Aos comentaristas


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sexta-feira, 24 de julho de 2009

Peixes mortos

a parede descamou após a ultima enchente
me vesti de toalha de mesa
e fui limpar a represa
me fingi de sorridente
e chorei esfregando a enrugada pele
gritos e vandalismo heroico devoram
a resignação
mas não ficarei mais na mão.
na primeira manifestação
embora não se revele
ateei fogo no lixão e na primeira mansão
eu sei que fora tudo por ti fruto de sua falta de ação!

não tens opção

pendurei-me nos brincos
arranquei os trincos
derrubei o corrimão
incendiei a capela
derrubando uma vela
não tens meu bem opção
Anda sem apoio sem ilusão sem seguro
seus pés enforcarão o escuro
te espero perto da destruição!

quarta-feira, 22 de julho de 2009

sarjeta

dentro de ti havia angustia
eu passava amargo na sarjeta.
a doçura que deixei na gaveta
para dar-te como recordação
no dia seguinte esfumaçou-se
e tomou-me o coração.

ainda amargo e rancoroso
sentado na calçada sem sorrisos
esperava poder ao menos um beijo indeciso
dar-te e afastar-me um pouco da sensação
tão vaga e fugaz que me trouxe
tristeza e desilusão.

Ela permanecia sem esta lembrança
eu calado e abjeto sem disposição
sem humor vivaz ou vitoria sobre a solidão
esperava ao menos uma dança
na suja calçada de flores esguarnecidas
o silencio como trilha vencida
despertando um pouco de amor e admiração.

domingo, 19 de julho de 2009

Escapei

Escapei do cadafalso
e do corredor polonês
ferido e descalso
contra desfaçatez
vou lutar outra vez

Eu sei que ela
me espera
sorrindo tomada de poesia
sincera
cantando um novo dia

Não fugirei para o exilio
medo ou resignação
não ajoalherei no milho
propaganda ou pregação
eu voltarei para a ação

domingo, 12 de julho de 2009

Depoi que ela se foi

Depois que ela se foi
restou apenas sua voz suave
não tão elevada como uma ave
mas grandiosa como a lebrança que dói
A saudade tenta fugir com a brisa
mas a solidão é órfã, vil e indecisa

Ela se foi e então depois
parece que a névoa tomou o outono
permanece estrelado em meu sono
é agradável lebrar de nós dois
As lágrimas estão presas no alvorecer
em meus olhos seu sorriso à adormecer.