Aos comentaristas


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sábado, 30 de abril de 2011

senhores de casa sem penhores

Senhoras e senhores presentes no recinto
após degustar finissimo vinho tinto
apreciem meu discurso, as boas que apresento;

é um prazer ter vossa presença majestosa
compartilharmos nossa vida preguiçosa
enriquecer por nosso mérito, sagaz e isento:

temos um grande espaço, suntuoso terreno, descomunal!
construiremos boulevards, plenos de lazer, prédio comercial
conforto e prazer áqueles por luxo sedentos

Entretanto, conto com vosso apreço e colaboração
todo sucesso tem um preço e uma reação:
precisamos colocar barracos abaixo, queimá-los com o vento

todos parasitas e vagabundos, negros e migrantes
que ocuparam o que é nosso há tempos antes
e que fiquem com Deus ou ao relento

Senhores, superemos este pequeno problema invisível
o Estado a Igreja cuidarão de sua alma e seu cheiro terrível! rss
podem rir meus caros, o objetivo, a conquista são nosso alento!

Penhoremos, portanto, um desagravo sorrateiro
como investimento apenas, ativos vivos em dinheiro
teremos um limpo, seguro e branco empreendimento

bueiro da infancia

A vista, nos olhos rotos
escorre curiosa,
no pesadelo da infância,
a lágrima assombrosa
sob o cheiro dos esgotos.
No espelho da ingenuidade e da ganância
a sujeira na honra calçada,
reflete a cor da distância.
É tão amarga a solidão
o futuro remoto:
Quem penteará seus cabelos esparsos
nos albuns e fotos?
Quem desvendará o fulgor escondido
no sorriso da lembrança?

sábado, 23 de abril de 2011

Futurismo

Ouvi um dia sobre a tempestade
todos cantariam cada segundo
e eu buscava essa tormenta
e por pensar que era somente dor
meu corpo se perdia e gritava
mas o calor de sua alegria
e o brilho de sua essencia
era como uma guerra absurda de cores e flores
cristais em meus pensamentos
dentro da mistica sensação de adorar
essa canção
essa tempestade
que eu ouvi um dia todos falarem
até os animais irreconsilhiaveis
dentro de seus gestos podiam reconhecer
o curso da historia
gigantesco como uma epopeia russa
tragicas existencias vertendo-se em ricas risadas de amor
assimfoi o dia que tanto temia
o dia da tempestade
o golpe final sobre todas as cabeças
o poder dançando seu ato final
a humanidade se entregando
as cores
as flores
aos perfumes
ao sol
e ao luar...
 E eis o futuro triunfante numa carroça de bois
exposto a todos os olhos
como uma foice ceifando
a loucura
beijando a poesia
assim foi a tempestade
assim será essa tormenta
o dia em que a vida se reconsilhiou com a alegria
e o amor dançou
e dançou e cantou
assim será a tormenta
o dia em que o amor
o dia do meu amor
e meu amor dançará
e ha de cantar meu nome
e chamarei cada dos passaros de meu filho
cada rua será uma emoção
o perigo estará findado
num exilio distante
até tornar-se luz
até torna-se parte do céu
até não ser mais perigo
e todos serão pais
e todos serão filhos
e haverá paz
e tudo que eu sei
é que será assim dentro da tempestade
desse imenso universo subversivo do futuro humano
nosso legado desde nossas mãos até nossa alma
o amor

segunda-feira, 18 de abril de 2011

sinestesia ociosa

Ah meus olhos! vêem apenas as verdes notas
deslisam pelos dedos ásperos e amargos
Este som vicioso, de apetite vistoso e largo
é o ruir das moedas mudas de perfumosas familias remotas

Tenho ouvido mal. É bom. As palavras não tem as mesmas rotas,
passam desmaiadas no horizonte do poder e dos cargos
o cheiro das cores torna-se apenas motivo de embargos
tinta óleo arranca raivosa na pele; para nós: apenas anedotas

Tantas mulheres deslumbrantes, cheirosas e descartáveis
posso tê-las aos montes, miragens em seus lábios navegáveis
abraçar sua nudez vertiginosa e sua luz interesseira

Sinto não poder ter isso sempre a meu alcance
não é droga ou substância, mesmo superficial e de relance
quando o cartão magnético retorna à carteira

corpo errante

Ela me ensinou algo interessante:
como ser amável e ser amante
sem ser o que sou,
sem lhe envolver na volúpia ferida
do sorriso que escondo e que restou;...
ainda resta por um instante
porque temo a solidão na vida.

Ela me amou tão intensamente!
tão palpável e tão fervente...
por meu corpo todo erra,
sem tocar na alma covarde e cinzenta
qual nuvem tensa chorosa sobre a terra...
sinto ainda seu corpo quente
e sua frieza arde lenta.

Ela me tomou, alcool e combustível
embriagou-se, entorpeceu-se no incrível
momento em que já não se desejava viva,
toquei seu seio, sua boca e cabelos...
depositou em mim uma ogiva
eu explodi longe do mundo sensível;
dei-lhe um tanto de mim, da alma e, sem saber
tirei-lhe os pesadelos..

remédio que não cura

Senhor -me perguntam - por que sempre procuras
tudo o que nós podemos dar,
sem precisar de caridade;
pregas sempre a verdade pela jura
insiste no remédio que não cura?
será que é assédio, brincadeira ou vaidade?

à minha mulher - se já és tão bela,
e és mesmo tão bonita
por que ainda dizes, disputas e imitas:
sua doce face se perde na imperfeição alheia
a voz é suave mas não escutas
maqueia a beleza e torna feia,
se algo falta, por que esconder o que não irrita?

Este tal, que me inquerem? conheço-o bem
parece ter mesmo muita fome,
pois nada tem
sua barba branca diria que os anos passaram
se foram com as memórias... tudo some;
lhe faltam os anos, não falta o brio
por que ainda reclama passar frio
se sua inglória história já o consome

Pois sim, esse velho faminto
de instinto feroz preso na multidão
é ao mesmo tempo o futuro no espelho,
o presente desespero e depressão;
meu caro cidadão atento e distinto
ele o é o que dizem os impuros da nação,
de nós todos por dentro:
vazios e esquecidos do lado da razão
ambição desconhecida no centro,
abandonado no coração.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

A islamofobia esta chegando

Essa semana estou profundamente triste com a matéria central da Revista Veja ( uma publicação de pessimo gosto, que  alterna entre panfleto caricato de uma direita escrota e manual de conduta mental da classe media conservadora) e os comentarios emitidos pela Rede Globo de jornalismo que desde as primeiras horas de hoje, a partir do lamentavel fato ocorrido numa escola na cidade do Rio de Janeiro.
Ambos os veiculos tentam alertar a população geral, para um perigo verde, assim a Revista Veja chama o crescente numero de imigrantes islamicos e a crescencia no numero de adeptos convertidos ao islam em nosso país, tentando associa-los a redes de apoio a grupos extremistas no exterior, e suas formas de subsistir a maquinações de lavagem de dinheiro para essas organizações, qualquer semelhança com os panfletos que exploravam os mitos da idade media , onde os judeus foram eleitos como bodes expiatorios não é mera coincidencia, parece mesmo uma cruzada difamatoria, assim como a perpetrada pela direita europeia do começo do seculo 20, contra os judeus no que culminou sabemos no que não é mesmo? Hoje o islam e o povo arabe, são os vilões do mundo, o diabo tem barba e fala arabe, assim a Veja a reboque da Europa pinta o Mal.
Hoje por conta de um ataque de asma não fui trabalhar, assiti o jornal em casa, o jornal da globo news, e fiquei louco de raiva ao ver um pseudo-jornalista dizer que tal ato, talvez tivesse ligações com grupos extremistas, afinal o rapaz era um convicto admirador do islam e manejava bem as armas, dando assim um ar de que talvez ele tivesse sido treinado, o que a globo não sabe, alias sabe mas não diz, é que essa gritante violencia é fruto do capital de seu modus operanti totalmente opressivo, que padroniza os comportamentos e torna o povo um rebanho de cegos guidos por mediocres gananciosos.
Não sei nem como terminar esse post, tou com raiva de tudo isso, desse pensamento maluco que rotula a tudo e a todos, quer dizer qualquer arabe é terrorista, qualquer pessoa que os admire é um possivel terrorista, estou profundamente triste, a islamofobia esta chegando aqui nos tropicos e quem trouxe foram os mais fieis servos do Capital, a direita midiatica fundamentalista ou vai dizer que colocar os livros de auto-ajuda e propagandear cinebiografias de certas personalidades religiosas como chico xavier, como se fossem a mais fina jóia da consciencia humana é ou não é fundamentalista?
Shalom

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Um dia de Sol de mãos dadas

Um dia de sol de mãos dadas
com a vida que quer dançar
faz a vida que passeia sorrir
se esquecer do mundo e sonhar
correr até a curva do vento
pular até os confins da terra
Um dia de sol de mãos dadas
com a luz do sol a girar
dentro da retina pra fora dos olhos
pulando do dia para clarear
girando no mundo que é vazio
beijando o espaço com estrelas
ouvindo o sussurro mais doce
adoçando essa catiga besta
pular da nause que enfeia
cair a beleza das horas
brincar com tempo e perde-lo
esconde-lo e não deixar mais passar
é a vida dentro do tempo
é o tempo rodando no espaço
e as luzes beijando o céu
que enlouquece quando se faz noite
Um dia de mãos dadas
com o sol e todo o tempo será pouco
será girar em qualquer turno
será girar e girar
essa dança que é andar
esse caminho canção
essa vida enlouquecida
essa poesia sem fim
Um dia de sol de mãos dadas
abaixo a oposição
de cores e sons e perfumes
todo o resto boba imitação
éo vazio pintado de diversas cores
são as cores caindo de exaustão
pois cores são apenas cores
se entre elas não houver clarão
quero luz e quero mais luz
as vezes tambem eu sou
e nem quero
Um dia de sol de mãos dadas
com limões e outras cidades
toda a vida pulsando fora do eixo
toda a vida sendo apenas vida
sem edificios ou postos
cartazes demais
sem cartazes ou postes iluminados
Um dia de sol de mãos dadas
com a vida que quer sorrir
toda a vida segue sorrindo
parece até que é deboche
para birrar com a realidade
parece mesmo que toda essa felicidade
é a melhor arma
contra esse dragão de maldade e perigo
que os vizinhos conscientes
chamam de capitalismo...

terça-feira, 5 de abril de 2011

Crianças

Uma criança sorri no horizonte
parece que o caminho será leve e doce
como uma manhã colorida
mas o sangue corre entre as presas do capital
Tudo que eu vejo sãos essas aberrações
de medo e dor
cuspindo suas tragicas existencias
cativas desses canalhas
Eu queria uma arma agora
uma lamina afiada que faça o mais forte temer-nos
uma palavra forte que o faça amargar
o exilio que sofrem tantos
Enquanto seu lobo não vem
um louco grita ser o novo profeta
mas são apenas palavras para divertir os reis
para enlouquecer os insanos de fome
e confortar as almofadas de seda
daqueles que estupram de suas salas corporativas
a dignidade de quem soa e se embreaga de dor e tontura
Adiante uma criança devora as viceras dos mais velhos
a fome que avermelhas os olhos
possui sua estatura inocente de loucura e sanhas torpes
como eu odeio quem fez isso eu grito
como eu odeio quem me faz odiar
Sei que não há mais crianças
nenhuma voz responde aos gritos
que emergem suplicantes de dor
a fome calou a vida
a loucura de mãos dadas com a cobiça
tornou tudo que era ruim em algo como é agora
Eles vieram certa noite e com eles o dia numa mais nasceu
o sol chorou triste sem esperanças e ainda chora
a vida não quer mais dançar
pois agora se esfaqueia sem piedade ou calor
tudo é isso
tudo é essa materia fria de horror
As maquinas e as corporações
seus esquemas perfeitos demais para nós
seus neologismos polidos demais para nós
já não há cinema
nem poesia há
sequer o sorriso se sabe fingir
a morte ronda a todos
desde a primeira hora
até a chegada
E quando eu olho para o horizonte
aquela criança que sorria
ja não mais sorri
não é mais criança
é apenas sofrimento
é apenas dor
Como eu odeio tudo isso
como eu odeio quem me fez assim
eu ouço a criança dizer
e repito tambem
como eu odeio quem me faz odiar assim
tudo isso que era belo
e agora o que é
esse mundo sem poesia
sem canções
onde amor configura subversão
onde sorrir compreende crime grave
e o mais simples gesto denota insanidade
Eu quero um mundo onde hajam crianças
onde eu possa ser pai
onde eu possa sorrir sem me sentir culpado
onde a alegria seja plena e comum
onde a vida seja uma avenida
e a alegria a nossa bandeira
o amor o nosso lema
onde o negro seja como todos
onde todos sejam iguais
sem patrões ou corporações
sem modismos ou guerras
onde seja linda a imaginação
onde se crie e se festeje
onde eu possa andar com minha amada
onde a mulher seja como todos
onde todos sejam iguais
Por isso eu quero uma arma
uma poesia absurda que rasgue os protocolos
que grite alto ate sangrar a garganta que ri da desgraça
até enforcar o ultimo bondoso burguês
pois estou cansado de ver essa criança dentro de mim
dentro de mim e em todos em quem eu vejo dignidade
essa criança que sorria no horizonte
mas agora chora...