Aos comentaristas


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domingo, 28 de junho de 2009

seu crivo

Se eu soubesse de fato sem saber como
dizer o que não deveria,( contudo digo)
num ímpeto de calma sorrio e domo
o amor e seus rastros que causam perigo.

Todos os trapos de seda sua engomo
aos farrapos da noite leda em seu abrigo.
a agulha de lagrimas de teu olhar retomo
costurando teus dedos, e ao pensar me intrigo:

Direi mesmo o que sei, sinto e penso
ou lebrarei apenas dos carinhos sempre vivos
que deixam indeciso, apaixonado e tenso?

Ao mesmo tempo digo sem perceber o crivo
de tantas mágoas a que me ponho propenso.
aceito a ameaça do amor ou seu temor decisivo?

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Sobre a modernidade

Ouvi meu pequeno filho crescendo?
Parece que le vem de um lugar estranho
e eu continuo aqui onde estava antes
filhos crescem enquanto as montanhas nos ensinam...
Meu filho por onde voce esteve
talvez voce possa me ensinar alguma coisa
o céu é sempre azul
quando o dia está limpo e salvo de chuva?
De onde voce estav podia ver as coisas passarem?
Meu velho pai...
meu querido e velho pai...
Eu estive em lugares
onde o brilho da destruição nos céus
parecia estrelas refetindo nos lagos,
passei por cidades onde a fome tornava todos iguais
e morte nivelava a todos como um unico rebanho,
o senhor nunca sentirá isso meu velho pai
mas eu vi a sombra de deus
enquando ele partia
e ouvi o grito de dor quando os pais enterram seus filhos
e tudo isso meu pai são as novidades do meu tempo
e tudo isso é a velocidade nas coisas que eu senti
enquanto o céu continuava azul aqui
e as montanhas ensinavam sua imobilidade...
Talvez o senhor me entenda algum dia papai...
Meu unico e lindo filho num mundo como o que meu pai viveu
e quando senhor se for saiba
que eu vi muitas coisas meu velho pai
e aprendi mas aprendi amar e ver dessa maneira
aqui onde as montanhas continuam as mesmas
e o céu é azul quando o dia é limpo.

terça-feira, 16 de junho de 2009

o devir

volátil e sinuoso presente
és languido e caminhas firmemente
tens algo sobre o devir ?
ou ainda não sabes descobrir
se serão dissidentes ou presidentes?

quente e gélido passado
tens as roupas e sapatos usados
pareces nós que andamos sem sorrir
sorrindo das memórias calados
diz-me, fomos felizes ou anestesiados?

verdadeira dúvida que manobra
e apenas mais dúvidas desdobra
somos todos poucos unidos no horizonte
ou todos o bastante dispersos no fronte?

faz-me uma proposta
diferente
pois esta há tempos
busco a resposta
a passos lentos.
a continuar nostalgico e indiferente
não precisaremos, certamente,
do futuro e seus momentos.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Retrato

Eles tem nome
mas quase sempre são iguais

brancos
altos
e bem alimentados

falam de coisas bonitas e boas
sorriem com os dentes
que afiam enquanto
maquinam suas mentiras

eles tem nome
mas quase sempre
podem chama-losde catolicos
brancos
classe media
ou alta

atemdem pelo apelido carinho
e intimo de burguesia...

lembra-me você

Bem que eu quero enfrentar
e contigo o alvorecer velar
mas ninguém mais lhe vê
sequer em panfletagem
pois tudo lembra-me você:
coragem

Buscarei até lhe encontrar
no horizonte ou num dia vulgar
não sei se vou reconhecer
na euforia da saudade
pois tudo lembra-me você:
liberdade

Aos amigos que não conheço
juntos peço e ofereço
dignidade e paciencia

todos ficarão assustados
quando de atitude armados
retornarem a consciencia

sábado, 6 de junho de 2009

cosmonauta III

Crianças se afogam na angustia desses dias
e ali encerra numa caixa de metal
a material humano

a caixa qual um palco
serve a ideia
que passeia surda
prostituindo os sentidos

Devaneios de um poeta numa folha amarelada
o mesmo poeta a mesma folha
onde se lê tambem

se houver no ocidente algum homem feliz
o chamem de
heroi da classe operaria

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Lua

Lua do deserto
como um olho magico
pnde o diabo
espia meus pecados
eu preciso
desaparecer
para onde os anjos
são nuvens de prata e seda
mas eu sempre
sei que
aqui no deserto
onde estou
sou apenas isso
para essa lua
que é o olhar
malicioso do demonio
espiando meus erros
como um
sacerdote
catolico
espia uma criança nua
Nuvens da blasfemia
cubram minhas falhas
preciso erguer um culto
ao idolo falso
e novamente
entoar
um refrão sobre outros tempos
e novamente
entoar
um refrão sobre outros lugares

Trovão

Ela tem olhos de cristal e chuva
parecemos
naufragos num imperio de embreaguês

frios como cadaveres
tristes como intelectuais
ela nunca parou para me cantar
essa canção
essa canção de amor
onde se diz
para seguir e seguir