que é bem melhor viver uma vida
que chorar pela euforia de um sonho que passou

não vou te dizer que seus olhos são lindos
e nem contar que hoje meu me vi dentro do seu olhar
não me toque e não me beije
só me deixe escutar o som da vida indo longe
sem ter pra onde voltar
sem liberdade que não seja solidão
qualquer canção já não vai servir
eu vou cantar uma nova canção

é bem melhor viver uma vida
que chorar pela euforia de um sonho que passou...








terça-feira, 23 de agosto de 2011

Canção do retorno e da chuva

Faz da chuva uma canção
canta pra mim esse adeus então
fale comigo de outro cais
de outro porto que nem sei como chegar
faz de mim essa chuva
canta para mim essa canção
e então eu vou te mostrar como foi viver
cada minuto dessa chuva e nessa canção
assim sem ter voce
faz para mim então
uma canção de amor
rasgada de amor por mim
me deixe aqui
e assim eu sei
farei promessas pois meu bem
eu ando tão só e essa chuva
corre descalça e nua
pelas ruas que eu cansei
de tanto de procurar...
Faz da curva um caminho
e da maré outro sonho
me diz que seu sim não se foi
vem comigo e cante esse refrão
uma canção de amor assim
cante por mim
dentro dessa estação
e eu só quero ouvir
e eu só posso ouvir
cante por mim
essa canção
que eu compus para cantar
dentro de ti...

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Estrelar

Correndo atraves das estrelas
distante a milhas da sua casa
sim eu não sei como voce esta agora
talvez eu ainda esteja lá
mas eu não sei mais como dizer isso
como dizer de uma maneira que voce ouça
algo que voce consiga entender
entre estrelas corro como o vicio
eu não sei de ninguem que possa entregar essa carta
eu não conheço ninguem
que possa cantar essa canção comigo
sim eu estou tentando falar sua lingua
fazendo sinais para o circo ser extinto
ninguem pode entender meus passos agora
e eu não consigo reconhecer
sua alma
sua alma esta 
como numa festa onde não alcanço
eu não fui convidado
então estou aqui diante das frustrações
e planos arquivados
meu sangue encena um sorriso
quieto e frio
como se um segredo terrivel me assombrasse
me deixe te dizer como eu estou
me faça ser benvindo em seu mundo novo
como num jogo onde eu não sei as regras
gostaria de ir ao inicio do estagio
onde tudo começou a se pintar
sim eu coloriria com outras cores
Diga coisas em sua lingua
relate sua jornada excluindo onde estou
voce não pode entender
sim eu sei que voce não pode entender
coisas que eu faço
palavras que eu digo estou ferido
como um anjo antes do final
correndo diante do sol
pedindo por um pouco de insanidade dentro dos dias
Como eu queria poder sorrir para alguem agora
como eu poderia sorrir para alguem agora
sim estou seguindo adiante do tempo
entre nossas antigas historias me afogo
como um rato dentro de um classico da literatura
eu direi palavras macias
num idioma que voce não pode entender
sim voce está dentro de uma dessas estrelas
como numa cadeia de supermercados onde imigrantes não entram
os segredos e questões não respondidas
me deixe acenar para sua alma como antes
sim eu sei voce não pode entender mais
como eu poderia contar para voce como eu me sinto
se voce não consegue mais sentir nada
Meus olhos perseguem a sombra de Deus
minha alma se perde dentro do progresso
ninguem entende muito bem essa nova linguagem
esse seu testamento em vida
sim eu não sei mais como são as estrelas
ajuste as notas da orquestra
rompa o limite da minha sanidade
pois estou guiando um rebanho de alucinações
e voce não pode mais me entender
com as ferramentas que Deus castigou
escrevo nomes que sua mente não pode sentir
estou caindo de uma maneira triste e pesada
e se voce pudesse me ouvir agora
sentiria essa dor como eu sinto agora
olhe meu sorriso por favor
sinta que estou diante do sol
repare em minha alma
essencia desgastada pela noite sem voce
flores queitas dentro de uma sala
voce nunca vai entender meu espirito
acho qeu nunca mais serei capaz de entender tambem
como numa briga gigantesca
perdi algumas partes e não sei por onde começar
parece facil agora não parece
acho que não é tão facil assim
conte comigo não conte comigo
eu não sei o que dizer agora
sim eu não sei o que dizer agora
como num circulo sem começo ou fim
estou girando dentro de mim
estou criando um crucuito fechado de dor
como uma criança
como uma estrela
me deixe escalar seu predio
seus olhos são tristes
seus olhos parecem querer sorrir
me deixe ver seu corpo
por favor não me deixe só
por favor me deixe voltar só
Como numeros dentro de uma caixa
como canções descobertas numa ilha
voce não pode entender essa minha jornada
voce faz parte da minha procura
mas eu não quero encontra-la...




domingo, 21 de agosto de 2011

Asi

Ahora en las noches
con mis amigos en las noches
en las calles y las fiestas
conmo estoy arto
de mi cuerpo
que llamate aun
mi alma quiere besar otras
mi cuerpo quier otras mujeres
que quedan en olvidarte de mi
ya no busco amor
ni sueños
mis noches son las noches lejanas
las noches sin usted
con mis amigos
y sin tu voz que en mi aun ecoa
sin tus ojos que ya no buscanme en las noches
yo me voy con las estrellas
con las estrellas y mis amigos
sin usted mujer
con otras
asi conmo usted tiene otro ahora
ahora que mi vida ya no es tu vida
ahora yo ya no me quedo en tus brazos
ya no saciame la sede tus besos
tus besos son de otro ahora
y ya no creo en tus ojos
y ya no creo en tus palabras
usted que ame
en noches conmo estas ame
pero ahora
ya no te amo más
pero cuando te quieria

yo te buscaba em  cada calle
en los sonrisos constelados en cada dia
pues mis noches eram tuyas
asi conmo eram mias las noches de ti
ahora estas lejana
es de otro
y yo ya no soy de ninguna
ahora soy de mi
conmo ahora eres de alguiem...


terça-feira, 16 de agosto de 2011

O cara de 13 anos

Aquela escola, ir lá naquela escola, todos em algum momento já nos confrontamos com nosso passado, essa manhã eu fui na escola onde estudei da quinta a oitava serie. A principio subir aquele lance de escadas,quando meu corpo ainda era minimo,quando as meninas subiam por outro lance de escadas em outro local daquele predio,as roupas modestas,a quipá, quantas lembranças dentro dessa manhã recente, o cheiro da rua como uma vaga recordação das manhãs onde acordar cedo já era um sacrificio homerico. Sim hoje eu vi aquela rua onde toquei pela primeira vez a mão de uma menina, a esquina onde dei meu primeiro beijo, ao olhar um poste chequei que naquele tempo eu era menor que a pintura, a gente vai crescendo e em algum momento perde aquele sorriso de foto de turma, o cinismo vai ocupando os comodos da nossa alma, nos tornamos hesitantes e por vezes medrosos demais, são muitas portas batidas, amigos mortos pelo caminho, ruas cujas calçadas se tornaram pequenas demais, para adiante se tornarem pequenas novamente. A gente se perde um pouco na tentativa desesperada de se achar, para cair em si numa dessas ruas de um bairro tipico, que não importa muito para onde voce vá, no final, voce continua a ser aquele mesmo cara de 13 anos de idade tentando achar o seu lugar ao sol. Com aquelas mesmas vontades de descobrir o mundo, com aquela mesma ansiedade pelo futuro, aquele frio na barriga toda vez que sai para a rua, no fim tem sempre aquele medo de terminar a vida como começou, de não realizar grandes coisas, de não ter verdades realmente interessantes, no fim eu hoje fui la naquela escola não apenas para trabalhar, fiquei da janela da sala no meio da aula olhando o patio onde eu brincava de ser adulto, hoje eu não sei se sou realmente adulto, em algum momento eu devo ter perdido essa passagem, ou quem sabe anda esteja por vor,acho que ainda sou aquele carinha do bom retiro indo para escola, só que agora entro por uma porta diferente...

sábado, 13 de agosto de 2011

Bem na mosca

Nunca esperar
nunca significou nada esperar
eu deixo a luz acesa
eu faço dois copos
eu apago a luz sempre
e bebo por nós dois
eu nem sei seu nome direito
suas historias eu sei
de ouvir alguem contar

mendigando poesia
dentro de u livro esquecido
antologia poetica
de algum poeta suicida
e no meio da noite
acordo atordoado
espero por seu chamado
uma resposta
aos meus desesperos calados

eu tenho medo disso
eu sinto saudade
solidão meu bem
eu sei
quero que saiba
é muito mais que a paz
então por favor
se lembre de mim
com mais cuidado
pois meu bem
eu tenho aqui comigo
essa loucura esse grito abafado

Nada esperar pode crer
sim pode crer
é as vezes esperar algo
eu que sempre esperei
ser o seu alvo
pra bem na mosca
 voce me acertar

Começa o dia

Começa outro dia
estrelas de tv devem estar acordadas em algum bar
astros da musica tambem
eu fumo meu cigarro e espero o sol
conto as horas amargas até meu sono amargo
deitar meus olhos solitarios dentro de algum sonho convulso

começa outro dia e eu e meus amigos não sabemos muito bem
o nome daquela garota
o cheiro daquele perfume
que ela usa e me faz lembrar qualquer coisa no passado
ela é uma canção
ou apenas mais uma marchinha
será que tem alguem
ou veio apenas dançar

talvez tenha me procurado nesses dois anos
que eu estive afastado...

Me leve para algum lugar por favor
deixe-me ser seu por uma tarde
me permita ser seu essa tarde
todas as noites me leve para algum lugar
eu preciso ser feliz

sim eu quero conhecer voce
pode ser hoje
essa noite tudo ok
com meus cigarros e esse copo na mão
como eu queria ser feliz
então me leve com voce

me deixe bebado por favor
me chame de amor
eu quero ficar bebado com voce
eu quero encontrar voce em algum lugar

Começa outro dia
enquanto eu vejo o sol nascer
artistas de tv saem de bares
astros do rock escapam ou não de overdose
me leve com voce
por redes sociais trocar carinho
por telefones confessar segredos

eu não quero ficar só a vida inteira
eu quero um pouco do seu amor
mas tambem serve atenção
então por favor
moça de olhos verdes e nome facil
me chame logo para uma festa
me mande logo para o seu quarto

tudo que eu não quero é ter a dor
de ter apenas o seu telefone
e não saber o que fazer
alem de por engano te ligar...

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Essa manhã marchei com o sol

Essa manhã marchei com o sol,
bruxas varriam jardins de santorios
e eu doentemente beijava gueixas,
coçavam-me com livros russos
e eu sorria de suas vassouras,
junto ao sol
junto ao sol...

Essa manhã marchei com o sol
ninguem pode entender um sonho,
casas de dor fechando as portas,
até o ultimo cliente sair do quarto
inquietas canções azuis emanando de mim.

Voce pode sorrir por dois anos sem parar
mas a alegria feito um bloco
um dia se esfarela
não é cocaina e nem sequer petroleo
todos com suas armas em cada lado do front
minhas flores secas envolvendo meu pescoço
com seus espinhos sem importancia
dedilhando minha carne fria
essa manhã eu marchei com o sol.

Essa manhã marchei com o sol
era tão cinza a manhã que eu me perdi
será tão puro o nosso encontro e santa a razão
por tras do seu olhar eu não me vejo
buscava em todos o que eu só acho em espelhos
a minha voz buscou um timbre insondavel
e agora eu sei muito bem
era tão cinza aquela manhã
gueixas me beijavam com estiletes
livros se riam de mim
e as bruxas todas em pó
em pó
em pó...

É mesmo o branco para o branco
sem direito a salvação
isso não é plano de fuga sequer exilio realmente é
apenas um jardim onde uma gueixa me beijou
onde bruxas varriam sanatorios e eu chocado
ouvia o som dos livros a roçar minhas feridas
essa manhã marchei com o sol
essa manhã eu marchei com o sol
voces podem não acreditar mas eu marchei
com o sol essa manhã

Essa manhã cinza em minha cama
o sol veio me dizer
que em sanatorios onde em jardins bruxas carpem sua luz
gueixas me beijarão carinhosas com livros russos
vassouras varrerão olhares jocosos em meu quintal
estiletes retalharão feridas saradas
bruxas e livros
geuixas e jardins
minha vida é um sanatorio de fantasias

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Fazer sala

Na mesa
 uma garrafa vazia
 faz sala
 para outra novinha...
carnaval engarrafado
ressaca é quarta de cinzas



Navegação

Tudo indica isso e eu mesmo já sei
pensei toda essa noite e cansei de cogitar
quantas conduções até lá
e quais as condições
Tudo vai dar certo e em todo caso
eu nem sei mais
tantas palavras trocadas e pensadas
ignorando a paz
E eu sigo com minha sombra
minha voz distinta e minha
minha voz que é sem igual
cantando tantas palavras
algumas bem sensatas
sensatas demais até pra mim

Enquanto isso eu vou seguindo

dentro da minha embarcação

cabeça cheia de tudo

cabe toda a vida em tudo

que é mais que o mundo

maior e forte eu sigo em frente

naver é obrigação

até o horizonte por todos os portos

minha voz distinta é somente minha

encanto por navegar




Homem

O homem solitario nunca esta sozinho
a beira de si um copo
sempre mais um copo dentro do seu caminho
ele engole as previas e sai quieto
toda ponte é um convite
todo convite é muito exclusivo
O homem solitario nunca esta sozinho
junto dele carteira de trabalho
certidão de nascimento
documentos de todos os generos
que é para identificar o corpo
que dentro do copo vai caindo
pois o homem solitario
apesar de só nunca está sozinho
com ele tudo do mundo
mas nada é realmente um caminho
ele ri das luzes
ele canta e soluça
e busca de solução
dentro dele outros copos
em cada copo a solidão sorri
a beira de si um copo
pelo caminho toda ponte
é um convite sempre muito exclusivo
as cordas e o gás
as avenidas transitadas demais
ele quer apenas a paz
de concreto e quadrada paz
a paz de anular a si
de cobrir por fim o seu corpo
que é cheio de copos
pois ele apesar de só nunca esta sozinho
o homem solitario

Por que era ela e por que era eu

Por que era ela 
e por que era eu
assim foi
que se foi
e assim se perdeu
era assim e
se perdeu
caiu
quebrou
e se perdeu
tudo por que era ela
e era eu
para ela como eu fui
como eu fui eu sei
eu nunca mais serei
para alguém como ela
como ela foi
assim só por que era ela
e por que era eu
naquele tempo
aquela historia
enfim
tudo para isso
para esse fim
enfim o final
e eu aqui sentimental demais
demais em busca de um canto livre
de um campo aberto
onde haja silencio
dançando junto da paz
e eu quero é mais
barulho e confusão
dentro de mim 
todas as ruas da cidade
cantando uma canção
chamada saudade
e as coisas começam a perder o sentido
depois de um tempo
qualquer coisa
um gesto
um filme
uma recordação qualquer
se esfarelando feito pó
junto do vento
como se fosse fácil seguir
eu vou
e sei um pouco que vou 
pois tenho que ir
e sigo mesmo assim
por que era ela
por que era eu
os dois assim
junto do vento
dentro da vida
como de um caminho
adentro para outros caminhos
outras cenas
sensações
sacações
encenações e jogadas
sem agora 
e sem ela
pois já não é ela
é outra
e dentre as outras
outra haverá ainda
que não ela
e eu sei
por que era eu
e ainda continuo a ser
assim como eu era
e eu começo a suspeitar de mim
me pego alheio comigo
como se me observando
tentasse ver alguém
e nem visse
eu só sei que passei ali
e ao passar não me achei mais
talvez o tempo tenha passado antes
quem sabe eu seja o bem depois
e só sei isso agora
já não era mais por que era ela
e já não era mais por que era eu
ali diante de tudo
como depois do tempo
coo se depois de tudo
apenas eu restasse do cenário original
feito peça antiga
como fosse ultrapassado
o passado por onde ela atravessou
e todos os outros passaram
eu ainda não passei
eu ainda sou como eu era
assim como eu era 
quando era ela
por que era ela
por que era eu
guardo um tempo
capaz de me guardar
guardo esse tempo
onde me guardei
fiz versos
que o tempo leu
li versos que o tempo me convenceu
e me convenci com o tempo
que alguns versos
como o tempo passam
e no seu passar eu me guardo
como me guardei até aqui
era ela sim
era eu sim
e talvez fosse por isso
que exactamente ali
foi acontecer de ser
por que era ela
por que era eu
e eu li num livro qualquer
e quis aprender
as lições
que eu não posso saber
talvez agora apenas eu não possa saber
deitado dentro da noite
quieto dentro do dia
silencio em mim se escuta
nada
nada
nada em mim agora 
é mais que essa poesia
que essa canção repetida
assim como se dentro mim
fosse já uma antiga canção
talvez eu já tenha repetido
tantas vezes um mesmo refrão
que a letra engoliu meu ser
e meu ser tornou-se canção
por isso eu cantarei as estrelas
o seu brilho fácil não trai meus olhos
sua luz me ilumina como a outros
sem rodeios apenas ilumina
e eu cantarei a poética dos gatilhos
que disparam nas têmporas cinzas
de figuras cinzas
da noite que como eu
assim como eu
não sabem sequer seu tempo
não sabem sequer
quem são
mas eu suspeito de mim
talvez ainda me conheça
quem sabe ainda me saiba cantar
talvez não tenha sido vã
talvez
talvez apenas
talvez quem sabe
enfim uma sequência de talvez
para talvez explicar
isso
mas isso eu não sei
isso eu não sei
agora
e toda a hora eu vejo
impresso como um cartão de natal
como uma capa móvel
de jornais que não nunca lerei
afinal esse é apenas o começo
então talvez seja apenas mais fim
um adeus pareceria óbvio
uma canção cairia bem agora
um cigarro
um trago
um porte de arma
nada adiantará na minha vida
nada adiantará para a poesia
esse verso cairá como folha no outono
eu outonei diante da primavera
quarta feira de cinzas eu sou
quem veio do Carnaval
e por que era ela
e por que era eu
nos dois
quando éramos dois ainda
nem somos mais
nem mais seremos
como saber
eu nem sei
eu fico quieto
eu só quero saber
e nem quero mais
sem paz
sem nada
sem lirismo a cavalo
sem bonde pego em pingente
sem canções exilares
sem versos amargos de fim
eu nem sei
eu nem sei
eu nem sei
eu nem sei
eu nem sei
mas não venha me dizer
o que devo saber
sem sistemas prontos
sem esquemas próprios
eu fico no bar
esperando meu copo
eu grito e salto
mais alto que o grito que o desespero soltar
eu queria me jogar em qualquer bar
numa rua com algum nome de mulher
e me consolar
num telefone qualquer
seja como for
deixe eu me perder
cansei de mim agora
estou cansando desse verso
que engoliu o meu ser.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Torrencial

Meu desejo é uma torrente de suspiros infantis
eu rezo em ais o calor de nosso amor
tudo dentro de mim enlouquecendo
como se um bloco de sentidos
 cantasse em coro ao meu ouvido
quem é esse menino
será que tem juizo
ou só quer se aproveitar
e eu vou deixar bem mansa
aos poucos ele se instalar
a nossa loucura de suores
eu rezo em ais
por todo esse dengo que só ele me faz...

Poema para a primeira pessoa do singular

Quem é ele que nem sei quem é
seu sorriso é no olhar
tragico encontro de suas confusões
me dizendo de mares e amores
ele esqueceu o caminho parece
parece mesmo que ele esqueceu
seu destino de mar
seu olhar de menino
seu terrivel passado
o que lhe aguarda o destino
e ele nem sabe como é
ser assim para alguma mulher
seu encanto quieto demais
esse olhar sem paz
sua voz alta que perturba
eu sou apenas uma mulher
eu sou apenas mais uma mulher
e quero tanto ser sua
sentir sua mão firme me tornando nua
vindo comigo assim 
comigo para o que sequer sei
mas saberei logo ele vai me ensinar
e me fazer gostar
e me fazer gozar
eu sou apenas uma mullher
como tantas outras
apenas uma mulher
e ele vem com seu rosto mouro
com sua barba que arranha e ele conta historias
ele sequer me olha
ele provou do meu gosto
ele se fartou com meu corpo
ele é assim o que posso dizer
nem sei como dizer o que ele me faz
esse desassossego palpitando
como pedindo por mais
esse mar que ele é
essa doce ilusão me consumindo a veia
desabando o coração 
despindo a alma escarrando poesia de exautões
dentro de outros sonhos
construindo outros lugares
onde só ele está
parece entrega eu sei
mas como é
nem faço ideia o que é
nunca tive algo assim
pois algo assim não se pode ter
eu sou apenas uma mulher
eu sou apenas uma mulher
como outra qualquer
tantas outras e até mais
louca por ele
por essa voz esse olhar
ele como o mar
impossivel conter tanto sonho
desejo não pode represar
e quando ele vem
surge logo asim
dentro de mim essa loucura tonta
a sorrir pelas pernas
a gritar no olhar
fosse amor eu amaria
mas ele é repleto de sonhos
ele é como o mar
fosse amor eu amaria
impossivel conter tanto sonho
que ele não conta
mas se vê no seu olhar
desejo ainda bem
meu bem
não faz bem represar...