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sexta-feira, 24 de junho de 2011

Celebridade

A agua calma arrasta o dia na ausencia de seu frescor
e as cores que antes iluminavam o dia
são um prisma cadaverico que projeta o futuro
as luzes se apagam
o sol deitado apenas chora
todos os planos arquivados
todos os dias em greve...
As pequenas coisas como formigas gritam
o silencio orquestra um jardim de mortalhas
como se um pavilhão de mortos reclamassem suas sombras
eu no caminho apenas olho
as ruas que vão passando por mim
as coisas que eu li
o alfabeto que eu desaprendi
as rugas
as noites
o sono
os sonhos
a vida
e os pés que andam
mesmo na ausencia de um caminho
eu sou um cego guiado por minha ignorancia
uma carruagem de infantilidades cujos cavalos são doentes e sujos
ai o vapor da cidade
que me esfaqueia como se esfaqueia um cigano
o coração que quer dobrar esquinas
e abrir portas
a vida que se foi
e a certeza da morte
a vida que se foi
a certeza da morte
como são sérias as peças que assistimos e interpretamos
a mascara vestiu a alma do palhaço
e ao fim da temporada
a tristeza cuidou de costurar a fantasia
qual instrumento que só toca uma canção
os fatos
e as fotos
todas as conversas da moda
e as girias do momento
minha barba cresceu e eu aparei
minha mão se estendeu
a vida amputou
a vida se extraviu no meio do caminho
quando o meio do caminho era para ser
toda a vida
os dias
as noites
a vida
o pulso
todos os numeros
todos os endereços
complexos habitacionais
casas populares
populares demais
para espaços reservados de pura intimidade
animais cujos os sons poluem minhas ideias
retalho da existencia
teu alfaite é a rotina
e a angustua bate a porta
tenta abrir  janela
os aviões não tem consolo
as carros são casos perdidos
essa avenida
meu deus essa avenida
toda essa cidade
todas as cidades
toda a loucura da vida
toda a canção da vida
ninguem quer cantar essa canção
sequer os cantores ruins de vo boba
que vocalizam sons bestiais
sequer os pessimos artistas conseguem representar
talvez o pior é inalcassavel aos mediocres
talves aos mediocres a medianidade seja a taça de suas olimpiadas
não quero tomar chuva
não quero pegar sol
quero meu quarto
a parte do mundo
distante da dor
longe da realidade
das bocas que emitem sons
tentando comunicar
dos olhos que só sabem me condenar
o dia calado espera angustiado as noticias do dia
espera no radio
que seu desespero seja o sucesso do dia...
No fundo isso tudo é para aparecer
isso mesmo para aparecer
e afirmar
essa vontade louca de perder a oportunidade de ficar calado
essa sede absurda de publico e palco sempre
esses problemas não resolvidos da infancia
que me fazem infantil demais
tão reles e infantil
assim ao ponto de ter comigo isso
essa loucura por sempre aparecer

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Luta de Classes

Luta de classes...
Não uma breve volta por floreios
sequer uma volta inteira por mais meios
a vida é a arma
a bala o plano B
Luta de classes...

Para alem da luz vazando das janelas
entre os pés seguindo seu rotineiro caminho
os operarios e seus macações
sujos de gracha
a louca hora de sol
fritando os pensamentos
a luta de classes pulsando
Luta de classes...

Sem esquemas nepotistas
sem truculencia aos que questionam
Luta de classes...

Sem casa em higienopolis herdada
o suor que não discute estetica
o delator admirado
o stalinista cultuado
Luta de classes...

A greve desrespeitada
o peão fetichizado
as linguas empoladas por termos surreais
a estetica que se esquece da etica ao nepotar
Luta de classes...

A negação do metodo
a ausencia de ação
a teoria que degenera
para não se degenerar
a seita santa de sagradas familias
o santo martir e seus capelões fura-greve...

Luta de classes
Luta de classes

Eu acho que sou burro
e tambem acho que voce pode ser
luta de classes meus caros
o novo homem é inevitavel
o futuro é dos proletariado
o novo homem vai vencer...

Luta de classes...

Luta de classes...

Classe contra classe
meu muro te cerca
pois meus punhos romperam
as margens que fazem da agua poça
e agora a vida é onda
vindo contra o que é velho
é inevitavel
o novo homem vai vencer...

sábado, 4 de junho de 2011

Exilio

Alguns passaros cantam
pequenos fragmentos de imaginação
a vida cruza a avenida
e o tempo espera por sua vez
eu  uso meus sonhos como uma canção moderna
eu imagino cantar em chinês
uma linda canção de amor e liberdade
numa ilha chamada saudade

A quadrilha sopra pela varanda
as fogueiras se desfazem e beijam os olhos
como eu queria que voce estivesse
como eu queria que fosse voce
nenhuma criança devidamente uniformizada marcha para o meu deleite
pequenas poças de lama tem o odor de sopa de cebola
e eu apenas posso rezar
apenas posso rezar
apenas rezar

Policiais usam uniformes de festa
enquando os montros dançam uma ciranda de metal
meus pais parecem acenarem para o futuro
e eu sou tão saudosista grita um muro de dor e vergonha
minhas roupas de antigo maquinista
denunciam meu humor de sabado a tarde
quase como se a vida quisesse me devorar num instante horrendo
de valsas bulgaras e ancestrais
como num quorum para minha condenação
eu aceno com a cabeça para meus algozes e saio
todos se reunem e riem
sou a espinha em seus rostos bem alimentados
uma canção sem chances de sucesso  comun

As sombras choram quietas dentro da saudade
uma escuridão de milhas e milhas me faz correr
uma solidão de horas e horas me faz rezar
qual a sentença para o inocente
julguem o condenado com misericordia
fartem seus bolso com hipocrisia
cantem poemas de gloria ao Senhor...

Todos podem seguir um caminho
e mesmo a cruz não parece um bom sinal
guardem os inocentes dessa justiça
abstenham da fartura os justos
a fome nos igualará
a miseria purificará nossos espiritos até lá...

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Todotorto

Todo poder é torto 
toda cor é louca
nenhuma voz é boa
nada
nada
nada
o demonio canta uma antiga canção de guerra
as crianças dançam essa estranha politica nuclear
dentro da escola
dentro de seus sistemas cardiacos
dentro de suas linguas de trapo sujo estatais