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terça-feira, 5 de abril de 2011

Crianças

Uma criança sorri no horizonte
parece que o caminho será leve e doce
como uma manhã colorida
mas o sangue corre entre as presas do capital
Tudo que eu vejo sãos essas aberrações
de medo e dor
cuspindo suas tragicas existencias
cativas desses canalhas
Eu queria uma arma agora
uma lamina afiada que faça o mais forte temer-nos
uma palavra forte que o faça amargar
o exilio que sofrem tantos
Enquanto seu lobo não vem
um louco grita ser o novo profeta
mas são apenas palavras para divertir os reis
para enlouquecer os insanos de fome
e confortar as almofadas de seda
daqueles que estupram de suas salas corporativas
a dignidade de quem soa e se embreaga de dor e tontura
Adiante uma criança devora as viceras dos mais velhos
a fome que avermelhas os olhos
possui sua estatura inocente de loucura e sanhas torpes
como eu odeio quem fez isso eu grito
como eu odeio quem me faz odiar
Sei que não há mais crianças
nenhuma voz responde aos gritos
que emergem suplicantes de dor
a fome calou a vida
a loucura de mãos dadas com a cobiça
tornou tudo que era ruim em algo como é agora
Eles vieram certa noite e com eles o dia numa mais nasceu
o sol chorou triste sem esperanças e ainda chora
a vida não quer mais dançar
pois agora se esfaqueia sem piedade ou calor
tudo é isso
tudo é essa materia fria de horror
As maquinas e as corporações
seus esquemas perfeitos demais para nós
seus neologismos polidos demais para nós
já não há cinema
nem poesia há
sequer o sorriso se sabe fingir
a morte ronda a todos
desde a primeira hora
até a chegada
E quando eu olho para o horizonte
aquela criança que sorria
ja não mais sorri
não é mais criança
é apenas sofrimento
é apenas dor
Como eu odeio tudo isso
como eu odeio quem me fez assim
eu ouço a criança dizer
e repito tambem
como eu odeio quem me faz odiar assim
tudo isso que era belo
e agora o que é
esse mundo sem poesia
sem canções
onde amor configura subversão
onde sorrir compreende crime grave
e o mais simples gesto denota insanidade
Eu quero um mundo onde hajam crianças
onde eu possa ser pai
onde eu possa sorrir sem me sentir culpado
onde a alegria seja plena e comum
onde a vida seja uma avenida
e a alegria a nossa bandeira
o amor o nosso lema
onde o negro seja como todos
onde todos sejam iguais
sem patrões ou corporações
sem modismos ou guerras
onde seja linda a imaginação
onde se crie e se festeje
onde eu possa andar com minha amada
onde a mulher seja como todos
onde todos sejam iguais
Por isso eu quero uma arma
uma poesia absurda que rasgue os protocolos
que grite alto ate sangrar a garganta que ri da desgraça
até enforcar o ultimo bondoso burguês
pois estou cansado de ver essa criança dentro de mim
dentro de mim e em todos em quem eu vejo dignidade
essa criança que sorria no horizonte
mas agora chora...

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