Aos comentaristas


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domingo, 15 de agosto de 2010

carcereira

Vou fugir dessas celas dessas salas
não vamos mais escutar aquelas falsas falas
que apelam à calma ou a esperança à paciência
Como poderei chegar à ti, amor, novamente
se trago as prisões comigo; as grades tão rentes
Se não aproveitar a chance, também não pedirei clemência

A luz do sol dispersa as nuvens do fumo
abre-se a encosta, nas poças revela-se o rumo
e poderemos atravessar o desencanto e a cegueira
o chão é visível mas os passos não ouço
escuto as moedas roçarem-se em meu bolso
junto às chaves da memória carcereira

Se todos forem serei também livre a vida inteira.

sábado, 14 de agosto de 2010

Noite vendida e só

Só, ao reger da lua sem vida
quisera eu aguardar em seu recanto encantado
onde no céu o chão, recolhe magoado
os versos sujos de canções essquecidas

Acolhedora e soturna escuridão vendida
não desejaria beber do orvalho a seu lado
nem daquele sonho belo de vinho banhado
de lábios suados, boca retorcida

Sinto-me em orfandade no fio da noite escondida
e quieta, no solo imantado,
rosas e ventos com espinhos nublados
ferem as memórias cheias de imagens bandidas

Aceito-te somente, como mãe arrependida
que abandona-me de dia com um adeus imperdoado
com os lenços revoando lacrimejados
e retorna quando a falta já não seria sentida