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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Ambos

Se ela lê o que escrevo
e me toma como poeta
porque não tomaria
um beijo como meta
ou espero
ela chegar e dizer
o que não devo??

Ela não chega e eu não cedo
talvez seja discreta
pra que dizer
algo que me afeta
se pode consumir
meu amor e meu medo?

Se eu disser que te amo
Amar-me-ás, mais pela palavra em amor
ou porque com amor te chamo?
Sei que ambos,
por isso repito o clamor!

meio-fio

Andando no meio-fio
descobriste os pés dois palmos
cortei do chão e tiveste a impressão
que passeavamos calmos
flutuando no vazio
envolvi-te nos lenços
removi o vestido de areia cheio
as estrelas te ergueram, tenso
era meu andar: entre o céu e o mar
deslumbrante estavas ao meio
no meio-fio, toda a noite, sentado
admirando a lua e seus espelhos
competindo com os teus lenços e cabelos
o sol brilhava em meus olhos, exaltado.

Pausa

Estou cansado um tanto
Deixe quieto em algum canto
a estraneza de minha existência
a aspereza de toda a descrença
não clame a Deus ou aos santos

Não sinto remorso ou arrependimento
Paro, só para refletir um momento
quão sensata foi minha atitude
se de fato eu fiz o que pude
Fazer, tudo tento, a comum contento

Não desisti, de certo que não
Sabia da dificuldade do meu refrão
emprego da justa verdade
apego à toda liberdade
sofrer não me levará ao chão!

Roubei-lhe os sonhos

Tenho o ensejo, porém não o desejo
não desperdiçarei mais um de nossos beijos
aquele que amas primeiro
é o dinheiro, falsário parceiro
não há , nem haverá diamantes
repondo tua beleza d'antes

Realmente não existe
de fato, algo verdadeiro
em teus olhos
amor que dure, por inteiro
Estou feliz,e triste
Pelo castigo enorme;
Roubei-lhe os sonhos
Dei-o todos à quem não dorme

Tenho o desejo, porém não o ensejo
de recordar o que não mais vejo
carinhosas noite compartilhadas
iluminada, em luzes apagadas
Não há nem haverá amantes
vivendo estas memórias distantes