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quarta-feira, 13 de julho de 2011

A vida é bela

Enquanto a vida segue
dentro de vagões e lutres encantados
eu rasgo os papeis
pré-estabelecidos pelo estado
a liberdade dói como a ferida da agressão
toda luta é um pouco suicidio
mas a vida ainda é bela

Generais em suas fardas limpas
engraxam com sangue
a dignidade de seus filhos mais queridos
eu não sei dizer suas palavras
por isso eu canto esse canto com minha classe
no fundo todo mundo sabe
eu sou mais um dentro da minha classe

Um não paulista entre paulistas
que não acha tudo isso da locomotiva do Brasil
que não repete essas palavras senso-comum
que não lê auto-ajuda
que não crê em chico xavier...

Eu sou mais um e pode crer
é bem dificil já ter quase passado fome
e quem não sabe muito quase sabe como eu sei
que não há cenario mais estranho que dentro de si
mas que a vida é bem maior que qualquer mentira encaderna
para estimular auto-confiança...

Sem carteira de identidade
eu posso me identificar
eu não sou um numero
tambem não sou a voz no coro
minha paroquia é a praça
e meus amigos os vagabundos grevistas da cidade
eu me amonto no meio da gente
gente de verdade sem hipocrisia ou desaviso

Minha liberdade é a minha fortaleza
minhas palavras não são sinonimos de algum outro discurso pronto
ninguem vai me ferir de onde estou
eu leio livros de verdade
eu leio livros de verdade
e tenhos amigos que não são cenograficos...

A vida segue
dentro de salas de jantar
sofas de salas onde familias assitem a tv aberta
dentro dos jornais a vida maquiada
dentro da vida esse desespero
essa loucura mais que todo o cliche
essa fome de silencio
quando ninguem fala o necessario

a vida não é um trio eletrico
mesmo por que isso aqui não é musica
mesmo por que não é musica
esse tal de trio eletrico
e nem é carnaval
esse amontoado de jovens classe media
sem poesia alguma
é apenas um amontoado
sem essencia
urbano entulho alienado

A vida não é isso
a vida é bela
e quando olhar e ver algo sem poesia
saiba
não é humano
pois a vida
a vida é bela...

sábado, 9 de julho de 2011

anti-mantra

Acho que é isso
esse prato vazio
essa poça represando
ninguem vai atender

Acho que é isso
e pronto isso mesmo
sem esperança alguma
nada vai mudar
nada vai mudar

Os barulhos da cidade
as cores sem razão
explodem em exagero
desfazem meus olhos quietos
eu não posso olhar
eu não quero ver

Acho que é isso mesmo
e pronto é esse copo sem nada
essa canção bem gasta
esse bolso sem moeda
nada vai mudar
nada vai mudar...

terça-feira, 5 de julho de 2011

Matematica

A matematica matou meus sonhos
fez ruir meus predios
minha completa ignorancia de equações
dá vontade de dar um soco na cara
dos numeros primarios
da trigoometria...

Os calculos e a logica
romperam a devastar e desabrigar
meus sonhos urbanisticos
de estampar de concreto vias desertas
de tornar cidade campos vazios
dentro da minha meninice
dai veio a matematica
com seus calculos algebricos
e fez isso comigo

Toda a arquitetura
todo o urbanismo
meus sonhos tenros
da mais inocente infancia
os primeiros desenhos
o conjunto de lapis e canetas
ganhos num aniversario qualquer
entretiam como uma aparicação divina
ao tornar visivel as primeiras imagens
de minha inocente intenção!

Tornar-me arquiteto
eu queria antes de tudo tornar-me arquiteto
mas a matematica
com suas logicas excentricas e absurdas
me castram o genio
que desde cedo dizia
serei arquiteto
serei arquiteto
serei arquiteto

e assim quando na escolas vieram os primeiros numeros
eu os devorei com fome
 pois gritava em mim:
serei arquiteto
serei arquiteto

masa ai vieram os calculos complexos
cuja logica se exila de abraça-los
é quando afinal 5+5 é igual a X
e esse tal X pode ser tudo
mesmo ali continuava em mim aquele grito:
serei arquiteto
serei arquiteto

mas vinham as notas
numa decrescente triste e cinza
esfareando o concreto
apagando os desenhos
retorcendo as retas
endireitando as curvas
desabitando as cidades projetadas
pondo abaixo os edificies
cada vez mais dificeis de se concretizarem

foi assim que a matematica assassinou os sonhos de uma criança
foi assim que a passos de genocida a triconometria, a algebra e a equação do segundo grau
foram calando aquela voz que desde bem cedo gritava
e agora quando olho um predio
quando ouço o nome niemeyer
fico murcho
quero chorar
torno-me a criança
dentro do sonho que a matematica desfez...