Aos comentaristas


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sexta-feira, 27 de maio de 2011

Fome

Um homem triste esta quieto no escuro
diante de suas mãos ele chora
dentro da noite entre seus medos ele se quieta
parece menor cada instante
cada lagrima
ele parece um entulho
junto do lixo onde se alimenta
seu pecado é a miseria
e a morte é sua esperança
um homem triste no escuro
triste em sua fome
triste dentro do seu medo
medo de viver mais
viver o bastante
para passar mais fome

segunda-feira, 16 de maio de 2011

vitral da tua voz

que confuso: pétalas talhadas em vidro e no lume
aos lados gravuras que exprimiam teu olhar
distintos e distantes à noite e o teu perfume
em meu peito abotoados junto aos trajes do luar

tudo tua voz, qual desastres em cores a desbrochar
em rios de semblantes, em carisma e em ciúme,
levavam as pétalas aos gritos do tardar;
vitral do esplendor saudoso onde tenra luz resume

Vendados, nas rendas suspirantes que fulguram
em meu peito,este vidros prateados, seus desenhos
doem frios, ao deixar que tais vozes me derrubem

Refugio-me nas alvoradas desordeiras que me saúdam:
tomo os instantes, pétalas e açoites que tenho
nos mirantes das distâncias, para que a noite os desnudem

sábado, 14 de maio de 2011

corpo ou alma

Eu não vou mais sentir-me pecadora
nem deixarei que a culpa me consuma
pelo casamento ser a provedora
os deveres da prole querem que assuma

Quero o prazer, onde a plenitude ruma
a intensidade vibra desafiadora
Não mais importa instituição alguma
não serei a bruxa na fogueira inquisidora

Não sou vulgar só amo a vida
sei bem o que é ser preterida
n'alma; no corpo apreciada como um bem

já que hoje posso dizer o que sinto
prefiro dizer o que faço, não minto:
empenharei outros corpos também

Maquiagem

Meu disfarce é maquiagem circense:
um lado sou soturno palhaço;
temo minha face alegre
não importa o que sinta ou pense
nem porque sou honesto no abraço.
brinco com a mentira pra que a verdade se celebre
difícil manter a lágrima e o sorriso no mesmo laço.

Meu disfarce é circense maquiagem:
um lado sou palhaço soturno;
temo a face triste, pessimismo realista
que é respeitável por ter lastimável imagem.
para os maudosos é como o céu diurno:
nebulosa e claridade mista
que reflete dorida seu irmão noturno.

Por outro lado sou demônio angelical:
Temem que posso ser diabólico
e vingar toda a opressão que sofro,
acabar com a briga entre o bem e o mal
sorrindo sagazmente melancólico;
amedrontando todos só com um sopro
enquanto vivo num inferno bucólico.

Por outro lado, sou angelical demônio:
temem minha sincera generosidade
porque destroe suas moralidade e hipocrisia
lhes causa medo e os deixa insone;
ser tão bondoso, e lhes tomar a felicidade
fazendo-lhes viver co o mau gisto do dia-a-dia
a falta de nexo e sentido na mediocridade

Então olhe para o meu rosto incomodado.
Atribua a seu duplo caráter coragem
e a contraditória coerência do seu susto
faz-me satisfeito; entendeste meu recado.
Guardarás em sua memória a mensagem,
que tudo está unido, o que não gostas pode ser justo.
Te disfarçarás com a máscarada verdade
vendo como os outros fingem e agem.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Anjos Fardados da Nação

Ah, minha terra adorada
corta-me as lágrimas sua bandeira
o fogo que nos ateiam
sobre está ordem grileira
Explode na tristeza talhada
por nossa pátria amada

Apontam, expulsam-nos do paraíso
nos tratam como nada
Se eles tem asas
nos cospem chamas e poeira
tiram nossas casas
chamam nossa vida de de desordeira
gritamos mais alto na luta verdadeira
que no evangelho das pancadas

Trago meu filho nos braços, ainda enfante
chego a pensar em desistir por um instante
choro, revigoro e penso o quanto é duro
Dizem eles que mantém a ordem
pela paz e justiça
somos nós o povo
que ainda livres da cobiça
não iremos a nossa própria missa
de corpo presente no futuro

sábado, 7 de maio de 2011

semente de 15 anos

Terra é o que sempre quis
Pro trabalho e moradia
Lavrador é meu ofício
Que trato com alegria
Mas terra, nenhuma tenho.
Café, laranja ou engenho
Dos outros é fantasia

Mas não sou só eu que colho
E não sou só eu que planto
Muitos sonham com o chão
Muitos lutam por um canto
Nossa vida é amarga e dura
Mas tudo isso só perdura
Por que alguns têm mais que um tanto

Se ainda existe justiça
Vivemos por seu legado
Eu já vi tantos morrendo
Sequer poder ser julgado
Se quiser um mundo melhor
Esqueça não, guarde de cor:
Lute em pé, não agachado

Digo, é sempre bom lembrar
Este abril fez quinze anos
Que por terra fez-se guerra
Mando de porcos insanos
Morreram no eldorado
Sem ter se acovardado
Por eles aqui estamos.

Ainda não temos no solo
Está firme em nossa mente
A terra é pra quem trabalha
Eis qual é nossa semente
Foi plantada em nosso peito
Levaremos em nosso leito
De morte, olhando em frente.

Intolerância

Até te quero por perto... ou mais perto
não a pele, o gênero, mas se são os olhos coloridos
não posso vê-los! a cor dos cabelos: não sei ao certo.
Estamos tão distantes, mas nossos semblantes são parecidos.

Estás ofendido? Tolo. És um medíocre no deserto.
Ficarás só, se achares que és o escolhido.
Sou todas as almas, todas as raças, todos os sentidos
Marcho contra suas armas, seu tiro não terá acerto.

Esbraveje o quanto quiseres, amigo irritado
Minha religião é a vida; a moral, a verdade.
Passas ao meu lado e não percebes, nem sabes da realidade

Manda a policia espancar o diferente como desalmado!
A humanidade vem antes da ignorância e do aparente
Nós estaremos juntos, você prefere estar ausente.