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domingo, 27 de fevereiro de 2011

anjo da guarda

Todos os anjos
que protegem sua culpa
subservem ao medo e à hierarquia
a proteção,
o juízo que esperas como desculpa
é a corrente que unem todos sem alforria.
Meu anjo da guarda:
por tanto anseio sua chegada,
A guarda me persegue,
não me negue a morada!

Todos os anjos
que perseguem com razão,
desconhecem o calor
o terror da vera imagem,
o cansaço diário;
só guardam o sacrário da ilusão
para expor aos ajoelhados de fome,
o paraíso, a miragem.
Meu anjo da guarda:
proteja uma vez mais minhas filhas.
O que aguarda e não desejo,
pagarei com promessa,
sem pedir maravilhas.

Todos os anjos
que tanto me querem bem
esperam minha resposta,
que imposta é a devoção
é tão dificil, duro mesmo
pensar em viver sem
que parece melhor ser servo do anjo
que senhor de minha solidão.
Meu anjo da guarda;
eu oro dia e noite,
para minha hora nunca chegar
para que o desespero não me enlouqueça;
a culpa viver e o medo não acabar.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

casario antigo

E se você vier morar comigo?
nas varandas da manhã silvestre
num mirante sobre o brilho ardente
nas cirandas onde o vento campestre
há de arpejar teu sono silente

ou nas ruínas do casario antigo
ocuparemos seus recintos esquecidos
a luz que penentra na memória é futura
mas já preenche com as glórias de amores perdidos
nosso leito tinto da aurora que perdura

Permanecerei, juro, teu amante e teu amigo
uma cerimônia nas areias do céu vigilante
cobrirá de orvalho a fronte; tuas mãos cuidará o sol
a benção será errante: a todo o dia e todo instante,
o amor estará em nossos olhos à iluminar feito um farol

domingo, 20 de fevereiro de 2011

compromisso

Ainda prefiro a dúvida dos minutos
em que comprometi-me com a ansiedade
de esperar-te sem o compromisso da saudade
sem as lembranças de um passado astuto,

que a certeza prisioneira do amor ou do luto
toda sua posse, sua tosse que doentia invade
o peito, o leito onde deitara a falsidade
ao meu lado e, o temor permanece e não o escuto

Comprometi-me com seu encanto feito em pureza
angustiado olhar cantor da esperança acesa
onde a dúvida é perene, não o é quem duvida

Eu, pois, que espero não querer a certeza
não posso ter-me com a verdadeira beleza
pois senão dedicarei-lhe toda a vida.