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quinta-feira, 11 de março de 2010

aparente

Eu pareço com ele
Ele comigo

É belo, sem dúvida, todos veem,
exceto a falsa felicidade
ele como todos como ninguém,
o futuro cômodo, a mocidade...
a ilusão do brilho
a solidão já o atormenta
fim de um único filho
a vida não o isenta
da crueza e do desdém.

Se ele é tal sou
não há segredos nem medos
sofremos da beleza que temos
da bondade verdadeira
que aos poucos se apaga derradeira...

Talvez eu não o conheça?!
De certo, dizei-me, é sempre agradável
ter de seus lábios algo novo apreciável!
Que reascenda depressa!

Atado

Não estou mudo.
Apenas sem platéia.

Qual o custo de poder e declinar?
abdicar da decisão, de uma idéia;
atar-se a um muro,
e não precisar saltar?!

Não estou surdo;
Há tempos o silêncio basta, somente.

Por que fazer questões que se tem a resposta?
Talvez pensem que a verdade mente,
ou um sorriso impuro,
engana o que não se gosta?!

Não estou cego;
não sei ler...

Me avisa

pouco dos flocos de brisa
permanecem na garoa lisa,
e desde que fora não veio
foi, agora,nao em seu seio
despertei com sono. me avisa...
vejo seu nome, seu rosto, não leio...

saudosas lagrimas ao vento breve
comentam sua voz suave em greve
desde que escutara não esqueço
esqueci, paguei sem saber o preço
endividado, meu peito não se atreve
a querer seu coração, pois não mereço.

pulsa duradouro esse tal coração
canta ora pleno ora em vão
e desde que dissera, não mais repetir ousei
pois, arrogo sempre, sempre amar, amei
muito ruidoso é ouvir docemente: não,
lembrando-te coro, como nunca pensei...